Ricardo Horta em conferência de imprensa: «Vejo esta chamada com sinal de que estou a fazer bem o meu trabalho»

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Ricardo Horta esteve presente em conferência de imprensa e falou sobre vários temas. Lê as declarações do jogador do Braga.

Ricardo Horta deu a cara na primeira conferência de imprensa desta pausa internacional. O internacional português do Braga, que regista esta época 19 golos e 10 assistências, está de regresso à convocatória da Seleção Nacional e começou por dizer o seguinte:

«Confesso que já tinha saudades de pisar este espaço, voltar a estas instalações, estar com a equipa. Vejo esta chamada com sinal de que estou a fazer bem o meu trabalho, sinal de responsabilidade e de muito orgulho por voltar aqui à Seleção Nacional».

Ricardo Horta foi questionado sobre se está confiante de que poderá integrar a lista final para o Mundial 2026:

«Vou fazer por isso. Tal como após essa não chamada para o Euro, eu continuei a trabalhar, procurei tentar fazer o meu melhor para voltar a este espaço. Agora digo o mesmo. Voltei passado 2/3 anos, claro que é uma ambição de estar novamente a participar num Mundial pela Seleção Nacional. É um objetivo pessoal e é para isso que vou trabalhar no clube, para poder ser chamado na convocatória final».

Vencer a Europa League pelo Braga ou ser campeão do mundo por Portugal?

«Se uma delas acontecer já é muito bom. Não vou responder para não comprometer nada, claro que seria um orgulho ganhar a Europa League pelo Braga, mas acho que ganhar o Campeonato do Mundo pelo país acho que é algo inigualável. Portanto, se metermos isto por percentagem, meto 60% para ganhar o Mundial e 40% para a Europa League», disse, num ambiente descontraído.

Ricardo Horta reagiu a elogios de Roberto Martínez e foi questionado sobre o primeiro jogo de Portugal, que é contra o México:

«É sempre bom ouvir os elogios do selecionador, também concordo que é a minha melhor fase na temporada. Acho que se deve também ao percurso que temos tido no clube e é com muito apreço que ouço esses elogios e também concordo com eles. Em relação ao primeiro jogo, ainda não falámos nada acerca do adversário, chegámos e juntámo-nos há pouco tempo e certamente iremos falar sobre isso. A expetativa é de fazer um bom jogo, ver como estamos nas condições climatéricas do México e vai ser para isso».

«Acho que não há pressão, há sim responsabilidade. Se estamos neste espaço e entre os convocados, é porque de bom e consistente fizemos. É por isso que estou aqui. Tenho feito épocas consistentes, números bons no clube que me levam a estar aqui. Quero disfrutar ao máximo desta chamada. É um objetivo pessoal mostrar ao selecionador que sou capaz de estar na convocatória final para o Mundial», disse também Ricardo Horta.

Ricardo Horta ficou questionado sobre se há algum sentimento de mágoa quando fica de fora e se acredita que Portugal tem, neste momento, o melhor plantel do mundo:

«Não sinto mágoa. Temos uma seleção recheada de qualidade. Somos uma das melhores do mundo, mas dentro do campo é que se mostra isso. Temos grandes individualidades, e não guardo mágoa de não ser chamado porque sei que há muita qualidade, que o selecionador deve ter muitas dores de cabeça quando faz uma convocatória. Tenho de fazer o meu trabalho para estar neste lote restrito. Se estou aqui é porque as coisas correram bem. Portugal tem uma seleção recheada de talento e experiência, que pode ir longe no Mundial. Tive a sorte de participar no Mundial em 2022, acho que ficou algo por fazer e neste Mundial pode ser feito».

Ricardo Horta falou sobre a convocatória de Paulinho:

«Confesso que ainda não falei com ele, mas estou muito satisfeito e feliz pela chamada do Paulinho».

«Sempre acreditei que podia ser chamado. Se as coisas correrem bem e o meu desempenho individual for bom, acho sempre que posso entrar neste lote. As coisas têm corrido bem a nível pessoal. Estou aqui e quero demonstrar neste espaço o que tenho vindo a fazer no clube. Esse é meu objetivo», referiu também Ricardo Horta.

Ricardo Horta foi questionado sobre se acredita que o FC Porto, caso seja campeão, seria um justo campeão:

«Não queria estar muito a falar de clubes. Foi um bom jogo, tive a oportunidade de dar os parabéns ao FC Porto pela vitória, mas quero centrar-me na seleção».

«Conversa com Roberto Martínez? Ainda não tive conversa com treinador, sei que ele me foi observar no jogo da Liga Europa salvo erro, mas certamente que vamos falar», disse também Ricardo Horta.

Ricardo Horta foi questionado sobre o seu atual momento de forma em comparação com a chamada para o último Mundial:

«Sinto que estou mais velho, mais experiente. Em relação a momento de forma, acho que não. As carreiras dos futebolistas são assim, há momentos bons e maus, há altos e baixos Há momentos em que o nosso desempenho não é tão bom como o que esperaríamos. Mas acho que neste momento, tal como no último Mundial, é um momento bom da minha carreira, em que estou a mostrar o meu futebol ao mais alto nível e qualquer uma das duas chamadas são justas».

Ricardo Horta foi questionado sobre o que acredita que poderá oferecer taticamente nesta convocatória, que contou com vários jogadores no ataque:

«Posso acrescentar o que tenho feito no clube. Gosto de jogar perto da baliza, contribuo com golos e assistências para a equipa. Penso mais no coletivo do que na individualidade. É isso que venho demonstrar na seleção. Sou competitivo, que gosta de ajudar a equipa e é isso que podem contar comigo e esperar de mim neste espaço».

Como festejou a Liga das Nações?

«Foi normal. Festejei, como eles festejaram dentro do campo. Estava no Algarve e festejei como eles. Quando não estou convocado sou português, um adepto, que quer sempre que a seleção ganhe, estando ou não na convocatória. Esse meu desejo é o mesmo seja quando sou convocado, seja quando estou a assistir aos meus colegas de fora».

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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