Vítor Bruno responde ao Bola na Rede: «Não havendo ninguém com o perfil do Nico, queríamos que tivessem um perfil de transporte e de pisar por dentro»

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Vítor Bruno analisou a vitória do FC Porto diante do Midtjylland. O técnico dos dragões respondeu à questão do Bola na Rede.

O FC Porto venceu o Midtjylland por 2-0 na sexta jornada da Europa League. O Bola na Rede marcou presença no encontro e, no final do jogo, teve a possibilidade de colocar uma questão a Vítor Bruno, técnico dos dragões.

Podes ver AQUI a pergunta a Thomas Thomasberg, treinador do conjunto dinamarquês.

Bola na Rede: O FC Porto conseguiu por diversas vezes atrair a pressão do Midtjylland e encontrar espaço nas costas para acelerar. Neste cenário, que justificações táticas encontra para o sucesso da 1ª fase de construção e, um pouco mais à frente no campo, qual a importância de ter o Fábio Vieira a jogar mais próximo do meio-campo para ver o jogo de frente e lançar e de ter o Pepê pela esquerda, onde parece mais facilmente identificar o espaço livre para receber, rodar e definir?

Vítor Bruno: Quando lançamos o jogo, temos várias valências que temos de analisar. Olhamos para o nosso rendimento diário – o dos jogadores -, para o treino, para o tipo de resposta que dão e olhamos muito para o lado estratégico. É inevitável, faz parte do nosso trabalho. Quando analisamos este adversário percebemos que era importante, na ausência do Nico, que estava castigado, ter gente por dentro que conseguisse ocupar esse espaço. Não havendo ninguém com o perfil do Nico, também não queremos cópias uns dos outros, mas que tivessem um perfil de transporte e de pisar por dentro, à frente da linha média, atrás da linha média e gente que ameaçasse permanentemente todo esse trajeto que os médios faziam para a pressão e alimentar a dúvida. Fizemos isso com o Galeno bem aberto no corredor para fazer com que pudessem dançar à largura, porque sabíamos que era uma equipa que ia fechar muito caminho por dentro com três médios. Queríamos ter gente a esticar a largura para encontrar dentro e para muitas vezes o Fábio, como disse e bem, poder ser alguém que alimenta com alguma qualidade pelo talento que tem os últimos 30/40 metros com uma definição mais dimensionada no campo. O golo resulta de um momento desses e depois há outros movimentos identificados sobre a linha defensiva que explorámos e bem. Temos várias imagens e analisámos isso ao intervalo. Os jogadores estavam lá, mas as bolas não entravam e entraram na segunda parte para fazer mais três ou quatro golos. Espero que os tenhamos guardado para o próximo jogo.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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