A CAN 2025 já terminou, mas ninguém vai esquecer o que se passou nos relvados de Marrocos. Foi um mês de emoções fortes, onde o Senegal mostrou a sua força e sagrou-se bicampeão africano. Houve grandes golos, polémicas e um final dramático.
Para resumir este torneio incrível, escolhemos os cinco jogadores que mais brilharam na CAN em 2025 e que foram decisivos para as suas seleções.
1.


Sadio Mané (Senegal) – O avançado não lidera apenas pelo que joga, mas pelo que representa. O capitão senegalês foi o coração da equipa campeã. Embora os seus números (dois golos e três assistências) possam parecer ‘modestos’ para o seu padrão, a sua influência foi total. Foi eleito o melhor jogador do torneio, mas o seu momento mais brilhante talvez nem tenha sido com a bola nos pés. Na final caótica, quando a equipa ameaçou abandonar o campo em protesto, foi a sua serenidade que evitou o desastre e trouxe o Senegal de volta para ganhar o jogo. Marcou o golo decisivo nas meias-finais contra o Egipto e provou, mais uma vez, que é o jogador mais decisivo do continente quando a pressão aperta.
2.
Brahim Díaz (Marrocos) – A história de Brahim Díaz nesta CAN é digna de um filme. Venceu a bota de ouro como melhor marcador, apontando golos em cinco jogos consecutivos e carregando o país anfitrião às costas com classe e técnica refinada. A sua parceria com Achraf Hakimi na direita foi o pesadelo das defesas adversárias. No entanto, o futebol é cruel. O seu desempenho ficá para sempre manchado pela decisão de tentar um ‘panenka’ no penálti que poderia ter dado o título a Marrocos. Foi o melhor jogador do torneio até àquele segundo fatal. Sai como um vilão para muitos, mas o que jogou antes desse momento foi puro perfume.
3.
Pape Gueye (Senegal) – Numa equipa de estrelas, coube a Pape Gueye escrever a página mais dourada. O médio foi o motor incansável do Senegal, mas guardou o melhor para o fim. O seu golo na final, uma corrida destemida coroada com um remate ao ângulo, é a imagem do título. Já tinha brilhado com uns dois golos frente ao Sudão, provando ser uma ameaça constante a chegar à área. Pape Gueye não só trabalhou para a equipa, como decidiu o destino da taça, cimentando o seu lugar na história do futebol senegalês.
4.


Ademola Lookman (Nigéria) – Se a Nigéria praticou o melhor futebol do torneio, muito se deve a este homem. Ademola Lookman foi uma máquina ofensiva, terminando como o jogador com mais participações em golos em toda a competição (sete no total, entre golos e assistências). Atuou como um verdadeiro ‘número 10’, criando mais oportunidades de golo do que qualquer outro jogador em prova. Foi o cérebro da sua seleção e, apesar da quebra física na fase final, a sua produtividade justifica plenamente o estatuto de um dos melhores da competição.
5.


Noussair Mazraoui (Marrocos) – Pode ter perdido a final, mas Noussair Mazraoui sai do torneio com a cabeça bem levantada e como um dos melhores defesas. O lateral foi incansável no corredor esquerdo, funcionando como um autêntico pistão que apoiou o ataque e fechou a porta na defesa ao longo das quatro semanas. A sua exibição nas meias-finais contra a Nigéria foi, talvez, a melhor performance individual de um defesa em toda a prova, onde venceu 11 dos 14 duelos disputados e somou seis cortes decisivos durante os 120 minutos. Foi fundamental em ambas as áreas, provando ser um dos jogadores mais completos do continente.

