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Coreia do Sul e México abriram a segunda jornada do grupo F num jogo que opunha duas seleções com arranques completamente opostos. Se os mexicanos surpreenderam tudo e todos ao derrotar a campeã do mundo Alemanha, já a Coreia do Sul desiludiu na derrota diante da Suécia.
Um jogo que prometia ser emocionante e assim o foi. O México com muito coração e super motivado contra uma Coreia do Sul à procura dos três pontos para se poder manter na luta.
Avisados do perigo que era o contra ataque mexicano, os Sul Coreanos abordaram o jogo de uma forma um pouco diferente, com um bloco mais baixo e fechado, dando a bola ao adversário para tentar no contra ataque ferir o adversário, e prova disso foi a aposta em Son para comandar o ataque coreano em detrimento do gigante de 1,98m Kim Shin-Wook. Acabou por ser uma inversão de papéis para o México que tinha feito exatamente o mesmo contra a Alemanha.
Apesar da estratégia teoricamente bem pensada pois o México sente-se melhor no ataque rápido e com uma defesa baixa, a verdade é que o México soube adaptar-se e sem qualquer pudor assumiu as rédeas da partida e dominou durante grande parte da partida.
O golo marcado ainda na primeira parte de grande penalidade por Carlos Vela obrigou a Coreia do Sul a subir as linhas, “obrigação” essa que acabou por sentenciar o jogo. Sem conseguir dominar a bola e em desvantagem no marcador, o México voltou a usar o contra ataque para fechar a partida já na segunda parte num ataque rápido finalizado por “Chicharrito” Hernandez a passe de Lozano. Os sul coreanos ainda reduziram aos 90+3 por Son.
Apesar de matematicamente nada estar resolvido, na prática esta vitória coloca o México com um pé e meio nos oitavos de final; já a Coreia do Sul necessita de um pequeno milagre para conseguir um lugar nos oitavos. Uma vitória sobre a Alemanha e a derrota da Suécia por si só poderão não chegar para que os coreanos consigam passar à fase a eliminar.
A FIGURA:

Hirving Lozano – Não marcou mas assistiu, Lozano foi uma constante dor de cabeça para a defesa sul coreana. Com a sua capacidade individual a causar estragos e a permitir inúmeras oportunidades para o México. Apesar do golo e da boa exibição de Carlos Vela, que podia perfeitamente também ter sido considerado o MVP da partida, a verdade é que a irreverência e toda a capacidade individual imposta por Lozano foram determinantes para o desfecho da partida.
O FORA-DE-JOGO:

Shin Tae-yong – Dotou a equipa com um estilo de jogo que começou por ter resultados (vulgo, aproximação à baliza de Ochoa) mas que se foi perdendo com o desgaste dos elementos da frente da ataque, sujeitos aos lançamentos em profundidade e ao excessivo número de requisições.
Foto de Capa: Selección Mexicana de Fútbol











