Na antevisão ao embate com o Al Wahda na Champions League Asiática, Sérgio Conceição destacou que o Al Ittihad necessita de reforços.
Após apenas conseguir apenas uma vitória nos últimos quatro jogos, o Al Ittihad recebe o Al Wahda na próxima terça-feira, nos oitavos-de-final da Champions League Asiática. Na conferência de imprensa de antevisão à partida, Sérgio Conceição começou por reforçar que não será um jogo fácil:
«É um jogo de Champions, difícil para as duas equipas, onde eu espero que a minha equipa tenha um comportamento de acordo com a ambição e a paixão dos adeptos. As expetativas são grandes mas temos de ser realistas e perceber também as dificuldades que temos e olhar para este jogo como um jogo isolado e não olhar muito à frente. O foco total é nesta partida».
De seguida, o técnico português destacou a necessidade de reforços e falou sobre a situação atual do Al Ittihad:
«Não podemos esquecer que eu, durante o estágio no Dubai, passei a minha mensagem de que era preciso um reforço para o meio campo, onde tinha o Kanté e o Doumbia, e neste momento não só não tivemos esse reforço como esses dois jogadores também não estão. Agora, o foco não é no passado e nos jogadores que não temos, o foco tem de ser nas soluções que temos para podermos abraçar um desejo de todos, que é passar este jogo, numa situação que não é fácil. O adepto, que é muito apaixonado e muito emocional, não entende estas dificuldades da equipa, mas eu tenho que ser realista. Nesta competição estão equipas muito mais bem apetrechadas do que nós. Isto não quer dizer que nós não abraçamos esse desejo, esse sonho de chegar o mais longe possível, que é tentar ganhar o troféu. Mas temos de ser realistas em relação àquilo que é a equipa. Não é a culpa do Sérgio Conceição ou dos jogadores, é a situação atual do clube. E nós temos de olhar para isso de uma forma realista e com sinceridade, como eu estou a falar aqui convosco, que é perceber as dificuldades. Perdemos Doumbia, perdemos Saleh, várias opções que tínhamos no início do ano e que agora já não temos. Quero deixar isso claro».
Por fim, destacou alguns dos elementos de maior destaque no Al-Wahda:
«É uma boa equipa, com boa qualidade individual. Não são só o Tadic e o Khribin que são bons jogadores, têm também o Benteke que eu conheço da Bélgica, no meu primeiro ano como treinador, têm muitas e boas soluções mas nós também temos, e temos muita confiança nos nossos jogadores. Temos o melhor marcador da prova na fase de grupos e temos o jogador com mais assistências, por isso temos o nosso talento e a nossa força. Se, como equipa, formos um coletivo forte, porque não basta querer, é preciso fazer. Querer toda a gente quer. Fazer é que é importante. Fazer é correr, é ser intenso e agressivo, é jogar da forma que o fizemos aqui com o Al-Ghaarafa, por exemplo, e darmos uma demonstração de força. Individualidades há dos dois lados, ganhará aquela que for a melhor equipa no campo, enquanto coletivo. Tenho muito orgulho e prazer em treinar estas grandes jogadores de grandíssima qualidade que nós temos no Ittihad».

