Uma vida dedicada à AD Sanjoanense – Entrevista a Hélder Santiago

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BnR: Já representou a equipa sénior da Sanjoanense por mais de 8 épocas consecutivas. Sente que o seu nome já está gravado na história deste clube?

H.S.: Sim, para além dessas oito épocas consecutivas como sénior, tenho 22 anos de casa, e são esses anos todos que me levam a estar gravado na história do clube. Sempre fui um jogador bastante acarinhado dentro do clube desde cedo, não só pelo empenho e dedicação que sempre disponibilizei pelo clube dentro de campo, mas também pelo carisma e amizade que construí com todas as direções e adeptos.

BnR: Tendo em conta que a atual época irá entrar numa fase decisiva, quais são objetivos que a Sanjoanense pretende alcançar até ao final do campeonato? A subida à principal divisão do campeonato português está no pensamento de toda a equipa ou é um objetivo complicado de atingir?

H.S.: Os objetivos da Sanjoanense este ano foram-se adaptando. Inicialmente, estabelecemos a meta da manutenção e, atingido esse objetivo, iriámos lutando jogo a jogo e ver até onde seriam os nossos limites. Nesta fase, os objetivos são exatamente os mesmos: lutar jogo a jogo e tentar chegar o mais longe possível. O facto de estarmos nesta fase final nos lugares cimeiros, que nos dão acesso ao Playoff-Final tem-nos feito sonhar um pouco com essa possibilidade, no entanto, aconteça o que acontecer, nada irá manchar a excelente época que estamos a fazer.

BnR: E em relação à Seleção Nacional, sei que chegou a vestir a camisola das Quinas. Recorda-se do seu primeiro jogo por Portugal? Gostaria de ter representado o nosso país numa prova de elevada importância como um Europeu ou Mundial?

H.S.: Sim, cheguei a vestir a camisola das Quinas num estágio antes do Europeu, em que fiz apenas um jogo treino. Recordo-me de que, apesar de já ter jogado com a maioria dos jogadores que lá estavam há dois anos atrás no Centro de Alto de Rendimento, senti-me super nervoso por estar a representar a seleção nacional. Apesar de tudo, não cheguei a ser selecionado para ir ao Europeu desse ano. É obvio que gostaria de ter estado presente, pois representar o nosso país numa competição importante é um sonho de todos, mas um privilegio só de alguns.

O jogador chegou a integrar os trabalhos das seleções jovens. Nesta foto, Helder é o primeiro atleta dos alinhados à frente (com o número 9, a contar da direita para a esquerda)

BnR: Certamente, já jogou e partilhou o balneário com inúmeros jogadores. Qual foi o que o mais marcou?

H.S.: De todos os jogadores com quem já partilhei o balneário, o que mais me marcou, a nível basquetebolístico, foi o José Silva, que representa atualmente o S.L. Benfica e a Seleção Nacional. Era e é um jogador bastante completo, e que procurava constantemente melhorar de dia para dia.

BnR: E em relação a treinadores, qual é a sua escolha e porquê?

H.S.: A nível de treinadores, tenho de destacar obviamente o Prof. Augusto Araújo, que foi o meu treinador na formação, no Centro de Alto Rendimento e nos séniores também.
É, sem dúvida, um grande treinador, com um conhecimento gigantesco de basquetebol e que será certamente a pessoa, que eu conheça, que mais vive este jogo.

BnR: Tem alguma história engraçada ou caricata que possa partilhar com os nossos leitores?

H.S.: Posso falar numa final distrital de Sub-20 contra a Ovarense, em Ovar, em que nós tínhamos de ganhar por quatro ou mais pontos para ser campeões. A uns segundos do fim, estamos a ganhar exatamente por quatro, e a Ovarense tem a posse de bola. Estamos concentradíssimos a defender, e eis que a Ovarense decide não atacar e fica com a bola até esgotar os segundos finais. No final, ambas as equipas começaram a festejar o título. No entanto, depois de algum tempo a fazer contas, chegou-se à conclusão que a Ovarense tinha feito mal as contas em casa e que quem seria realmente campeão eramos nós. Foi uma situação bastante engraçada e uma excelente maneira de terminar a minha formação.

Guilherme Costa
Guilherme Costahttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme é licenciado em Gestão. É um amante de qualquer modalidade desportiva, embora seja o futebol que o faz vibrar mais intensamente. Gosta bastante de rir e de fazer rir as pessoas que o rodeiam, daí acompanhar com bastante regularidade tudo o que envolve o humor.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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