Rui Borges projeta Arouca x Sporting: «Exigência grande, mau tempo, vamos perceber o que o jogo vai pedir»

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Em conferência de imprensa, Rui Borges projetou o encontro entre Arouca e Sporting, relativo à 19.ª jornada da Primeira Liga.

Rui Borges esteve presente na sala de imprensa para realizar a antevisão do duelo entre Arouca e Sporting, da 19.ª jornada da Primeira Liga. O treinador dos leões antevê dificuldades na receção ao conjunto de Vasco Seabra:

«É totalmente diferente. Contextos diferentes, a exigência será diferente, o adversário vai pedir outras coisas. É mostrar, tentar, com o diálogo, mudar esse chip que tanto falamos para as dificuldades do jogo em Arouca, que não terá nada a ver com a Champions. Foram 3 pontos para outra competição, contra um grande adversário. Arouca vai ser diferente, o campeonato é que é a nossa Liga dos Campeões. Exigência grande, mau tempo, vamos perceber o que o jogo vai pedir. O estado do terreno, se vai chover, se vai estar temporal… São coisas que teremos de ter em conta para nos adaptarmos, mas os campeões são assim, têm de ganhar independentemente das circunstâncias».

Rui Borges falou sobre a saída de Jeremiah St.Juste para o Feyenoord:

«Não tenho que justificar nada. Correu bem, foi bicampeão. É desejar-lhe a melhor sorte do mundo. Foi um jogador importante, mas já não é jogador do Sporting».

Rui Borges elogiou o Arouca e destacou a consistência defensiva da equipa arouquense:

«Espero um jogo difícil. Vai ser algo que vamos ter de perceber mais em cima do jogo. As circunstâncias do jogo, do tempo. É um adversário com uma ideia muito vincada, o seu treinador é fiel a isso e bem, na minha opinião. É uma saída difícil, uma equipa que não sofreu golos nos últimos jogos. E isso dita o crescimento do Arouca ultimamente. Tem ido a um mercado mais específico e acredito que estarão numa fase melhor. Em relação aos jogadores, são jogadores que vamos perceber se faz sentido irem já para a convocatória. O Faye ainda não sabemos se é possível ou não. Pote e Diomande treinaram hoje e vai ser uma decisão a tomar».

Questionado sobre a possibilidade de gerir a equipa para o jogo com o Athletic Bilbao, Rui Borges reforçou que o foco é vencer o próximo jogo:

«Em relação a esse cenário, o importante é ganhar ao Arouca, que é a nossa Champions. É um jogo, por tudo o que poderá acontecer ou não, dificílimo. Temos de ser capazes de dar resposta. Não estou muito focado no Ath. Bilbao. Poupar? Poupados estão eles, que não têm jogado. Pote e Diomande? Olhamos é para o Sporting. Depois de passar o Arouca, queremos fazer o nosso melhor em Bilbao para, se possível, passar nos oito primeiros e tirar dois jogos ao excesso do calendário».

Sobre o desgaste de jogar de três em três dias, Rui Borges admitiu a sobrecarga, mas garantiu que o Sporting tem capacidade para responder:

«Não. São competições diferentes. Claro que sobrecarrega o campeonato, jogar de três em três dias. Temos tido alguns percalços em termos de lesões, mas estão a voltar, tornam o grupo mais coeso e forte. Queremos ter toda a gente disponível e, dentro dessa disponibilidade total, manter a competitividade. Não há como fugir. Queremos ganhar. Claro que, se me perguntar se queremos ir ganhar a Bilbao, queremos. E podemos nem ficar nos oito primeiros, mas ficar tira-nos dois jogos… E isso ajuda-nos enquanto treinadores porque conseguimos treinar mais de forma normal. E às vezes é necessário, por mais que os jogadores queiram jogar sempre. Mas com o grupo mais capaz e mais disponível, daremos resposta em qualquer jogo».

O técnico dos leões recordou a saída de Viktor Gyokeres e a chegada de Luis Suárez ao conjunto leonino:

«Em julho foi quando dormi melhor. Estava de férias, bicampeão, estava descansado. Esqueça isso. Faz parte do futebol, saiu um grande jogador e veio outro. E é esse o nosso trabalho, encontrar soluções e valorizá-las. É um grande trabalho de toda a gente na observação, encontrar jogadores que se identificam com o Sporting para continuar a dar resposta em títulos, grandes campeonatos. E a qualidade de jogo, que é o que desejamos. Uma saída natural, que acontece milhentas vezes no futebol».

Rui Borges reagiu às mensagens que recebeu após a vitória sobre o PSG e deixou um recado bem humorado:

«Foi normal, um jogo com uma equipa de grande dificuldade, mas significou três pontos. Claro que amigos, família… Mas mandam [mensagens] quando ganho ao PSG. Quero é que me mandem mensagem quando ganhar ao Arouca e não ao PSG».

Sobre as condições climatéricas esperadas em Arouca, o treinador destacou que a equipa terá de adaptar-se, independentemente das circunstâncias:

«Não se prepara porque não temos neve. Vamos tratar de neve artificial aí para a malta… Estou a rir-me mas é uma boa pergunta. É de momento, não sei. Não conseguimos arranjar solução para isso ainda. Mas mesmo sem neve, será difícil. Ainda hoje durante o treino choveu torrencialmente. Chuva forte, fria, a malta parada fica logo congelada. Começam logo ‘está bom, está bom’. Querem é acabar o treino. Essa dificuldade… Mas é para toda a gente. Mas a ambição e o querer ganhar têm de estar acima de tudo o resto. A responsabilidade de temos de ganhar. Ponto final. E acho que os jogadores, melhor do que ninguém, sabem que temos de ganhar e queremos muito ganhar, seja com neve, sem neve, com chuva ou sem chuva. E eles adaptam-se bem à exigência, estratégia. Espero, e acredito, que estejam preparados para essa exigência seja com neve, bola cor de laranja, amarela, o que for. Acho que a equipa estará capaz de perceber. Se tiver de ser de fato de macaco, será, se tiver de ser de calções e t-shirt, será. Acho que eles percebem bem a responsabilidade».

Rui Borges garantiu que o Sporting continua a acreditar no título, apesar da distância para o primeiro lugar:

«Claramente que sim, senão mandávamos já as faixas para o primeiro classificado. Continuo a dizer o que já disse, estamos a fazer um grande campeonato. Se olharmos para o passado… Em tudo. Pontos, golos marcados, golos sofridos. Mas quem vai em 1.º fez uma primeira volta extraordinária. E isso aumenta a nossa exigência. Para sermos novamente campeões, não chega fazer o que fizemos na época passada. E isso está a ver-se. É sempre esse o nosso objetivo, temos de ser extraordinários. Teremos com certeza uma nova oportunidade para sermos campeões. O ano passado também perdemos 9 pontos [na liderança]. É certo que estamos a 7 pontos, mas falta a 2.ª volta e a exigência é para toda a gente. Temos de nos focar no que controlamos. E temos de ter essa noção. Por mais que estejamos a fazer algo bom, não está a chegar. Temos de ir atrás de algo extraordinário. E o Sporting é tudo a correr para o mesmo sítio, a tentar superar aquilo que temos feito. Tem sido muito bom, mas pode ser melhor. E temos de criar essa exigência todos os dias e é isso que tento, com a minha equipa técnica e com os meus jogadores. Acho que têm noção que temos de ser ainda melhores. Temos sido muito bons, mas não está a chegar. Vamos à procura de ser perfeitos e, no fim, logo se verá. Quem ganha tem sempre mérito».

O técnico enalteceu o papel de Morten Hjulmand e destacou a competitividade do grupo, com vários jogadores a responderem às oportunidades:

«Vou queixar-me mais por tê-los todos do que por não ter… Dá mais dores de cabeça. O Morten é o nosso líder em campo, o capitão, um exemplo para todos. Consegue transportar a equipa, puxá-la para o rumo certo, energia certa, dinâmica certa. É importantíssimo. Está num momento extraordinário. Já disse que, para mim, está como nunca esteve. Mesmo na época passada. Está num grande momento de forma. E além da sua qualidade técnica e tática, é um jogador importantíssimo. Sempre feliz por tê-lo disponível. Simões e Morita? Fizeram os dois um grande jogo com o PSG, extraordinário. É bom, é sinal que estão todos ligados e à procura das suas oportunidades. E percebem, acima de tudo, que as têm. E têm correspondido. Sabem que, a qualquer momento, podem ser titulares ou suplentes. Mas a confiança da equipa técnica todos a sentem».

Rui Borges atualizou o boletim clínico e admitiu o possível regresso de Nuno Santos aos treinos na próxima semana:

«O Nuno acredito que poderá, na próxima semana, começar a treinar com o grupo. Fico muito feliz se acontecer. Tenho quase a certeza que sim, se Deus quiser. O Ioannidis volto a dizer, é muito do dia-a-dia. Perceber qual o passo que podemos dar. É muito o momento, não tem uma data específica. Acredito que até ao Nacional possa estar disponível. O Nuno, felizmente, já voltará agora. Reforços? Espero que não saia ninguém, já fico feliz. O resto é focar no que temos, não estou a olhar nem a pensar no mercado. Chegaram dois jogadores até para a mesma posição, dois extremos. E apesar de serem diferentes, de nos darem soluções diferentes do que já tínhamos, é olhar sempre numa perspetiva de futuro. Claro que no atual também, mas mais de futuro, de ajudar no crescimento. Serão jogadores muito valiosos para nós e para o futuro do Sporting. Feliz pelos dois, estão ainda à procura de entender a equipa, o Sporting, a grandeza do clube e a exigência. Mas são dois jogadores felizes e muito motivados para ajudar».

Rui Borges garantiu não ter receio de perder Luis Suárez em futuros mercados de transferências:

«Acredito que é um avançado para muitos anos, pelo menos para acabar a época… Não me tira o sono. Mas no futebol pode acontecer algo que ninguém está à espera. Mas se o Sporting achar que alguma coisa extraordinária vai acontecer e que não dá para segurar o Luis, arranjamos solução. Está o Ioannidis a vir aí já, é o que é. Sou muito simples nesse aspeto, não olho a esses lados. Não está um, está outro. Aqui é o Sporting e o Sporting terá sempre grandes jogadores, grandes treinadores, e irá ganhar troféus mais vezes independentemente das caras que aqui estão. É o Sporting, não é a individualidade. E comigo será sempre assim. Jogador importantíssimo, mas para mim ninguém é insubstituível. Todos são importantes e todos sentem que são importantes para o mister, jogando 10 minutos ou 90. Já mostrei isso, eles também já responderam. E é por isso que terei mais dores de cabeça com todos… Estou muito tranquilo em relação a isso».

Rodrigo Lima
Rodrigo Limahttp://www.bolanarede.pt
Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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