Rui Borges direciona mensagem: «Às vezes, é nestes momentos que fazemos as nossas oportunidades»

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Rui Borges esteve presente na sala de conferência de imprensa para fazer a análise ao triunfo do Sporting sobre o Marinhense por 3-0.

Após a vitória do Sporting diante do Marinhense por 3-0 no Estádio de Alvalade, Rui Borges fez o rescaldo do encontro em conferência de imprensa. O técnico dos leões mostrou-se feliz pela seriedade da equipa no jogo:

«Dou uma nota muito positiva pela seriedade, humildade, entrega e calma que tivemos. Uma primeira parte mais intensa, com bola, e uma segunda parte mais lenta, mas onde fomos sérios nas transições. Estes jogos acabam por ser perigosos, porque podemos deixar a equipa adversária atacar em contra-ataque, mas mantivemo-nos sempre sérios, e exigentes uns com os outros, até ao fim. Muito honestamente, fiquei contente com a prestação de todos. Há detalhes, individuais, onde os jogadores, que estão em processo de melhorias, têm noção dessas valias que precisam de trabalhar. Fiquei muito feliz com toda a equipa, mantiveram-se todos ligados e sérios. Triste só porque o Rodrigo [Ribeiro] não fez golo. Fez um belíssimo jogo e tive pena que não tenha tido a sorte de marcar, porque merecia estrear-se também nesse capítulo».

Rui Borges falou sobre a recuperação dos lesionados Zeno Debast e João Simões:

«O Zeno [Debast] está dentro do período esperado para a sua recuperação. Ainda poderá demorar algum tempo e não acredito que vá estar nos próximos jogos. O João [Simões] acredito e espero que esteja pronto para o jogo com o Club Brugge KV. Ficou de fora sobretudo por prevenção».

O técnico dos leões teceu elogios à exibição de Rodrigo Ribeiro:

«É um miúdo que tem tido um crescimento enorme e acho que pode jogar como avançado e atrás do avançado. É refinado, um predestinado em termos técnicos, toma boas e diferentes decisões. É muito focado e, por isso, jogou na frente, quando na equipa B tem jogado noutra posição – aquela onde treina na equipa A. Esta foi a conversa que tivemos com ele no início da época: às vezes, os miúdos querem dar um passo à frente em relação ao seu momento. O Rodrigo apareceu muito cedo. A Segunda Liga vai dar-lhe mais competências, exige-lhe outras coisas. Costumo dizer que só controlo 20% do rendimento da equipa, porque o restante são tomadas de decisão individuais e colectivas. E mais do que ele ir para a Primeira Liga, ter 200 minutos, precisou de perceber que sendo jogador do Sporting CP, é melhor jogar 2000 minutos na equipa B, ter golos e crescer. E esse crescimento natural, contínuo, vai proporcionar-lhe coisas que o treino não dá. Os miúdos têm de perceber isso, ele percebeu, e para o ano possivelmente é olhado de outra forma, interna e externamente. Por isso é que disse que fiquei triste por ele não ter feito golo: tem tido uma capacidade enorme de aprender, de ler o jogo, e isso deixa-me feliz».

O treinador do Sporting teceu algumas palavras direcionadas ao treinador do Marinhense, Renato Sousa:

«A única coisa que disse ao Renato Sousa é que aproveite. Às vezes, é nestes momentos que fazemos as nossas oportunidades. Corra atrás do seu sonho, como o Rui Borges lá atrás correu. Há muitos técnicos à procura dessa brecha de oportunidade e ele teve-a. A sua equipa esteve bastante comprometida, bastante organizada, por mérito seu. Espero que tenha muita sorte. A sorte dá trabalho e é esse que ditará o seu futuro».

O técnico explicou a opção de colocar Francisco Trincão no onze inicial:

«Foi poupado na Selecção, por isso não fazia sentido não ser opção. Estava bem, fresco, queria jogar, esteve sério – às vezes os jogadores mais virtuosos podem entrar em excessos  – mas foi uma solução e ainda bem que ainda bem que a tivemos. Fez dois golos que muito mereceu, tem feito grandes jogos e tem-lhe faltado apenas essa sequência. Obviamente, respeito a opção do Seleccionador, é o meu Seleccionador e vou apoiá-lo a 100% sempre, porque sou português. Não vou meter-me nas suas decisões, porque a justiça é muito relativa. A Selecção tem grandes jogadores, jogam todos eles em grandes clubes, é difícil escolher 11 e deixar outros 11 de fora, todos titulares nos seus clubes e com qualidade acima da média. Fico feliz por vê-lo na selecção, como ao Pedro Gonçalves, ao Rui Silva, opções mais regulares, ou ao Geovany Quenda e ao João Simões, que também poderão estar… até o [Ricardo] Mangas, que acredito que pode lá chegar e ser solução. Trabalhamos para meter cada vez mais jogadores na nossa Selecção».

Rui Borges explicou a aposta nos jogadores mais jovens:

«Dentro daquele que é o plano imediato, vão provavelmente continuar a trabalhar connosco, podem ser importantes tendo em conta as baixas que temos. São jogadores para os quais olhamos com uma boa perspectiva futura e nos quais acreditamos muito. Quando tiverem de dar resposta na equipa A vão dar, e quando assim não for estarão no seu habitat natural, que é a equipa B. Eles sabem que não podem descurar o seu trabalho e talvez por isso é que têm sido chamados mais vezes»

O treinador de 44 anos revelou estar na cadeira de sonho:

«Estou a viver o meu sonho, estou onde quero. Se ficasse aqui dez anos, era o treinador mais feliz do mundo e vou continuar a lutar por ganhar troféus. É isso que este grande clube exige. O sonho somos nós quem o fazemos e vamos correr atrás deles. Continuo a querer ganhar a Taça da Liga e a Supertaça, que ainda não ganhei. São troféus que vou procurar conquistar, para termos um crescimento enquanto equipa técnica. Eu sou o líder e dou a cara, mas quem está por detrás de mim trabalha imenso e é muito importante. Se estou aqui, é a eles que o devo e ainda temos muito por conquistar».

Rodrigo Lima
Rodrigo Limahttp://www.bolanarede.pt
Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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