Publicidade

Bélgica 1-4 Países Baixos: E quando a vida lhes dá laranjas, eles arrasam…

Diogo Lagos Reis · 3 min

Foto: UEFA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: LARANJA MECÂNICA A DESCONTRUIR “MATA-VELHOS” BELGA

Nesta noite, Bélgica e Países Baixos apareceram na festa da Liga das Nações com o objetivo de entrar pela porta da vitória. Dada a qualidade existente, a partida decorreu pelas seguintes fases: equilíbrio – superioridade belga (inclusive, com primeiro momento de perigo) – crescimento infernal neerlandês – “reação” da Bélgica no final.

A partir do momento em que a laranja mecânica começou a trabalhar, não parecia existir botão de paragem. Tal forma que, depois de algumas ameaças, Steven Bergwijn agarrou na bola e espremeu um “golaço” fora de área (0-1). Dois minutos depois, ainda houve a possibilidade de grande penalidade para os Países Baixos, mas seria anulado pelo VAR.

Um golo não impediu de todo a ambição e o crescimento neerlandês, pois quando a vida lhes dava laranjas, eles arrasavam… Em 14 minutos, marcaram três golos e estava feita uma goleada de 0-4. Primeiro, com Klaasse(n), Davy recupera o esférico e Berghuis lança na profundidade de Memphis Depay (0-2); depois confirmou-se a defensiva anémica da Bélgica e a facilidade em entrar na sua grande área com golo de Dumfries (0-3) e por fim, retorna o suspeito do costume – Memphis Depay – para saquear um bis (0-4).

É verdade que ainda se sentiu a reação belga com a criação de boas oportunidades e dois golos (um deles anulado por fora-de-jogo). Contudo, os Diabos Vermelhos estavam literalmente no Inferno, presos sem capacidade de ascensão. Já os Países de Baixos não entraram apenas pela porta da vitória. Eles arrombaram-na.

 

A FIGURA

Memphis Depay (Países Baixos) – Numa partida monstruosa por parte de toda a seleção neerlandesa, Memphis Depay sambou em Bruxelas: dois golos, dois dribles, dois passes-chave e além de ajudar na construção, ganhou quatro duelos terrestres e um físico. Um jogo de leão.

 

O FORA DE JOGO

Processo defensivo da Bélgica – A partir do momento em que os Países Baixos agarraram no leme da partida, foi uma autêntica bola de neve. Demonstraram cada vez mais passividade e uma desconcentração defensiva que acabou por ter um gigante impacto no resultado.

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

No pontapé-de-saída na Liga das Nações, a Bélgica partiu em dinâmicas de 3-4-3 e, a defender, em 5-2-3. Alinharam com um meio-campo a dois (Axel Witsel e Hans Vanaken), porém vimos Kevin De Bruyne a jogar como falso 9 com mais liberdade de movimentação e a recuar no terreno para ajudar tanto na questão numérica nesta área como na construção. Por sua vez, Romelu Lukaku, descaído na faixa lateral, procurava dinâmicas da direita para o interior – isto até ser substituído por lesão. Ao longo de praticamente toda a partida, foram dominados pelos Países Baixos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Simon Mignolet (5)

Jan Vertonghen (5)

Dedryck Boyata (5)

Toby Alderweireld (5)

Timothy Castagne (7)

Axel Witsel (6)

Hans Vanaken (6)

Thomas Meunier (5)

Eden Hazard (6)

Kevin De Bruyne (7)

Romelu Lukaku (5)

SUBS UTILIZADOS

Yannick Carrasco (6)

Amadou Onana (6)

Michy Batshuayi (7)

Dries Mertens (6)

Leandro Trossard (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PAÍSES BAIXOS

O 3-5-2 foi o modelo utilizado por Louis van Gaal para esta partida. Saindo de uma dinâmica de três centrais que participavam no lançamento de ataques (sobretudo van Dijk), apresentaram uma equipa com uma notável organização e leitura tática. Pressionaram os médios organizadores da Bélgica a fim de fechar linhas e limitar a construção e, do meio campo para a frente através de ótimas transições, entravam com facilidade e rapidez na grande área da Bélgica. A nível coletivo, foi de facto uma excelente exibição com domínio maioritário neerlandês.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jasper Cillessen (7)

Nathan Aké (7)

Virgil van Dijk (7)

Jurrien Timber (7)

Blind (8)

Klaassen (7)

Frenkie de Jong (8)

Berghuis (7)

Dumfries (7)

Memphis Depay (9)

Steven Bergwijn (7)

SUBS UTILIZADOS

Matthijs de Ligt (4)

Teun Koopmeiners (6)

Diogo Lagos Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Jorge Jesus chegou e Portugal voltou a jogar como uma grande seleção

Quatro jogos, quatro vitórias e um lugar nos quartos de final da Liga das Nações já assegurado. Dificilmente Jorge Jesus poderia ter imaginado um arranque melhor enquanto selecionador nacional.  Mais importante do que os resultados, porém, é aquilo que começa a acontecer dentro de campo. Ainda estamos perante uma pequena amostra, e existem problemas por corrigir (sobretudo defensivamente), mas Portugal parece finalmente uma equipa disposta a explanar todo o potencial que tem.Há mais velocidade, mais movimentos sem bola, mais jogadores a aparecerem entre linhas e menos posse estéril. Depois de uma seleção demasiadas vezes previsível sob o comando de Roberto Martínez, os primeiros sinais da nova era são refrescantes.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.