Rui Borges projeta o Sporting x Estoril Praia. Leões recebem esta sexta-feira a respetiva equipa para a Primeira Liga.
Rui Borges já fez a antevisão ao Sporting x Estoril Praia, jogo a contar para a jornada 24 da Primeira Liga e agendado para esta sexta-feira pelas 20h45 em Alvalade. Em conferência de imprensa, o técnico dos leões disse o seguinte:
Começou por destacar a qualidade do adversário:
«Vai ser dos jogos mais difíceis da época, boa equipa, dinâmica no processo ofensivo com coisas parecidas connosco. Muita variabilidade de posição, gosta de ter bola, com jogadores acima da média na tomada de decisão nas ações ofensivas. Tem alguns desequilíbrios do abuso e da ambição em termos ofensivos, mas apresenta diferentes desafios e dinâmicas difíceis de anular».
Relativamente aos oitavos-de-final da Champions League, referiu:
«Não olho para as duas equipas para observar a melhor. Feliz por termos entrado diretamente nos oitavos e por poder desfrutar da competição. A nossa equipa vai estar motivada e ambiciosa em continuar a caminhada fantástica».
Rui Borges abordou também uma possível renovação de contrato:
«Tenho contrato até 2027 e estou focado só nesta época e na luta pelo campeonato e competições europeias».
O técnico refletiu também sobre o calendário apertado daqui em diante:
«Importante ter jogadores disponíveis para dar a rotatividade, mesmo durante o jogo. Não sei se é a fase mais importante, mas temos jogos de campeonato, Taça e Champions e jogos que definem. Fase importante para o desfecho das competições e jogos competitivos e exigentes. A equipa vai estar super ligada e motivada para os encarar. Importante ter toda a gente disponível».
De seguida, desvalorizou o jogo com o FC Porto, reforçando a importância do próximo encontro:
«Estou focado no Estoril, não falei desse jogo com ninguém, muito menos com os jogadores. Será um dos jogos mais difíceis do campeonato pela qualidade e competência do treinador. Jogo dificílimo e é o mais difícil até agora por ser o próximo. O foco está no campeonato e estamos a correr atrás. Queremos ser primeiros e temos de fazer a nossa parte e ganhar».
Falou também sobre o estilo de jogo que espera ver do lado do Estoril:
«Espero o mesmo Estoril, ambicioso, pressionante e olhos nos olhos com qualquer adversário. Mudou aqui um bocadinho o sistema inicial, mantendo dinâmicas e posicionamentos. Tem muita variabilidade de posição e jogadores na rotatividade de posições. Vai obrigar a pensar e estar concentrados em organização defensiva. Jogo difícil. É uma equipa que gosta de ter bola e tem qualidade para a ter, muita tomada de decisão, jogadores que vêem coisas à frente».
O técnico dos leões revelou o estado físico de Zeno Debast:
«Está a treinar, não vai a jogo por opção porque voltou há poucos dias. Pronto para dar a sua ajuda a partir de agora. Não se passou nada, quando voltou não estava a 100%, vamos perceber quando se sente confortável ou não. Sentiu desconforto e optámos por abrandar e melhorá-lo».
Quanto às futuras eleições presidenciais do Sporting, não quis tecer comentários:
«O meu posicionamento é o jogo do Estoril. Não ligo nada à política nem as eleições. O meu foco é treinar».
Deixou ainda algumas novidades sobre as ausências para a 24.ª jornada:
«O Gio está fora e o Mangas também, com um desconforto. O Fotis em dúvida, dentro do regresso dele. Idêntico ao Zeno, há desconfortos que podem retroceder. O Nuno Santos está bem, mas esteve muito tempo parado. Leva um pouco a estar na melhor condição física, a parte física e atlética. Está cada vez melhor, a treinar bem e disponível para jogo».
Rui Borges abordou também o regresso de Pedro Gonçalves:
«Já fizemos grandes jogos com ele, fizemos um bom jogo com ele. Temos jogadores diferentes a jogar na posição, o Luís Guilherme, o Pote, o Trincão. Dão coisas diferentes e importantes. O Luís tem acima de 70% de assertividade no passe e drible, o Pote é quem mais remata e o 2 a criar condições. Jogadores diferentes, mas importantes na dinâmica do Sporting».
Referiu não ter preferência no adversário da Champions League, independentemente das deslocações:
«Não tenho preferência, disfruto do jogo em Espanha ou na Noruega. Estar nos oitavos de final é o que nos tem de motivar e levar a ser ambiciosos para continuar a fazer história e passar aos quartos de final. Serão jogos difíceis, qual seja».
O treinador refletiu também sobre o papel de Luís Guilherme:
«É difícil dizer se tem mais rendimento à esquerda ou direita, tem jogado mais à esquerda. Dá qualidade. Está a crescer, é muito focado e rigoroso no dia a dia e a entender as dinâmicas da equipa. Cada vez melhor entrosado com os colegas. Será um jogador importantíssimo e com um futuro brilhante pela capacidade e pela vontade de aprender».
Analisou ainda o momento de forma do Sporting e a oportunidade de chegar aos 20 jogos consecutivos sem derrotas:
«O melhor momento da época é subjetivo, sao naturais altos e baixos. Não perdemos as dinâmicas, a intensidade foi variando, mas a qualidade esteve sempre lá. Os 19 jogos demonstram a regularidade da equipa. Há um jogo ou outro menos conseguido, mas é natural. É muito subjetivo dizer se é o melhor momento ou não. Começámos bem a época também, exceto o jogo com o Porto. Temos sido competentes nesta caminhada e nas competições. Agora temos mais gente a voltar, a época passada tivemos alguns jogadores lesionados, com muita malta de fora. Tivemos de abdicar do playoff da Champions, jogamos em Dortmund com muitos miúdos da B e gente no fio da navalha. O ano passado fomos campeões e este ano estamos na luta. Vejo uma equipa à minha imagem na qualidade, ambição e compromisso».
Descreveu a forma como descanso da última semana pode ajudar os leões:
«Foi importante para treinar mais um pouco, normalmente só descansamos e recuperamos. É só jogar e recuperar, nestas semanas tivemos mais um estímulo de treino e para intensificar dinâmicas. Acredito muito na repetição e no dia a dia. É importante dar esse estímulo. Não tivemos, deu para ir estimulando dentro da nossa ideia de jogo e criar o hábito mental do coletivo».
Por fim, deu a sua opinião sobre o alegado caso de racismo e a eliminatória do Benfica frente ao Real Madrid:
«Não vou entrar ai. O racismo é um problema da sociedade e não do futebol. Todos temos de estar cientes e fazer o melhor. Nós pais também, a dar o possível no crescimento dos filhos e netos. O Guardiola falou nos professores, também é importante. Parte muito da educação que temos e nós pais temos obrigação de especificar que todos somos iguais e aos poucos ir abolindo isso, através da educação. Estive atento, era um bom jogo para assistir e foi um bom jogo entre o Benfica e o Real».

