Fernando Pimenta: «Só em 2018 é que me comecei a sentir um atleta profissional»

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Com um palmarés de meter inveja a qualquer um, o BnR TV Modalidades contou com a presença do Fernando Pimenta, medalhado olímpico em 2012. O programa teve com boa disposição, no qual se falou sobre a já longa experiência e conquistas do canonista e também aquilo que é necessário mudar na modalidade.

Natural de Ponte de Lima, foi por a vila minhota que começou a experimentar a canoagem e nem o receio o tirou das águas. Fernando Pimenta recordou as dificuldades que encontrou, principalmente no Ensino Superior, e acredita que a acontecer uma mudança tem de ser através de incentivos governamentais. O atleta minhoto salientou o excelente trabalho da Federação Portuguesa de Canoagem, porém, acredita ainda haver falta de apoios privados à modalidade e falta de estruturas, visto que o Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Novo continua muito afetado.

A medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2012 foi, obviamente, recordada e o atleta do SL Benfica falou sobre o que sentiu no momento em que cruzou a linha de chegada. Ainda no tema das Olimpíadas, Fernando Pimenta falou sobre o final do K1 1000 metros e que se não fosse os fatores externos (folhas na pista) teria mais uma medalha olímpica no seu palmarés. Das histórias das duas olimpíadas em que esteve, relembrou o momento em que Usain Bolt estava pendurado numa janela na Vila Olímpica com as medalhas olímpicas.

O canonista reforçou a ideia de que a saída do Clube Náutico de Ponte de Lima foi «das decisões mais difíceis» que tomou. Contudo, as pessoas do clube perceberam a saída do atleta de Ponte de Lima para Lisboa e para o SL Benfica. Fernando Pimenta confessou que foi um passo importante na sua carreira e só quando se transferiu para os encarnados é que se sentiu «um atleta profissional».

Com 30 anos, Fernando Pimenta sente que ainda falta «muita coisa» para alcançar na sua carreira. O objetivo (e o sonho) de «mudar as cores» de algumas medalhas em competições como os Jogos Olímpicos ou Europeus mantém-se mais do que vivo.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

João Pedro Barbosa
João Pedro Barbosahttp://www.bolanarede.pt
É aluno de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, tem 20 anos e é de Queluz. É um apaixonado pelo desporto. Praticou futebol, futsal e atletismo, mas sem grande sucesso. Prefere apreciar o desporto do lado de fora. O seu sonho é conciliar as duas coisas de que gosta, a escrita e o desporto.

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