Rui Borges fez a análise do Sporting x Bodo/Glimt. O encontro da segunda mão da Champions League jogou-se em Alvalade.
Rui Borges analisou o duelo entre o Sporting e o Bodo/Glimt da segunda mão da Champions League. Depois da derrota por 3-0 na Noruega, o embate em Alvalade terminou com um 5-0 para os leões:
«Quero dedicar esta vitória aos meus pais e aos meus filhos. Sofrem muito comigo. Nunca o fiz, mas acho que esta é uma vitória para desejar a eles. Também à minha mulher, às minhas irmãs e à minha estrela, o meu avô. Nós conhecíamos o melhor Bodo, mas eles não conheciam o melhor Sporting. Tínhamos que ser assim e cumprimos. A energia era diferente, a vontade de fazer algo diferente era infinita. Senti que ia ser claramente uma noite diferente. Podíamos ter ganho só 2-0, que eu ia estar super orgulhoso. Metemos muita intensidade e isso faz a diferença».
O treinador falou da estratégia:
«Sabíamos que não podíamos entrar em zona interior, mas sim explorar os seus corredores. As nossas oportunidades lá foram assim e passámos o jogo todo a fazer isso. Cumprimos o plano na perfeição. A malta que entrou foi extraordinária. Eles estavam completamente ligados e queriam muito dar a volta. Lá não fomos o Sporting, acontece, ao fim de sete meses, isso faz parte. Não são máquinas, todos aprendemos com o que não fazemos tão bem. Hoje foi do 8 ao 80, a intensidade foi altíssima. Foi importante circular bola, os jogadores estiveram muito bem na parte estratégica».
Rui Borges falou das críticas que foram feitas na primeira mão:
«Vou ser honesto, eu percebo as críticas, mas os jogadores não as mereciam. Se fossemos derrotados, eu estaria aqui a dizer que eles são fantásticos. O grupo tem sido estupendo. Mais do que as críticas em si, nós ficámos desiludidos pelo que não fomos capazes de fazer. Temos essa noção, mais do que ninguém. Sabíamos que aqui ia ser diferente. Se há equipa que conseguia isso éramos nós, já disse isto ontem. Os adeptos foram extraordinários, têm sido bons, mas hoje foram extraordinários. Que seja sempre assim. Os verdadeiros campeões caem-se e levantam-se. A resiliência deles é infinita e hoje mostraram isso».
O técnico foi questionado sobre a importância desta vitória na sua carreira:
«A vitória mais importante da minha carreira tem que ser domingo. Este é um jogo que marca o meu caminho. Continuo de alguma forma a marcar a história do Sporting e é isso que me deixa feliz. Amanha já estarei a pensar no Alverca».

