Colômbia 1-1 Inglaterra (3-4 G.P): Game Over para a Colômbia

- Advertisement -

O Otkrytie Arena foi neste final de tarde palco do último jogo dos oitavos-de-final do Mundial da Rússia. Um dos jogos mais esperados desta fase dado o elevado equilíbrio entre as duas seleções. Houve algumas notas de destaque nos XI iniciais de ambos os lados, com José Pekérmen a não poder contar com James Rodríguez por lesão e, do outro lado, Gareth Southgate a promover várias alterações fruto da rotação no último jogo, acabando por repetir o XI inicial da primeira jornada.

A Inglaterra desde cedo foi predominante no capítulo da posse de bola e assumiu de forma clara o controlo do jogo, contrastando com os colombianos que tentaram apostar sobretudo num jogo menos pausado.

Na primeira parte, os ingleses dispuseram de duas oportunidades: um cabeceamento de Harry Kane por cima da barra e um livre direto de Trippier que levou algum perigo á baliza de Ospina. Os cafeteros chegaram pela primeira vez à baliza britânica já em período de compensação, mas sem qualquer tipo de ameaça pois Quintero atirou com pouca força e Pickford defendeu tranquilamente.

Foi um primeiro tempo ficou caracterizado pelo facto de as duas equipas não quererem correr qualquer tipo de riscos e prenderem o jogo na zona centrocampista, justificando assim o nulo ao intervalo.

As equipas regressaram dos balneários e ansiava-se por mudanças, contudo tal não se verificou e confirmou-se que hoje não se assistiria a grande espetáculo de futebol. A verdade é que faltava apurar uma seleção para a próxima fase, por isso teria de haver golos e mais tarde ou mais cedo o jogo teria de abrir.

O primeiro momento de real interesse ocorreu à passagem do minuto 55, quando Carlos Sánchez carrega Kane na área e comete grande penalidade. Foi mesmo o avançado do Tottenham que se encarregou de converter devidamente a falta e inaugurou o marcador, lançando a Inglaterra para a vantagem.

A ação de Sánchez indiciou o que estaria para vir: o jogo tomou, sobretudo por influência colombiana, um caminho escusado e tornou-se numa batalha campal com várias faltas e quezílias, que motivaram protestos de parte a parte e inclusivamente algumas confusões entre jogadores. Futebolisticamente falando, esta tendência teve graves consequências pois perdeu-se bastante tempo de jogo e o ritmo era constantemente cortado por estes incidentes, tendo sido então impossível haver oportunidades de perigo durante largos minutos.

Apesar de tudo, o relógio corria a favor da Inglaterra, portanto cabia aos colombianos terminar com o excesso de agressividade e ir à procura do golo que relançasse o jogo. Assim foi, a Colômbia assumiu as rédeas do jogo nos últimos 10 minutos e, primeiramente, Cuadrado ameaçou com um remate fortíssimo após perda de bola de Walker em zona proibida; o cerco colombiano ia apertando e já com três dos cinco minutos de compensação esgotados, Mateus Uribe “estoira” de muito longe, para uma grande defesa de Pickford, protagonizando o melhor momento da partida! Este lance originou um canto e na sua cobrança a Colômbia chega ao tão desejado empate, por intermédio do gigante Yerry Mina, que marcou pelo terceiro jogo consecutivo e deixou bem patente o seu poderio no jogo aéreo.

O salto impressionante de Mina que levou o jogo para prolongamento
Fonte: FIFA

A Colômbia nunca deixou de acreditar e conseguiu mesmo chegar à igualdade. Do outro lado, a Inglaterra foi recuando com o passar do tempo, sofrendo um duro golpe nos instantes finais.

As seleções apresentaram-se muito desgastadas e sem ideias no prolongamento, e assistiu-se a uns primeiros 15 minutos sem qualquer história. Na segunda parte, o ritmo aumentou, as equipas tentaram evitar as grandes penalidades e foi a Inglaterra quem mais perigo causou. Aos 112 minutos, Danny Rose surgiu dentro da área e esteve muito perto de fazer o golo, mas Ospina correspondeu com uma bela defesa. Passados 120 minutos de futebol, a igualdade mantinha-se e a decisão passava pela linha de 11 metros!

Conversão das grandes penalidades, primeiro a Colômbia e depois a Inglaterra:

Falcao marcou; Kane marcou; Cuadrado marcou; Rashford marcou; Muriel marcou; Henderson falhou; Uribe falhou; Trippier marcou; Baca falhou e Dier marcou o golo da vitória.

Não foi propriamente um grande espetáculo de futebol e nem é possível discutir justiça no resultado, mas o que é certo é que 12 anos depois, a Inglaterra volta a atingir os quartos-de-final e supera o fantasma dos penaltys. Termina o sonho na Rússia para os colombianos, já os ingleses seguem para a próxima fase e defrontarão a Suécia.

Gonçalo Miguel Santos
Gonçalo Miguel Santoshttp://www.bolanarede.pt
Ainda era caracterizado com um diminutivo e sentado ao lado do seu pai, já vibrava com o futebol, entusiasmado e de olhos colados na televisão à espera dos golos. O menino cresceu e com o tamanho veio o gosto pela escrita e o seu sentido crítico.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Adana Demirspor afunda-se na Turquia e termina época com -54 pontos e 169 golos sofridos: eis o porquê

Clube turco acaba com um registo profundamente negativo que reflete uma época marcada por castigos e fragilidades competitivas.

Diogo Dalot após a vitória frente ao Liverpool: «Muito feliz pela qualificação para a Champions League»

Em declarações à sua assessoria de imprensa, Diogo Dalot refletiu sobre o triunfo do Manchester United diante do Liverpool.

Jaime Faria perde final do Challenger de Mauthausen após reviravolta

Jaime Faria saiu derrotado este domingo na final do Challenger de Mauthausen, na Áustria, depois de um duelo frente a Roman Safiullin.

Thun faz história e conquista o primeiro título na Suíça ao regressar à elite

O Thun sagrou-se campeão da Suíça pela primeira vez na sua história, num feito alcançado na época de regresso à primeira divisão.

PUB

Mais Artigos Populares

Começo demolidor acaba em desilusão | Famalicão 2-2 Benfica

O fulgor inicial do Benfica foi diluído numa saída de cabeça baixa, com um resultado que não só sabe a pouco, como abre portas a uma luta acesa com o Sporting por um lugar na Champions League.

Gil Vicente empata a zeros contra o Rio Ave e não aproveita tropeço do Famalicão na luta pelo 5º lugar

Não houve golos no empate entre o Rio Ave e o Gil Vicente. Gilistas não conseguiram apanhar o Famalicão na tabela.

Consagração sem travão na Luz | Benfica 3-1 Sporting

O Benfica entrou em campo com o Hexacampeonato já garantido. Não haverá, no final da época, assim tantas exibições memoráveis em que uma equipa com o título no bolso decida não puxar o 'travão de mão'.