Colômbia 2-0 Uruguai – Temos Candidato!

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O RESCALDO

A selecção uruguaia voltou ao emblemático Maracanã, onde se sagrou campeã do mundo há cerca de 64 anos. Hoje, em vez de festejar… foi o bombo da festa, fazendo parte de um episódio histórico da selecção colombiana, que alcança, pela primeira vez, os quartos-de-final de um Campeonato do Mundo. Os cafeteros derrotaram a celeste por 2-0.

Ciente do quão mais fraca a ausência de Suarez tornaria a sua formação (o favoritismo deixou de ser repartido e passou para o lado da Colômbia), a selecção uruguaia tentou recorrer à agressividade nos primeiros minutos de jogo, com Álvaro Pereira e Arévalo Rios em evidência nesse campo, na tentativa de intimidar, e consequentemente limitar, a (muita) qualidade técnica dos executantes contrários, especialmente James Rodríguez e Juan Cuadrado…

…  e se isso pareceu ter efeitos imediatos, não se verificaram resultados a longo prazo pois a Colômbia foi mantendo e circulando o jogo (73 % de posse de bola) no meio-campo contrário, ganhando confiança com a bola nos pés, tentando a sua sorte em remates de longe (Zuñiga foi o principal municiador, “centralizando” o seu posicionamento quando Aguilar descaia para a lateral direita) ou em situações de desposicionamento contrário. Uma estratégia que se revelou frutífera, pois foi através do primeiro “modo” que se inaugurou o marcador, numa jogada que pode muito bem ter sido treinada numa das 46 praias do Rio de Janeiro – Aguilar ganha de cabeça uma bola cortada por Álvaro Pereira e assiste James, que, fora da àrea, pára no peito, e sem deixar cair o esférico dispara com força e colocação (a bola bateu na trave) para a baliza de Muslera, candidatando o tento a melhor do Mundial.

O Uruguai não conseguiu reagir ao golo contrário, pois, apesar de ser forçado a correr atrás do prejuízo e a alterar a forma de chegar às redes contrárias, não conseguiu deixar de depender do erro contrário para executar contra-ataques rápidos e foi obrigado a optar pelos lançamentos longos em virtude de uma formação colombiana pressionante (mesmo estando a vencer) na primeira zona de construção contrária e bem organizada quando o adversário conseguia invadir o seu meio-campo, incapacitando-o de criar oportunidades de perigo.

Uma postura notável e digna de uma formação que sabe ter o peso dessa responsabilidade que é o favoritismo. Comportamento que se manteve após o segundo golo (envolvência ofensiva notável, atravessando, horizontalmente, a entrada da àrea contrária e que terminou de forma fantástica: cruzamento de Armero, Cuadrado “aparou” de cabeça, e James deu o toque de final) e que se polongou para o resto do encontro, de nada servindo as tentativas de desespero de Tabarez na busca de um empate (começara em 5x3x2, acabara em 2x4x4, com os laterais, sobretudo Maxi, a funcionarem praticamente como extremos) que, a acontecer, estaria completamente desenquadrado com um encontro dominado pela Colômbia a todos os níveis, numa revelação de personalidade e carácter com e sem bola, em vantagem ou à procura dela. Temos candidato.

Com o bis de hoje, James ficou isolado na lista dos melhores marcadores do Mundial'2014  Fonte: Getty Images
Com o bis de hoje, James isolou-se na lista dos melhores marcadores do Mundial’2014, com 5 golos
Fonte: Getty Images

A Figura

Quando um jogador está em boa forma, as coisas não podem correr mal. James Rodríguez é a ilustração disso mesmo, “monopolizando” os golos da sua selecção com o talento (soberbo primeiro golo) e oportunismo (estava bem colocado no segundo). Para além disso, voltou a espalhar o perfume do seu futebol e reforçou as apetências naturais para jogar a número 10, não se acanhando perante a responsabilidade de dirigir um ataque no qual incide a ilusão de cerca de 48 milhões de adeptos.

 

O Fora-de-Jogo

Mario Yepes esteve envolvido em “sururus” com Diego Fórlan e Diego Godín. Característica de jogador sul-americano, fruto de sangue latino e ilustração da competitividade, mas também sinal de imaturidade e falta de controlo de uma figura que, para além de ser o capitão da sua selecção desde 2008, leva 38 anos de idade e 20 de futebol profissional.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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