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O Sr. Doutor das Águas Livres- Entrevista Mário Bonança

Guilherme Costa · 14 min

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Mário Bonança é atleta de Natação do Sporting CP. Possuidor dum vasto currículo, o recém-formado doutor em Águas Abertas pela Universidade Lusófona de Lisboa aceitou o desafio de conceder uma entrevista ao nosso portal, em que fala um pouco da sua carreira nacional e internacional a representar o seu clube e a nossa seleção, do percurso académico que terminou este ano e, ainda, faz o retrato acerca do atual estado da Natação portuguesa.

Carreira como Nadador

Bola na RedeHá quantos anos é que está ligado à Natação?

Mário Bonança: Eu estou ligado à Natação há cerca de 20 anos. Comecei a nadar aos 7 anos, aprendi rapidamente as quatro técnicas, e, a partir dos 11, ingressei como cadete no Sporting e iniciei o meu percurso na Natação.

BnR: Como atleta, pode competir em provas de Natação Pura e de Águas Abertas. Para quem não entende nada de Natação, será que pode explicar a diferença entre estas variantes do desporto aquático?

M.B.: A Natação Pura é aquela variante que já existe há muitos anos e qualquer pessoa consegue ver no calendário olímpico. É disputada numa piscina com 8 pistas, sendo que podem participar numa prova até oito atletas. A nível nacional e internacional, os formatos competitivos podem variar. A grande diferença para as Águas Abertas, é que esta é realizada no outdoor, podendo as provas ser disputadas no mar, num rio, barragem, lago. A outra diferença é na distância das provas, em que é superior aos 1500m que encontramos na piscina, que é a distância máxima.

Mário Bonança no Campeonato Nacional de 5km de Águas Livres, em Montemor-o-Velho, 2012
Mário Bonança no Campeonato Nacional de 5km de Águas Livres, em Montemor-o-Velho, 2012

BnR: Das quatro técnicas existentes na Natação (Crawl, Bruços, Costas e Mariposa), qual é o que mais gosta de desenvolver nos treinos e competições?

M.B.: Desde o início do meu percurso, nós (equipa do Sporting) desenvolvemos, a nível do treino, mais a técnica do Crawl. Eu comecei por ser um “costista” até por volta dos 13/14 anos, mas depois notabilizei-me mais na técnica de Crawl, daí preferir mais esta técnica.

BnR: Começou a participar em Campeonatos Nacionais em 2005. É capaz de dizer exatamente onde decorreu a 1.ª prova em que competiu e em que lugar terminou?

M.B.: Sim claro, mas não sei se os Campeonatos que refere foram do escalão infantis. Recordo-me que o meu 1.º Campeonato Nacional como infantil foi na Piscina antiga do Restelo, a do Belenenses que já não existe. Nadei 100m e 200m costas nessa prova.

BnR: Até hoje, qual foi o título mais saboroso que conquistou? Pode explicar melhor a sua escolha?

M.B.: É complicado, pois a Natação é um desporto individual, mas como eu treino com uma equipa, tentámo-nos ajudar uns aos outros, até porque ninguém consegue nada sozinho, logo a Natação acaba por ser um desporto muito coletivo no treino. Em termos de títulos saborosos, destaco o Campeonato Nacional de Clubes em 2015, por ter sido aquele que foi mais complicado de conquistar. Tínhamos uma boa equipa, o Estrelas S. João de Brito também o tinha, e tivemos até à última jornada “taco a taco” e “ponto a ponto” a discutir aquele que foi o nosso pentacampeonato, o que foi de facto bastante saboroso. Apesar de termos conquistado o hexacampeonato no ano seguinte, o penta como foi mais difícil de conquistar, acabou por ser o título que deu maior prazer em alcançar.

 

BnR: Nas competições nacionais, tanto pode fazer uma prova individual ou uma estafeta por equipa. Sente-se mais confortável a participar em qual das duas formas de provas de Natação?

M.B: O foco do nadador deve ser a sua prova individual, pois foi para isso que treinou e é aí que está o seu objetivo, logo a prova individual deve prevalecer sempre no pensamento do atleta. Torna-se importante cultivar o espírito de grupo, e é nesse âmbito que surgem as provas de estafetas na Natação, e sempre que posso e que seja permitido, pois as equipas são grandes e os treinadores têm de fazer escolhas os melhores estafetas, é bom para mim competir coletivamente, ainda para mais a representar o Sporting, um clube que apresenta objetivos como revalidar títulos de estafetas e a obtenção de recordes nacionais.

O nadador numa prova de Águas Abertas, disputada na Aldeia do Mato
O nadador numa prova de Águas Abertas, disputada na Aldeia do Mato

BnR: Em 2016, sagrou-se Hexacampeão Nacional de clubes pelo Sporting. Quais os principais motivos que poderão explicar a hegemonia leonina no plano nacional?

M.B.: Eu acho que há um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido já há alguns anos pelo departamento de Natação do Sporting, aqui o principal responsável é Prof.º Carlos Cruchinho, e é evidente que é um trabalho cada vez mais continuado e tem dado os seus frutos, desde os escalões de formação (Infantis, Juvenis, Juniores) até aos Séniores, onde se compete no Campeonato Nacional de clubes. O Prof.º Carlos é o responsável principal por todo o planeamento e crescimento da Natação do Sporting, desde 1998 quando abriram as piscinas no antigo Estádio até à passagem para o novo Alvalade, que ao fim ao cabo foi o passar de toda uma ética de trabalho para outras instalações, que tem vindo a ser melhorada ano após ano, e os resultados aqui aparecerem naturalmente. Neste momento, o Sporting é a maior potência nacional da Natação, porque é uma equipa onde existe muito trabalho e organização.

BnR: Dois anos depois da sua estreia nos Campeonatos Nacionais, tornou-se atleta internacional. Foi importante para si começar a competir internacionalmente?

M.B.: Em 2007, fui internacional pela primeira vez a nível de estágios, se não estou em erro. Depois é sempre positivo integrar a comitiva nacional, porque é uma nova experiência, e para um nadador tão jovem como eu era na altura com os meus 17, é uma boa plataforma a nível de motivação e de reconhecimento do trabalho realizado. Sei que a minha primeira prova de relevo internacional foi o Campeonato júnior de Águas Abertas, e esse percurso desde a 1.ª internacionalização até à 1.º prova representando a Seleção Nacional, foi um percurso que foi bastante importante de adquirir em termos de experiências novas de treino e competição, e foi sem dúvida uma fase importante que me ajudou a tornar no atleta que sou hoje.

BnR: Já conquistou algumas medalhas a nível internacional. Se pudesse escolher a mais importante para si, conseguiria fazer essa escolha facilmente ou tem ideia de que todas as conquistas externas têm o mesmo patamar de importância?

M.B.: É lógico que uma medalha numa prova internacional, em que estamos a representar o nosso país a dar o nosso melhor, acaba por ser mais importante que uma medalha conquistada a nível interno. É certo que não foi conquistada num campeonato de relevo (Campeonato do Mundo ou da Europa e Taça do Mundo ou da Europa), mas a minha medalha no Open de Águas Abertas em Espanha foi um importante impulso para o que viria a fazer mais tarde nas provas de Águas Abertas no nosso país, mas também um excelente impulso para manter esta toada de participações regulares em competições internacionais.

BnR: Fora do nosso país, já nadou em provas em Abu Dhabi, Glasgow (Escócia), Piombino (Itália), Porec (Croácia), Londres (Inglaterra), entre outros. Tem alguma história engraçada que possa partilhar com os nossos leitores?

M.B.: Histórias engraçadas tenho muitas. Mas a minha preferida ocorreu num Campeonato da Europa em Piombino, em que o Arseniy Lavrentyev foi 2.º numa prova de 25kms. Nós (comitiva da Seleção) vimos o início da prova, entretanto vamos almoçar, passear, damos uma vista de olhos na prova, entretanto passam 5 horas (momento de riso), e continuamos à espera que a chegada aconteça. Durante a prova, recordo-me perfeitamente de estar a acompanhar a prova em direto nos ecrãs, vi o Arseniy, que esteve quase a prova toda nas 15 primeiras posições, e fez a mesma com o seu amigo e compatriota Stoychev, o vencedor. Estiveram quase sempre juntos durante a prova, e a dada altura, por volta dos 15kms, lembro-me de terem dado uma espécie dum “hi-five”, e partiram para a frente do grupo, e nunca mais de lá saíram até final. Foi uma prova bem conseguida, pois os dois fizeram quase um pacto e aquilo correu muito bem. Existem mais histórias, mas esta é a que mais me marcou.

 

Foto tirada juntamente com Vasco Gaspar (à direita) e Arseniy Lavrentyev (centro), no Europeu ABS de Águas Abertas, em Piombino (2012)
Foto tirada juntamente com Vasco Gaspar (à direita) e Arseniy Lavrentyev (centro), no Europeu ABS de Águas Abertas, em Piombino (2012)

BnR: Já representou a Seleção Nacional de Natação em competições internacionais, mas ainda não nos Jogos Olímpicos. Na sua opinião, o que é que lhe faltou para o não ter feito?

M.B.: Eu sempre disse na minha formação que um dia iria aos Jogos Olímpicos. Nunca cheguei a especificar se seria como atleta ou como treinador, e neste momento encontro-me numa fase da minha vida em que estou a fazer o último ano como atleta de alta competição, fazendo essa passagem de atleta a treinador. Atualmente, dou treinos à equipa de Natação Adaptada do Sporting, no próximo ano provavelmente irão surgir novos desafios a nível do treino desportivo em Natação. De facto, eu poderia dizer que se me faltou alguma coisa, claramente foi a minha não-ida aos Jogos, mas há que dizer que a qualificação em Águas Abertas é muito mais complicada do que noutras modalidades. Na Natação Pura também não é fácil, pois os mínimos são muito exigentes. Não digo que a ética de trabalho não tenha estado presente ao longo da minha carreira, contudo é importante referir que houve algumas faltas de condições, como apoios federativos e patrocínios. No meu caso, não o consegui fazer como atleta, mas quem sabe um dia talvez consiga ir na condição de treinador.

BnR: Tendo em conta que já possui alguns anos de experiência nesta modalidade, consegue eleger o melhor treinador e colega com quem trabalhou? Pode explicar melhor o motivo das suas escolhas?

M.B.: O melhor treinador para mim, como já referi anteriormente, foi uma pessoa que me marcou muito enquanto nadador e continua a marcar no meu trajeto inicial como treinador, é o Prof.º Carlos Cruchinho, que sem dúvida é a pessoa que melhor compreende a Natação em Portugal e como devem estar organizadas as estruturas para que se evolua para um patamar de excelência a nível internacional. No que diz respeito ao melhor colega, vou eleger dois com quem já treino há muitos anos e que foram importantes no meu percurso como nadador, sendo eles o Pedro Pinotes, que foi capitão da equipa masculina do Sporting durante muito tempo, e o Alexis Santos, que me ajudaram a melhorar as minhas prestações nas provas que participei, daí terem sido dois dos melhores nadadores com quem tive a oportunidade de partilhar a pista e poder treinar com eles foi muito bom para mim.

Percurso Académico

BnR: Sei que já é Mestre em Educação Física pela FMH (Fac. de Motricidade Humana). O despertou o seu interesse para desenvolver estudos universitários nesta área?

M.B.: Eu fui Mestre na área da Educação Física, porque sempre me fascinou o ensino de miúdos e as aprendizagens a nível pedagógico, educação física, motricidade e desenvolvimento motor, daí o meu interesse num dia poder vir a ser professor de Educação Física e ingressão no Mestrado em Educação Física na FMH.

 

BnR: Tendo a perfeita noção de que um Mestrado exige muito tempo de estudo e desenvolvimento duma tese, como conseguiu conciliar a Natação com o Mestrado?

M.B.: Não foi muito fácil conciliar no 1.º ano de Mestrado, porque no 1.º semestre existiam muitos trabalhos e o 2.º semestre foi igualmente difícil, pois surgiram várias competições nesse ano. Relembro-me que foi o ano em que estava a preparar para o Campeonato da Europa Absoluto em 2012, tendo sido um ano exigente mas com uma boa organização e um enorme foco nos objetivos consegue-se atingir tudo.

 

O atleta do Sporting CP é possuidor dum vasto currículo desportivo, com medalhas conquistadas em provas nacionais e internacionais
O atleta do Sporting CP é possuidor dum vasto currículo desportivo, com medalhas conquistadas em provas nacionais e internacionais

BnR: Pode explicar sucintamente em que consistia a sua Tese de Mestrado?

M.B.: A minha tese na FMH consistiu na execução de um relatório de estágio pedagógico, ao nível do estágio que realizei em 2013 na Escola Secundária Eça de Queirós, nos Olivais – Lisboa. Eu tinha uma turma do 10.º ano durante todo o ano letivo, e tivemos algumas atividades que englobavam o ensino dos alunos do 1.º ciclo, 7.º e 12.º anos. Foi uma experiência formativa bastante enriquecedora, que depois foram minuciosamente descritas e analisadas num relatório de estágio, sendo esse o formato de avaliação que fui submetido para poder ser Mestre.

BnR: No presente ano, apresentou a sua tese de Doutoramento intitulada “Águas abertas, caracterização da disciplina”. De que forma a sua experiência em Águas Abertas o ajudou a desenvolver a sua tese?

M.B.: Foi algo que surgiu, eu, após a defesa do Mestrado, não estava à espera de seguir para Doutoramento, mas apareceu a oportunidade, resultante de um protocolo entre o Sporting e a Universidade Lusófona de Lisboa. Tive a felicidade de no 1.º ano decidir que tema iria fazer e construir o meu projeto de tese. Nesse sentido, vi que havia muita pouca coisa sobre Águas Abertas, que é uma disciplina da Natação que adoro imenso. É de louvar o esforço que os nadadores fazem nas provas, podendo-se comparar a uma maratona ou prova de ciclismo, porque nadar em Águas Abertas é muito exigente. A partir deste ponto, era interessante avaliar como se treina para uma disciplina destas, os pressupostos táticos que existem numa prova de Águas Abertas, e como é que se preparam os atletas a nível nutricional para ser bem-sucedidos nas provas. Com base nestes três temas, que eu desenvolvi a minha tese, apresentei-a e felizmente correu tudo bem.

 

Mário Bonança na apresentação da Tese de Doutoramento, na Universidade Lusófona de Lisboa
Mário Bonança na apresentação da Tese de Doutoramento, na Universidade Lusófona de Lisboa

BnR: Uma vez que já finalizou os seus estudos, acredita que o Ensino Superior e a sua carga horária permite uma boa permutação entre Desporto e Faculdade ou pensa que o nosso país deveria ser mais benevolente com atletas de alto rendimento, de forma os mesmos terem maior vontade em conciliar a carreira desportiva com a vida universitária?

M.B.: Eu acho que um atleta de alto rendimento se tiver um bom suporte familiar e desportivo que o ajude, acaba por atingir os seus objetivos, quer desportivos quer a nível de estudos, ao fim ao cabo profissionais, pois isto acaba por ser uma espécie de “pensar mais à frente”, isto é depois de deixar o desporto, o que é que se vai fazer. Neste âmbito, acredito que ainda há muita coisa por melhorar por parte das estruturas vigentes do desporto em Portugal, nomeadamente na articulação com as faculdades. Aqui, refiro-me às presenças dos atletas em provas ou estágios internacionais, que devem ser completamente amparados pelas federações, através de justificar as suas ausências para compromissos internacionais. As faculdades devem permitir aos atletas realizar exames numa época especial, ou seja não deve haver qualquer tipo de entrave para que possam ter êxito no Ensino Superior.

Opinião acerca da Natação portuguesa

BnR: Dado que já compete em provas de alto nível desde 2005, acredita que os campeonatos nacionais estão ao nível das provas internacionais, em termos de organização e competitividade?

M.B.: Em termos de organização, penso que sim. Agora, em termos de competitividade, ainda está um pouco aquém do que se verifica num plano internacional.

BnR: O nosso país ainda não conquistou qualquer medalha olímpica. Na sua visão, o que acha que tem faltado aos nossos atletas para atingir tal menção honrosa?

M.B.: É difícil dizer o que é que falta. Apesar de haver uma enorme vontade e motivação, eu acho que falta algum trabalho e disciplina aos atletas portugueses. Ultimamente, até têm aparecido bons resultados com o meu colega Alexis Santos. O Alexis é um exemplo do que é que um nadador português deve perseguir, uma vez que tentou ir para fora do país treinar durante 1 ano com os melhores, tendo sido uma experiência bastante positiva para ele, voltou e teve uma boa participação em provas internacionais, atingindo até nos Jogos do Rio uma meia-final olímpica. No caso do Alexis, vejo aqui condições para ele poder ambicionar uma final olímpica em Tóquio. Mas, estamos apenas a falar de um nadador. É muito castigador o que vou dizer, mas a Natação portuguesa neste momento está refém de somente um nadador que possa fazer algo de diferente, e esse nadador é o Alexis.

 

Mário Bonança durante uma prova de Águas Abertas
Mário Bonança durante uma prova de Águas Abertas

BnR: Os nossos atletas paralímpicos costumam ter excelentes resultados nos Jogos Paralímpicos. Acredita que todos eles são um forte exemplo de inspiração para todos nós, sabendo que, apesar de ter algumas limitações, se esforçam imenso para conseguir honrar a nossa bandeira?

M.B.: Sim, de facto, são um exemplo com mais que provas dadas. A Natação paralímpica é muito inspiradora para todos, não só para os nadadores das diferentes disciplinas, mas também para os de outras modalidades. Ser paralímpico em Portugal é muitíssimo complicado, mas do que ser um atleta de alto rendimento sem deficiências. Uma pessoa com deficiências tem muitas dificuldades em conseguir singrar no desporto nacional, quanto mais num patamar internacional. É preciso muita força de vontade para vencer as adversidades, e creio que os nossos atletas têm imensa, daí os ótimos resultados já alcançados.

BnR: Apesar de já serem notórias algumas boas instalações existentes em Portugal para a prática da Natação, o Futebol continua a manter a preferência entre o público português. Tem alguma esperança que no futuro se assista a um aumento do número de pessoas a ter a Natação como desporto favorito e praticado?

M.B.: Penso que isso nunca irá acontecer. É possível que algumas pessoas se comecem a interessar mais pela Natação quando existir um resultado de nível numa final dos Jogos Olímpicos como a conquista duma medalha, um pouco à semelhança do verificado em 2000 com o Nuno Delgado, quando foi medalha de bronze nos Jogos de Sidney. Essa ocorrência catapultou o Judo nacional para outra dimensão. Será que é isso que falta à Natação portuguesa? Não sei se será esse ímpeto que falta, mas sou de opinião de que a mentalidade “futeboleira” portuguesa vai continuar a imperar com certeza, já que existem pessoas que vivem para alimentar o Futebol, não sabendo, por vezes, o que está por detrás do trabalho exigido numa modalidade individual como é a Natação ou o Atletismo, logo não tendo essa mesma noção, vão manter a sua ligação ao Futebol.

Nota: Todas as fotos foram gentilmente cedidas por Mário Bonança

Guilherme Costa

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