Fórum do Treinador 2016: A Ideia de Jogo e o Treinador do Presente

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A MULTIDISCIPLINARIDADE E O TREINADOR DO PRESENTE

“Sou do tempo em que o treinador fazia tudo. Agora sou o manager e tenho um departamento de ciência do desporto, um departamento de olheiros, um departamento médico e assistentes. Não faço nada! Só mando fazer”. Louis Van Gaal, como outros da sua geração, teve de transformar-se num treinador do século XXI. Por outras palavras, deixou de concentrar em si todas as funções que têm de ser efectuadas pela equipa técnica. Nos anos 90, quando iniciou a carreira, cobria todas as necessidades do plantel e dos jogadores. Agora, conta com uma série de adjuntos especializados nas diversas componentes do jogo, do treino ao scouting. O treinador principal não deixou de ser a figura central, mas o trabalho de bastidores – onde tudo é analisado ao detalhe – é um sinal evidente de uma “ciência” cada vez mais multidisciplinar.

Não há volta a dar. Só a soma das partes de uma equipa técnica permitirá que os jogadores apresentem o melhor rendimento possível. Há dois critérios que um treinador principal deve ter na hora de escolher os adjuntos: a confiança e o conhecimento. Estes não podem ter o mínimo receio de contrariar as ideias do treinador principal, embora seja este a ter a última palavra. José Peseiro, treinador do FC Porto, admite que às vezes não quer ceder. “Às vezes, quando já estamos a dar razão demasiadas vezes, dizemos que não e que nós é que percebemos desta merda”, brinca.

Mais a sério, o técnico dos dragões disse o que procura quando define os elementos da equipa técnica. “Quero treinadores que se identifiquem mas que perturbem. Têm de questionar e ser chatos”, salienta. Pela dificuldade de reunir elementos que possuam estas qualidades, os treinadores fazem todos os possíveis para que a equipa técnica não se desmembre, sobretudo quando existe um conhecimento excepcional. “Gosto de ter pessoas que saibam mais do que eu”, conclui José Peseiro.

Antigamente, os treinadores eram “homens da vida”. Para além do saber futebolístico, tinham outras qualidades que se destacavam no balneário. Eram uma figura paternal para os jogadores. Actualmente, são mais técnicos – por terem mais e melhor formação – e menos humanistas, apesar de normalmente terem uma relação de abertura com os atletas. A nova geração de treinadores portugueses está recheada de homens com este perfil. Leonardo Jardim, André Villas-Boas ou Vítor Pereira não tiveram uma carreira nos relvados e dedicaram-se desde cedo ao aperfeiçoamento de competências.

Redação BnR
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