BVB Dortmund 1-3 FC Bayern München: Primeiro troféu prova que Nagelsmann está a conseguir afinar a máquina

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A CRÓNICA: PARTIDA INTENSA CORRESPONDE ÀS EXPETATIVAS E “BÁVAROS” OFERECEM MELHOR HOMENAGEM POSSÍVEL A GERD MÜLLER

Depois da primeira jornada da Liga Alemã que tivemos o prazer de acompanhar no passado fim de semana, pouco poderíamos prever em relação à partida de hoje. Uma coisa foi certa: como esperado, e tendo em conta os protagonistas e o título em cima da mesa, ambas as equipas entraram com vontade de arrecadar o primeiro troféu da época e seriam capazes, como sempre, de nos fazer ficar colados ao ecrã.

Tendo em conta o decorrer dos acontecimentos, e apesar da juventude da formação “amarela”, seria com pena que veríamos os erros do Dortmund acabar por ditar o seu próprio destino.

Com um início muito vivo e ritmo elevado, com pressão muito alta dos dois lados do campo, ambas as equipas mostraram sempre querer ter bola. O Dortmund acusaria a pressão mais cedo, com passes falhados junto à sua área, em clara prova que acabaria por ser a intensidade do Bayern a surtir mais efeitos, ainda que o golo tardasse em chegar.

Os “bávaros” tiveram algumas oportunidades graças às tais recuperações de bola que conseguiam fazer no último terço do terreno, e principalmente do lado de Coman, mas o rival não se limitava a defender e obrigaria Neuer a carimbar os 20 minutos de jogo com mais uma defesa incrível, graças a Bellingham que, com destreza, descobriu Reus na área. Não seria a primeira nem a última e Neuer sairia, uma vez mais, protagonista de “manchas” inacreditáveis feitas às suas redes.

Mesmo à porta do intervalo, o marcador é finalmente inaugurado numa grande jogada por parte do Bayern, que finalmente consegue encontrar espaço para finalizar. Depois de uma recuperação na zona do meio campo, Goretzka abre com maestria para Gnabry que, à esquerda, faz um cruzamento perfeito para aquele que muito raramente falha.

A segunda parte começou na perfeição, desta feita com Davies na desmarcação que consegue colocar a bola na área em Lewandoski e este, com o calcanhar, engana o guarda-redes e oferece o golo a Müller.

Aos 64 minutos, a prova de que o jogo continuava em aberto e a formação “amarela” entra finalmente na discussão do resultado. Uma abertura fenomenal no flanco direito faz a bola chegar a Bellingham que, mais ao meio, encontra Reus livre, que nos surpreende (muito pouco) com a execução técnica com que, de primeira, fura a baliza de Neuer.

Mais para o final do jogo, Akanji comete o erro clamoroso de perder a bola à entrada da sua área e a “redondinha” acabaria por chegar novamente ao homem do jogo que, letal, coloca a bola dentro das redes da equipa da casa.

 

A FIGURA

Robert Lewandowski – Já há muito tempo que se pode dizer que está cada vez mais difícil definir o goleador de Munique. Não só para finalizar, o polaco está sempre no sítio certo e oferece à sua equipa aquilo que muito poucos avançados se podem orgulhar de fazer. Com mais dois golos e uma assistência para a sua conta pessoal, Lewandowski não aparenta querer deixar tão cedo de ser a máquina de fazer golos que todos conhecemos.

O FORA DE JOGO

Gregor Kobel Foi com muita pena que vimos o internacional suíço acabar por sofrer três golos, principalmente pelos primeiros 40 minutos de jogo. Conseguiu durante esse período ler bem o jogo e adiantar-se em vários lances, sem que, contudo, isso permitisse evitar a derrota da sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Os homens do Dortmund alinharam hoje num 4-3-3, com Kobel na baliza, Schulz, Akanji, Witsel e Passlack na defesa. O meio campo dar-nos-ia a possibilidade de observar jovens de muita qualidade, com Reyna, Dahoud e Bellingham, enquanto a frente estaria assegurada por Haaland e Reus, ao lado do “menino” Moukoko.

A formação “amarela” evidenciaria muita vontade de sair vitoriosa em casa, com lances ofensivos de qualidade e competência defensiva em vários momentos de perigo, com destaque para Akanji e Witsel no eixo da defesa a acrescentar passes muito interiores a descobrir os laterais ou os alas.

Apesar de tudo, o conjunto de Dortmund seria incapaz de escapar à pressão bávara que se fez sentir desde o início da partida. Com mais ou menos justiça, tendo em conta o quanto desejaram sair por cima, o que é facto é que os 90 minutos acabariam por ser marcados pelas inúmeras perdas de bola em zonas comprometedoras por parte do conjunto de Marco Rose, e também por várias falhas de temporização que resultariam em fora de jogo, o que ditaria a derrota na primeira tentativa de vencer um troféu nesta nova época.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gregor Kobel (5)

Felix Passlack (6)

Axel Witsel (6)

Manuel Akanji (6)

Nico Schulz (6)

Jude Bellingham (7)

Mahmoud Dahoud (7)

Giovanni Reyna (6)

Youssoufa Moukoko (6)

Marco Reus (8)

Erling Haaland (6)

SUBS UTILIZADOS

Donyell Malen (7)

Marco Pasalic (-)

Reinier (-)

Marius Wolf (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

Os pupilos de Julian Nagelsmann compareceram na cidade de Dortmund para jogar em 4-2-3-1. Na baliza, sem surpresas, o inevitável Manuel Neuer encarregou-se de apoiar em primeira mão a linha defensiva formada por Davies, Süle, Upamecano e Stanisic. Um pouco mais à frente, Goretzka e Kimmich, uma dupla de luxo para assegurar ambas as transições ofensivas e defensivas e fazer chegar a bola aos criativos do ataque, Gnabry, Müller e Coman. Sozinho na frente, o homem do costume: Lewandowski.

Foi desta forma que os “bávaros” demonstraram hoje uma enorme capacidade de recuperação de bola, graças a linhas fechadas ao milímetro. O destaque vai precisamente para a rigidez e eficácia tática com que o Bayern conseguiu anular o adversário e criar a maior parte das situações de perigo que resultariam, inevitavelmente, em mais três golos para a conta do gigante alemão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (8)

Alphonso Davies (7)

Niklas Süle (7)

Dayot Upamecano (7)

Josip Stanisic (7)

Leon Goretzka (7)

Joshua Kimmich (7)

Serge Gnabry (7)

Thomas Muller (8)

Kingsley Coman (6)

Robert Lewandowski (9)

SUBS UTILIZADOS

Leroy Sané (6)

Jamal Musiala (6)

Corentin Tolisso (-)

Eric Choupo-Moting (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

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