Após a vitória do Barcelona por 3-2 frente ao Real Madrid na final da Supertaça de Espanha, os técnicos reagiram ao resultado do ‘El Clássico’.
No passado domingo, o Barcelona venceu o Real Madrid por 3-2 na final da Supertaça de Espanha. Na reação à partida, Hansi Flick referiu que os seus jogadores foram «fantásticos» e Xabi Alonso falou numa «mistura de emoções».
O treinador do Barcelona começou por falar nos sentimentos após a vitória:
«Quando jogas uma final, e ainda para mais num ‘El Clásico’, é fantástico vencer. Estou muito orgulhoso do jogo. Isso é o que posso dizer. (…) Vi os jogadores a dançar no balneário. Acho que fomos fantásticos. Durante todo o jogo, jogamos em nosso estilo. Não foi fácil, mas lutamos juntos, como uma equipa».
De seguida, refletiu sobre o impulso que esta conquista pode dar à equipa:
«Não sabemos porque as situações são diferentes. Na temporada passada estávamos alguns pontos atrás na tabela; e agora estamos à frente. Mas quando você vê a equipe, você tem um bom pressentimento. Eu não disse isso, mas, novamente, quero salientar que os jogadores que entraram no segundo tempo foram importantes. Esse é o espírito da equipe e é disso que eu mais gosto».
O alemão destacou também a exibição de Raphinha e o regresso de Ronald Araújo:
«A mentalidade dele (Raphinha) é incrível. Ele falhou a primeira oportunidade e, no momento seguinte, fez o 1-0. Ele ganhou confiança. Acrescenta muita intensidade ao jogo. (…) Ganhar este título e estar de volta ao campo significa muito para ele (Ronald Araújo). Ele é um jogador importante no balneário».
Xabi Alonso começou por reagir à exibição do Real Madrid:
«Há uma mistura de emoções, por um lado a decepção de não poder ganhar o título. Mas também o orgulho de que a equipa deu a cara. Nós competimos até o fim. A final foi muito par, com momentos diferentes. A equipa tentou até o fim e esteve muito perto (…) A equipa teve uma ótima atitude, um grande compromisso, sabia que havia momentos em que teríamos que aguentar sem a bola, ter essa resiliência e esse controlo e convicção do que estamos a fazer. Muita coisa aconteceu em muito pouco tempo. Na segunda parte entramos bem pela esquerda com o Vini. Marcaram o 3-2 e estava convencido de que teríamos oportunidades de empatar. Faltou-nos esse sucesso para chegar aos penáltis».
O técnico espanhol refletiu também sobre a condição física do plantel e de Vinícius Junior particularmente:
«Tivemos força nessa reta final. A condição física e as lesões estão a prejudicar a nossa estabilidade e a nossa capacidade de distribuir as cargas. (…) Vinicius jogou muito bem até aos 85 minutos, pediu para ser substituído por cansaço, estava muito húmido. Ele foi decisivo, o golo foi espetacular, foi uma grande ameaça pelo seu lado. Não estamos contentes com o resultado, mas podemos tirar coisas positivas para a temporada. Agora é recuperar os jogadores, que é o mais importante neste momento».
Por fim, falou sobre o regresso de Kylian Mbappé:
«O Kylian ia entrar logo antes do 2-3. Queríamos desequilíbrio, ameaça, conectar com ele entre as linhas e no espaço. Ele nos deu isso um pouco mais tarde. Pena que já estávamos perdendo no placar, mas queríamos pressionar com ele no ataque».

