Roberto Martínez relativizou o interesse de várias equipas nos seus serviços, estando focado no seu trabalho por Portugal.
Roberto Martínez deu uma entrevista à TSF, Antena 1, Renascença e Observador, onde falou sobre o seu futuro. O selecionador de Portugal relativizou o interesse de equipas nos seus serviços, estando focado no seu projeto atual:
«O futuro do selecionador não é importante. O importante é o Mundial. O Mundial não pode esperar. O futuro do selecionador pode esperar e pode falar-se disso depois do Mundial. Acho que o que é importante é que a Federação, o presidente e eu estamos alinhados. O foco é o Mundial, e na minha cabeça é só preparar o Mundial para poder estar ao melhor nível. É tudo normal na vida do treinador: quando não há bons resultados, a posição do treinador fica em dúvida. Quando há bons resultados… Comecei há três anos e meio, em janeiro de 2023. E o foco era, no início, prepararmo-nos para o Mundial. Por isso posso dizer a todos os adeptos da nossa seleção, a todo o povo português, que só há um foco, que é preparar este Mundial ao máximo nível».
O técnico foi questionado sobre se falou com Pedro Proença sobre tais alegadas abordagens:
«Não é um tema tabu. Mas agora estamos alinhados para tentar fazer tudo aquilo que podemos para preparar a nossa seleção para o Mundial. O foco é esse. Estamos na federação todos juntos para o mesmo objetivo, que é lutar da mesma forma para o Mundial. A missão do treinador é estar sempre focado para trabalhar todos os dias a um máximo nível. Eu tenho já 10 anos de experiência no futebol das seleções e o meu trabalho é isso. Isso dos cargos pode ser importante em empresas, em companhias, mas o futebol não é assim. O futebol é para preparar ciclos, é para preparar os torneios. Agora já tivemos uma boa experiência com a Liga das Nações, tivemos uma experiência que eu acho que foi muito importante durante o Europeu para preparar o balneário e crescer, para poder enfrentar torneios importantes. O resto não é importante».
Roberto Martínez admitiu que está orgulhoso de ocupar o cargo em que está:
«Eu tenho um orgulho incrível em ser selecionador de Portugal. Para mim é um orgulho, é um momento muito importante, não só na minha carreira, mas na minha vida, porque a minha família adora viver em Portugal. E eu acho que o que é importante para o treinador é a intensidade de viver todos os dias da melhor forma possível. Mas também tenho experiência no futebol, não é continuar. Não há treinadores assim. Os exemplos do Alex Ferguson e do Arsène Wenger, de ficar 20 anos no mesmo clube, não existem. O importante é que a seleção está a jogar muito bem. Tivemos bons momentos, tivemos momentos menos bons. Mas eu acho que a seleção está a crescer, está a chegar a um momento ótimo para enfrentar o Mundial. Depois o que acontece com o selecionador faz parte do processo. Não é uma coisa que para mim é importante agora. Eu tenho muita experiência, já sou treinador há 20 anos. Eu percebo como funciona o futebol, mas também sou a pessoa mais exigente do meu trabalho. Não há uma oportunidade melhor que o Mundial para mostrar o trabalho. E o foco agora é preparar os jogadores, fazer boas escolhas. Já estamos a preparar os adversários que temos, ainda à espera do terceiro adversário. O meu foco é o processo e o trabalho para ajudar o jogador mostrar o melhor nível. Pode não parecer certo, mas podem acreditar. Estou a dizer isto com muita sinceridade. Eu estou aqui para preparar o Mundial. E estou muito orgulhoso, acho que tenho experiência e que posso ajudar o balneário. Mas, para mim, o resto não é importante agora».

