Xavi Hernández acusou Joan Laporta de ter travado o regresso de Lionel Messi. Presidente do Barcelona já respondeu às declarações.
Xavi Hernández deu uma entrevista ao La Vanguardia, na qual recordou os tempos no Barcelona. O antigo técnico do clube catalão acusou o presidente Joan Laporta de ter travado o regresso de Lionel Messi, que esteve perto de voltar em 2023 depois de conquistar o Mundial.
«Leo estava contratado», referiu Xavi Hernández e prosseguiu: «Contactámo-lo e ele disse-me que tinha a ilusão de voltar. Falámos até março e eu disse-lhe que, quando me desse o OK, falaria com o presidente, porque do ponto de vista futebolístico eu via com bons olhos».
Xavi Hernández deixou a acusações a Joan Laporta, presidente do Barcelona:
«É o presidente que deita tudo por terra (…) Laporta disse-me que, se o Leo voltasse, lhe ia fazer a guerra e que não o podia permitir». A partir desse momento, pelas palavras de Xavi Hernández, Lionel Messi deixou de lhe atender o telefone porque «do outro lado tinham-lhe dito que não era possível».
«Estivemos cinco meses a conversar com o Leo, estava feito, futebolisticamente não havia dúvidas, economicamente íamos para Montjuic e íamos fazer uma última dança como a do Jordan, tudo preparado», revelou ainda Xavi Hernández, que desmentiu que a narrativa de a transferência não ter acontecido por exigências financeiras ou entraves da La Liga: «Isso é mentira. É o presidente e a sua gente que lhe dizem que não, que ele tem todo o poder e que Messi lhe vai gerir mal esse poder».
A Resposta de Joan Laporta


Entretanto, Joan Laporta, presidente do Barcelona, esteve esta segunda-feira em debate com Víctor Font (ambos candidatos à presidência) e a conversa caiu para a entrevista de Xavi Hernández.
«Surpreendeu-me e doeu-me. É duro ser presidente do Barcelona, porque é preciso tomar decisões muito difíceis, como foi despedir Xavi. Os factos dizem-me que tinha razão, porque com Xavi continuaríamos a perder. Entendo que esteja magoado, porque com os mesmos jogadores que ele tinha e perdia, Flick ganha».
«Dói-me que ele se tenha deixado usar e que, para me magoar, tenha atacado Alejandro Echevarría. Echevarría e Yuste defenderam a continuidade de Xavi até ao fim. Por trás de Xavi, há uma utilização da sua pessoa por parte de Víctor Font, que está a tentar minar o processo [eleitoral]», referiu ainda Joan Laporta, que contou depois a sua versão do sucedido.
«Em 2023 Xavi disse-me que tinha falado com ele e que ele queria voltar. Mandei um contrato a Jorge Messi em março e em maio reunimo-nos. Disseram-nos que não podia vir porque teria muita pressão. E foi para Miami».

