Euro 2024 | 4 jogadores que podem decidir o grupo A

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O grupo A é um dos bons grupos do Campeonato da Europa de 2024 composto pela anfitriã, Alemanha, Escócia, Hungria e Suíça. A Alemanha é a única seleção que já venceu um Euro (e por três vezes), mas a sua última conquista europeia foi em 1996, em solo inglês.

A Hungria esteve incluída no grupo de Portugal nos últimos dois Europeus, fazendo um mini brilharete em 2016 e há que ter ainda em conta a Suíça, no que pode ser visto como um “Last Dance” para jogadores como Yann Sommer, Ricardo Rodríguez, Fabian Schar, Granit Xhaka ou Xherdan Shaqiri.

Por fim, os escoceses vão depender muito da boa forma das suas estrelas para conseguir surpreender. O objetivo irá, certamente, passar por superar o único ponto conseguido no Euro 2020, num empate sem golos com a rival Inglaterra.

Olhemos então para o grupo A do Euro 2024 e para quatro jogadores que podem ser destaque nesta primeira fase em terras germânicas.

Alemanha

Toni Kroos Real Madrid
Fonte: Real Madrid CF

Toni Kroos – Na seleção alemã há muitos “candidatos” a jogador decisivo, o que mostra a qualidade e paridade do plantel. Podia falar sobre İlkay Gündoğan, Jamal Musiala ou mesmo Florian Wirtz, mas há um ambiente diferente na Alemanha, desde que Toni Kroos anunciou o seu regresso à seleção e voltou a pisar o relvado com a águia germânica ao peito.

A sua leveza e calma com a bola no pé tanto na retenção como no passe, a liderança dentro de campo e a experiência que tem em torneios e jogos a eliminar podem valer. Será  a última vez que veremos Kroos a jogar futebol profissional e o (já) ex-Real Madrid escolheu o Euro em casa como ponto final da sua carreira.

Haverá um final feliz em Berlim como houve em Wembley há umas semanas?

Hungria

Phil Foden Joe Gomez Dominik Szoboszlai no Liverpool x Manchester City
Fonte: Manchester City

Dominik Szoboszlai – Esta é muito simples. O jogador do Liverpool é o principal pilar de criação da Hungria e a campanha de qualificação mostrou isso mesmo: quatro golos e três assistências nos oito jogos. No plantel húngaro há jogadores com estatuto no futebol europeu como Péter Gulácsi (RB Leipzig), Willi Orbán (RB Leipzig) ou Milos Kerkez (Bournemouth), mas nenhum tem o “peso” de Szoboszlai, nem é um jogador de ataque o que deixa um fardo maior no médio ofensivo.

Na seleção joga em espaços interiores e avançados, numa das duas vagas do “1-3-4-2-1” atrás do ponta-de-lança, para poder estar nas zonas-chave do campo mais perto da baliza contrária. Os húngaros são apontados (por muitos) como possível “underdog” a ir longe na competição, e isto deve-se a vários motivos. Em 2022/23, no grupo da UEFA Nations League com Itália, Alemanha e Inglaterra, fez 10 pontos em seis jogos e terminou em segundo no grupo a um ponto dos italianos.

Já no Euro 2020 roubou pontos a França e Alemanha quase qualificando-se para a próxima fase num grupo também com Portugal. Tem uma defesa coletiva brilhante liderada pelo treinador, Marco Rossi. E não esquecer a criatividade e tenacidade de Dominik Szoboszlai.

Escócia

Scott McTominay no Manchester United
Fonte: Manchester United FC

Scott McTominay – Na seleção escocesa há Andy Robertson e John McGinn, que são dois dos melhores jogadores na sua posição, mas o problema da Escócia sempre foi a concretização de oportunidades – sente-se a ausência finalizador. Mas a qualificação revelou um novo goleador no plantel, noutra posição: o médio do Manchester United, Scott McTominay.

Em oito jogos, fez sete golos e uma assistência num grupo difícil partilhado com Espanha, Noruega, Geórgia e Chipre. Mesmo não sendo o melhor jogador ou o jogador mais “fino” da equipa, as suas entradas rompantes na área são impactantes e têm validado o esforço coletivo defensivo. Os escoceses sempre defenderam bem, aliando a isso boa criação através da inspiração de jogadores como Robertson e McGinn.

Agora, têm alguém que possa dar o último toque nas jogadas e fazer a Escócia passar este grupo difícil.

Suíça

Yann Sommer Inter Milão
Fonte: Inter Milão

Yann Sommer – Os helvéticos já não são o relógio suíço que nunca falha, como eram há uns anos – são mais permeáveis, como se viu na qualificação, em que ficaram atrás da Roménia, vencendo apenas quatro de dez jogos, num grupo também composto por Israel, Bielorússia, Kosovo e Andorra.

Os onze golos sofridos num grupo de qualificação para o Euro modesto não é um bom presságio para a fase final do Campeonato da Europa que terá adversários mais difíceis, contudo desde a virada do novo ano, a Suíça defrontou Dinamarca, Irlanda, Estónia e Áustria, sofrendo apenas um golo. Estes são sinais mais positivos e, sabendo que o ataque suíço nunca é o mais letal, vão ter de voltar a olhar para a defesa como principal argumento para passar à próxima ronda.

Yann Sommer vem de uma excelente época individual e coletiva no Inter de Milão e procura trazer um bocado dessa forma consigo para a Alemanha. A Suíça não parte como garantia nos oitavos-de-final, mas pode acreditar com Sommer em bom plano.

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