O Sporting empatou com o Gil Vicente (1-1), na 17.ª jornada da Primeira Liga. Rui Borges respondeu a uma questão do Bola na Rede na conferência de imprensa.
Rui Borges analisou o empate entre Sporting e Gil Vicente (1-1) da 17.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Cidade de Barcelos, no final do encontro, teve a possibilidade de colocar uma questão ao treinador dos leões.
Lê também a questão colocada a César Peixoto, treinador do Gil Vicente.
Bola na Rede: Com o Gil Vicente a fechar muito o corredor central, com os extremos por dentro, que soluções procurou dar ao Sporting para explorar sobretudo o corredor esquerdo, com a ausência de Ricardo Mangas, que é bom nesses movimentos de trás para a frente e a explorar a largura? E, por outro lado, até que ponto a circulação mais rápida de um lado para atrair e explorar depois o corredor contrário poderia ter ajudado o Sporting a criar mais oportunidades?
Rui Borges: Em relação à variação, às vezes nem necessitava, até porque conseguimos facilmente chegar aos corredores e à zona intermédia do campo. Mais importante era quebrar a primeira linha de pressão deles e conseguirmos instalar-nos dentro do meio-campo do Gil, obrigá-los a estar mais baixos, mais longe da nossa baliza e nós mais perto também para os contra-ataques e perdas de bola, e fomos conseguindo fazer isso ao longo do tempo. Mais do que a variação rápida, talvez, poderíamos ter variado mais rápido, mas com bolas longas e não rasteiras, e não a passar por muitos jogadores. Quando atraíamos em algum corredor, principalmente no nosso corredor direito, poderíamos ter variado mais bolas longas e criado mais perigo no 2 para 1, até porque duas ou três das bolas que variámos e em que conseguimos ser dinâmicos à direita criámos perigo com cruzamentos. E isso faltou-nos um bocadinho na primeira parte, essa variação longa, mais do que propriamente a velocidade com que fazíamos. Até porque, na velocidade, estávamos bem. Eles estavam a fazer a tarefa que tinham de fazer, individualmente e coletivamente, naquilo que era quebrar e desgastar a primeira pressão do Gil. Faltou-nos essa variação longa mais vezes. Em alguns momentos, aumentámos o Simões para colocar mais um homem na linha de quatro deles e isso prendeu mais vezes os médios do Gil à linha de quatro. Com o Morten mais baixo, deixávamos ali um 3 para 2 na pressão, desgastámos a pressão deles sempre com muita resistência e conseguimos instalar-nos mais à frente. Depois, claro, no último terço, à esquerda fomos um pouco menos dinâmicos do que o normal na primeira parte e sentimos isso; na segunda parte melhorámos. Por isso é que eu digo que, dentro daquilo que era pedido, a equipa fez um bom jogo e esteve ligada àquilo que eram as tarefas que tínhamos de fazer para desbloquear o primeiro momento do adversário. Depois, no último terço, devíamos ter tido melhores decisões em alguns momentos, mas é o que é: há jogos em que não vamos ter sempre 80% de boas decisões. E, mesmo assim, poderíamos ter feito o 2-0; não fizemos e saímos penalizados pelo que depois foi a parte final do jogo.

