O FC Porto derrotou o Moreirense em jogo da 26.ª jornada da Primeira Liga. Vasco Botelho da Costa respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Vasco Botelho da Costa analisou a derrota do Moreirense frente ao FC Porto por 3-0 na 26.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio do Dragão, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos cónegos.
Infelizmente, não nos foi concedida a oportunidade de fazer uma questão a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.
Bola na Rede: Hoje optou por um ataque sem um ponta de lança fixo, com o Alanzinho e o Rodri mais adiantados, sendo que mesmo nos momentos em que o Moreirense tinha bola ambos baixavam para participar na construção. Qual foi o objetivo desta aposta? E, por outro lado, também vimos várias vezes o Francisco Domingues a movimentar-se para zonas interiores. O que é que procurou dar à equipa com essa dinâmica?
Vasco Botelho da Costa: Eu penso que já expliquei um pouco. O nosso objetivo, não tendo um ponta de lança de referência, era tirar as referências individuais ao Porto. O Porto segue os nossos jogadores todos e, quando nós estamos a baixar jogadores no corredor central, automaticamente estamos a obrigar os centrais do Porto a tomar a decisão de seguir ou não seguir. Se eles seguissem, iriam abrir um buraco muito grande nas costas da defesa. Nós queríamos tentar aproveitar com o Kiko Bondoso e o Landerson, que eram os únicos jogadores que tinham capacidade para atacar a profundidade. Por outro lado, o Porto, à direita, deixa o extremo a controlar o lateral e aquilo que nós queríamos era projetar o Kiko para ganhar vantagem à pressão do Pepê e, quando fosse necessário ter saída pelo corredor esquerdo, usar o médio, que neste caso era o Afonso Assis. Mas lá está, tendo em conta as nossas opções, esta era a estratégia, sempre difícil, porque o Porto é uma equipa muito forte. Não está em primeiro por acaso. Foi um jogo sem grande história.

