Publicidade

Armando Sá acredita que o Benfica ainda pode ser campeão e elogia momento das águias: «Morderam a ideia de Mourinho»

Mário Cagica Oliveira · 2 min

José Mourinho Farense x Benfica
Foto: Edmilson Monteiro / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Armando Sá deu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. O antigo lateral do Benfica falou do momento das águias e dos últimos jogos com José Mourinho.

Armando Sá falou em exclusivo com Bola na Rede sobre o momento do Benfica. O antigo lateral das águias deixou elogios para José Mourinho e salientou a união da equipa:

«Das vezes que joguei contra José Mourinho, sempre foi um treinador com as equipas muito unidas, coesas, que lutam por cada bola. Ele trabalha muito a parte mental do jogador. Penso que o forte dele é trazer os jogadores para si, juntá-los, criar a vontade, faz um grupo muito unido. Une as tropas e lutam por um objetivo claro. Lembro-me do jogo quando ganhou com o Inter Milão ao Barcelona, não tinha o mesmo nível, mas juntou aquele grupo. Até me lembro do Eto’o a jogar na lateral. Ele consegue juntar os jogadores e tem uma causa».

O antigo lateral do Benfica garantiu que ainda acredita nos encarnados para lutarem pelo título da Primeira Liga:

«Acredito. Tudo está em aberto. Nestes últimos jogos do Benfica, nota-se outro Benfica. Essa união de grupo que disse. Vê-se mais uma equipa dentro de campo, a trabalhar por cada resultado, a tentar a todo o custo atingir o objetivo. Morderam a ideia de Mourinho, vão para o campo, arregaçam as mangas e toca a trabalhar. O Benfica está num momento bom, muito confiante», atirou.

Armando Sá falou ainda sobre o mercado de janeiro para o Benfica:

«Acredito que o Benfica tem de ter reforços, mas também tenho uma ideia própria. O José Mourinho ganhou agora um grupo e este estilo de jogo está a dar-lhe resultados. É um meio-campo muito trabalhador, não tem os extremos que muita gente fala. Tem a subida mais dos laterais. Tem um meio campo muito batalhador. Jogadores que trabalham na frente que fazem pressão na saída de bola dos adversários com o apoio deste meio-campo. Se o Benfica vai reforçar, tem de reforçar na mesma ideia que está a ter de jogo. É o estilo de jogo que José Mourinho tem neste momento e está a dar resultados. Se vão buscar extremos e depois muda-se para um sistema de 4-3-3 com os extremos muito abertos, se calhar o Benfica perde consistência no meio. O que está a dar sucesso agora ao Benfica é a consistência no meio. Tem de se pensar muito bem. O mister Mourinho e o staff claro que sabem quais são os planos».

Mário Cagica Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

GP Estados Unidos: Kimi Antonelli a dois pontos do título

A CORRIDA: AINDA NÃO FOI DESTA, MAS KIMI ANTONELLI FEZ TUDO O QUE LHE COMPETIA NO FIM DE SEMANA DE AUSTIN Kimi Antonelli venceu este domingo o Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, com o título a ser apenas uma formalidade à espera de acontecer, que será provavelmente na ronda seguinte, no México, onde um nono lugar chega para assegurar o cetro.

Bernardo Figueiredo · 2 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

O Açor não tem medo da Águia | Santa Clara x Benfica

«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.