O Famalicão perdeu com o Sporting. No final do jogo, Miguel Ribeiro, presidente dos famalicenses falou do papel do VAR.
Miguel Ribeiro falou em zona mista depois da derrota do Famalicão contra o Sporting. O presidente famalicense criticou a atuação do VAR no golo anulado a Ibrahima Ba aos oito minutos de jogo e fez o apelo à UEFA para analisar o lance.
«Acho que o VAR não deve andar de lupa à procura de motivos para anular um golo. E sempre para o mesmo lado. Curiosamente, é o mesmo VAR que nos fez o jogo no Estádio da Luz, com o Benfica. Ainda esta semana, Roberto Rosetti, na Sky Sports, fala sobre a intervenção do VAR e o que representa o VAR. Primeiro está o futebol, depois está a arbitragem e só depois é que está o VAR. O VAR não pode ter esta intervenção. Não é claro nem notório que há uma falta. É passível de uma discussão, se calhar, durante a semana toda. Há quem ache falta, há quem não ache. O VAR não serve para isto, serve para quando temos uma decisão clara, um erro claro do árbitro, retificá-lo. Não foi o caso. Parece-me que andamos de luta, curiosamente sempre contra os mesmos. Temos de ser muito claros, estas lupas são sempre procuradas nos jogos de quem joga contra quem joga. O futebol português tem evoluir. Apelo à UEFA e a Roberto Rosetti que vejam este lance. Depois do que ele falou esta semana, seguramente que olhará para este lance e dirá que isto é tudo o que a UEFA não defende. Isto não é proteger o futebol, não é defender o espetáculo. É óbvio que para o Sporting foi muito agradável que aquele golo tenha sido anulado, mas o futebol não pode estar contente quando um golo é analisado à lupa num jogo de contacto», começou Miguel Ribeiro, que falou nas declarações de Rui Borges, que disse que havia «contacto claro» no lance em questão.
«É a opinião dele. Admito que para ele não tenha havido lupa, mas acho que vai haver lupa para muita gente e não só para mim. Seguramente que há muita gente que concorda comigo. Queixas deste VAR no Estádio da Luz? Claro. Aquele penálti, do qual tivemos sete imagens, que continuo a achá-lo absurdo. Mas digo-lhe mais, este é o VAR que foi AVAR na Taça de Portugal, quando não viu o que aconteceu junto à bandeirola de canto. É este mesmo Vasco Santos. O apelo que faço ao Conselho de Arbitragem e a Pedro Proença, presidente da FPF, é que façam do VAR uma ferramenta de auxílio e não uma lupa que serve para anular golos. Se o golo fosse do Sporting e se fosse anulado, eu diria que tinha sido com lupa. Se acredito que seria anulado? Não, não acredito. O clima está a ser crescente e aviso que vai ser pior. O apelo que faço é que, o quanto antes, comecemos a ter regras, costumes e práticas para toda a gente estar esclarecida do que aí vem. É óbvio que nos próximos três meses ninguém está preocupado com o Famalicão, com o Gil Vicente, com o Vitória, ninguém. O centro vai estar nos grandes. Não vou discutir a meritocracia do resultado, o que discuto é que aos oito minutos há um golo do Famalicão anulado com uma lupa», concluiu o dirigente.

