Rui Borges falou com a imprensa antes do apito inicial do Sporting x Arsenal. O técnico explicou a escolha de João Simões e abordou as bolas paradas.
Às 20h desta terça-feira, o Sporting recebe o Arsenal na primeira mão dos quartos-de-final da Champions League. Antes do apito inicial, Rui Borges falou com os jornalistas, começando por explicar a escolha de João Simões para o onze inicial:
«É um miúdo que nos dá outras coisas que não dá o Dani. Se optássemos pelo Dani, ele iria dar resposta na mesma, mas com características diferentes. Eu percebo e até me ri durante a semana porque estava toda a gente a puxar pelo Zeno [Debast], mas é bom sinal. O Zeno também está a procura da melhor perfomance física, esteve muito tempo parado e a posição do meio-campo é muito exigente. Não tem jogado, nem treinado lá e acreditámos que poderia ter alguma dificuldade».
O técnico dos leões referiu que têm de respeitar o poderio do adversário:
«Temos de perceber onde estamos, quem temos pela frente e em que competição e fase estamos. Dentro daquilo que é o jogo, perceber e respeitar quem está daquele lado. Não nos expormos como fazemos no campeonato, mas jogamos com uma grande equipa. Temos de ter essa noção e percebermos que termos de ser competitivos. Nestes jogos o rigor aumenta. Vamos ter momentos para tudo e temos de ser maduros».
Relativamente às perigosas bolas paradas do Arsenal, disse:
«É algo que temos de perceber. Por mais que sejamos combatentes, é difícil. Mas foquei-me na nossa mensagem. É relativizar um pouco a questão da bola parada. Em golos de cantos, o Sporting está em 4.º na Europa. Eles são bons, mas também somos. Só há três equipas melhores que nós em cantos: o Arsenal, o Dortmund e o Inter. É acreditar naquilo que fazemos, temos sido competentes».
Por fim, garantiu que o Sporting não fugirá à habitual estratégia na saída de bola e na pressão alta:
«Não vamos fugir muito ao que temos sido. Vamos estar preparados para isso. Gostamos de ser um pouco ousados nesse momento e olhamos muito para aquilo que os adversários fizeram. Mas não fugindo aquilo que é a nossa ideia».

