O substituto perfeito para Lewandowski

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A notícia da transferência de Lewandowski para o Bayern de Munique não foi propriamente uma novidade. Há muito que se sabia que o avançado deixaria o Dortmund no final da temporada para se juntar a Götze na Baviera. Será uma baixa de peso para o Borussia, que assim se vê obrigado a ir ao mercado para contratar um goleador. Não é tarefa fácil, uma vez que Lewandowski é um dos melhores do mundo na sua posição, mas, na minha opinião, Edin Dzeko pode ser um substituto à altura.

O bósnio foi muito feliz com a camisola do Wolfsburgo / Fonte: http://i.telegraph.co.uk
O bósnio foi muito feliz com a camisola do Wolfsburgo / Fonte: http://i.telegraph.co.uk

Depois de ter dado nas vistas no Wolfsburgo, onde foi o melhor marcador do campeonato alemão, Dzeko rumou ao Manchester City, clube que pagou 35 milhões de euros pela sua contratação. Não foi, de todo, a melhor opção para a sua carreira. Nunca foi um indiscutível em Inglaterra – muito por culpa da enorme qualidade da concorrência –, isto apesar de ser um dos avançados mais eficazes do futebol europeu (na relação minutos-golos). Se estivesse num clube onde tivesse mais tempo de jogo, não tenho dúvidas de que o bósnio estaria ao nível dos melhores do mundo. É rara a ocasião em que entra em campo e não marca. Com Agüero lesionado, Pellegrini tem lançado Dzeko a titular e, para não variar, o ponta-de-lança não tem desiludido. Marcou ao West Ham para a Taça da Liga – prova em que é o melhor marcador – e voltou a fazê-lo no jogo com o Newcastle, para a Premier League. Apesar desta titularidade (provisória), penso que a saída do City é a decisão mais acertada para a carreira do goleador.

Dzeko é sinónimo de golos, mas não só. O bósnio é um ponta-de-lança extremamente completo, que não se limita a esperar pela bola. Joga muito bem de costas para a baliza e tem uma técnica invulgar para um jogador da sua envergadura (1,92m). Na grande área não costuma perdoar, seja com o pé direito, com o pé esquerdo ou de cabeça. Comparando-o com Lewandowski, ganha no jogo aéreo – capítulo em que é um dos melhores do mundo –, mas perde por não ser tão rápido e ágil como o polaco. Ainda assim, penso que, em termos globais, são avançados que têm muito em comum.

Dzeko em duelo com Kuba / Fonte: spox.com
Dzeko em duelo com Kuba / Fonte: spox.com

Se o Dortmund quiser dar luta ao Bayern, vai ter de investir a sério. O Borussia terá obrigatoriamente de abandonar a política que vinha seguindo nos últimos anos, até porque a chegada à final da Liga dos Campeões deu ao clube o estatuto de uma das melhores equipas da Europa. A contratação de Mkhitaryan por valores a rondar os 30 milhões de euros pode ser um indicador de que o emblema alemão está finalmente disposto a contratar jogadores “feitos”, que representem uma mais-valia no imediato. Nesse sentido, a aquisição de Dzeko seria perfeita. O avançado de 27 anos certamente veria com bons olhos um regresso ao campeonato alemão – que já conhece bem – e o Dortmund ganharia um ponta-de-lança que encaixa no modelo de jogo da equipa e que seria garantia de muitos golos. Se o negócio acontecer, arriscaria dizer que, em pouco tempo, o bósnio será capaz de fazer esquecer Lewandowski. Para já, Pellegrini sabe que tem um jogador que, quando entra em campo, é para fazer a rede balançar.

PS – Fez-se justiça. Cristiano Ronaldo é o vencedor do prémio para o melhor jogador do mundo no ano de 2013, conquistando a segunda Bola de Ouro da carreira. Parabéns, campeão!

Tomás da Cunha
Tomás da Cunha
Para o Tomás, o futebol é sem dúvida a coisa mais importante das menos importantes. Não se fica pelas "Big 5" europeias e tem muito interesse no futebol jovem.                                                                                                                                                 O Tomás não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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