Turquia 0-1 Croácia: Muito além de uma margem mínima

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TURQUIA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Desde cedo se percebeu que a estrutura de Fatih Terim estava montada na aposta do erro. O treinador turco colocou Inan muito junto aos centrais, e com Ozyakup e Tufan, os outros elementos do meio-campo, bem perto dos laterais de forma a condicionar o jogo adversário e o seu pendor ofensivo para depois procurar as referências Calhanoglou e Ardan Turan. O problema é que, por muito talento que tenham, estes dois génios não são propriamente velocistas, e quando a bola lhes chegava ao pé, tinham os acessos à área prontamente cortados pelo facto de o apoio, a que tanto estão habituados nos cubes, não surgir.

Assim, a estratégia ofensiva da Turquia era facilmente rebatida e os seus pontos fortes não eram devidamente explorados, não sendo de espantar o facto de o ataque ter estado inoperante no conjunto otomano, que se refugiava na garra e vontade para tentar levar as suas intenções avante, mas essas foram insuficientes para contrariar as próprias limitações (reforçadas pela própria estratégia).

Depois do golo croata, mandava o orgulho que se esticasse mais o jogo e que a equipa se descompactasse. Algo que até aconteceu, mas sem os efeitos práticos desejados – o lance mais perigoso da segunda parte foi um remate, no coração da àrea e de primeira, de Volkan Sen, que nem à baliza chegou, por ter sido interceptado por Yilmaz.

A equipa acabou por correr riscos, mas não tirou proveito nenhum. Pelas suas limitações. Porque é só isto: garra e vontade.

No final do jogo, em desespero, tentou o jogo directo, e até poderia, eventualmente, conseguir o empate no final do jogo, mas Fatih Terim teria que ponderar muito bem o que quer fazer desta equipa, tamanha a sorte que teve em não sair goleada!

Notas aos jogadores:

Babacan – 5

Gonul – 5

Topal – 4

Balta – 4

Erkin – 4

Tufan – 5

Inan – 5

Ozyakup – 4

Calhanoglu – 4

Turan – 5

Tosun – 3

Volkan Sen – 5

Yilmaz – 3

Emre Mor – 4

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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