A luta por um sonho – Entrevista a Kelly Pereira

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BnR: Tens quantos trabalhos neste momento?

KP: De momento apenas um. Estou num infantário e ensino várias disciplinas em inglês. Sendo a minha prioridade principal treinar Muay Thai, quero apenas manter um trabalho para me poder dedicar aos treinos.

BnR: O que aconselhas a quem tem o mesmo sonho que tu de combater aí?

KP: Venham! Sonhos são muitas vezes mais fáceis de alcançar do que imaginamos. Antes de começar a planear a minha viagem tudo me parecia sempre tão longe e impossível. Marquei a passagem de avião e aos poucos fui dando passos pequenos. Durante os primeiros cinco meses na Tailândia sempre achei que não teria coragem suficiente para lutar aqui. Agora e engraçado olhar para trás e ver o processo.

Fonte: Kelly Pereira
Fonte: Kelly Pereira

BnR: Já tiveste oportunidade para conhecer esse país?

KP: Felizmente já conheci algumas partes mas devido ao trabalho de momento tenho que ficar maioritariamente em Chiang Mai. Felizmente já conheço um pouco de Chaing Mai fora da cidade e zonas menos turísticas. Inevitavelmente são as zonas mais bonitas e genuínas. Entretanto visitei também Bangkok, Pai, Kho Samui e vou a Phuket, Krabi e Phi Phi Islands durante as minhas férias de Natal. O plano é explorar zonas menos turísticas sempre que tiver férias do trabalho.

BnR: Sendo o destino de viagem de várias pessoas, podes dizer as coisas boas e más?

KP: Sem dúvida há mais coisas boas do que más. Diria que mau é apenas a poluição em algumas das cidades, especialmente Bangkok e Chiang Mai. A quantidade de carros e motas na estrada, a juntar ao clima quente, é uma combinação complicada por vezes. Muitas zonas são também já muito comerciais e foram já muito exploradas por turistas. Quanto a coisas boas: o clima, a comida, a beleza do pais e a cultura tão diferente são todos pontos muito positivos a meu ver mas diria que o principal ponto positivo são as pessoas  – várias foram as vezes que me esqueci das chaves na ignição da mota ou que precisei de ajuda na estrada. Nunca me senti em perigo mesmo a meio da noite. Mesmo não falando uma palavra de inglês os tailandeses estão sempre dispostos a ajudar. São óptimos hosts e adoram mostrar o seu país e cultura. Dentro do Sudeste Asiático senti muita diferença por exemplo entre o Vietname e a Tailândia. Adoro o Vietname mas as pessoas não são tão simpáticas e afáveis como na Tailândia. É difícil explicar mas sinto que há sempre um sorriso genuíno na maioria dos tailandeses.

Fonte: Kelly Pereira
Fonte: Kelly Pereira

BnR: E agora? O que diz a tua Monkey Mind? Qual o teu futuro?

KP: A monkey mind está mais focada do que nunca. As saudades da família tornam esta viagem complicada. Sinto que a melhor forma de encará-la é dar o meu máximo para fazer este ano valer a pena, procurando desenvolver-me o máximo possível e quebrar barreiras pessoais em termos físicos e psicológicos. A monkey mind tem sempre dúvidas e medos mas sei que estou consciente dela e todos os dias trabalho de forma a calar essa voz focando-me na disciplina pessoal – fazer o que tem que ser feito, quando tem que ser feito, mesmo que não me apeteça. Quanto aos medos, acredito que se corrermos em paralelo aos nossos medos, eles nunca nos poderão parar.

Parte do plano é lutar Muay Thai e Boxing no UK e em Portugal, se possível. No futuro gostaria de poder ligar esta minha paixão a uma profissão e poder fazer a diferença através do meu, também grande, amor pela área da solidariedade e mudança social. Acredito que todos nós podemos fazer algo para um mundo melhor ou pelo menos melhorar a pequena esquina onde nos encontramos. Estou de momento a tentar lançar um projecto sem fins lucrativos relacionado com as artes marciais e a defesa pessoal. O futuro é cheio de possibilidades.

Foto de Capa: Kelly Pereira

Hugo Santos
Hugo Santoshttp://www.bolanarede.pt
Futebol por amor, motociclismo por paixão. Toda uma vida a acompanhar ambos, sempre a ansiar a luz verde.                                                                                                                                                 O Hugo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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