Liverpool FC 2-0 Villarreal CF: Submarino amarelo afundou-se em Anfield

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A CRÓNICA: “ROLO COMPRESSOR” DO LIVERPOOL DE KLOPP NÃO DEU HIPÓTESES A UNAI EMERY

Foi ao som de um sempre arrepiante You’ll Never Walk Alone que os 22 artistas da noite entraram no relvado de Anfield, certamente motivados pelo apoio sentido diretamente das bancadas, que vibravam e puxavam pelo espírito guerreiro de cada uma das equipas.

Mas, caro leitor, se não viu este jogo, o resumo é simples. Só se viu jogar uma equipa: o Liverpool FC. Não houve sequer laivos de uma ténue capacidade do Villarreal em contrariar o domínio dos reds em toda a partida. O estilo dominador da turma de Jürgen Klopp verificou-se durante 90 minutos, sem grandes surpresas. Esperava-se, ainda assim, um submarino amarelo mais destemido, a partir do momento em que se sofrem os golos de Jordan Henderson e Sadio Mané.

Mais desequilibrado do que o jogo a que assistimos entre Manchester City FC e Real Madrid CF, também já se esperava tal coisa, a primeira mão desta meia-final foi de sentido único, com a resistência espanhola a ser quebrada ainda antes da hora de jogo. Por tudo o que nos proporcionou este jogo, o resultado pode considerar-se um mal menor para os espanhóis, que prestaram vassalagem aos reds, ‘reis e senhores’ desta partida.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Thiago Alcântara – Toda a equipa do Liverpool FC teve uma exibição a roçar a perfeição (ainda dizem que ela não existe), mas Thiago Alcântara foi, novamente uma das grandes figuras da partida. Não marcou, ainda que tenha estado muito perto de fazer um golaço. Teve nove de nove passes longos efetuados com sucesso (sim, leu bem), e uma taxa de acerto de passe fixa nos 96,1%. Esteve ligado ao jogo durante o total dos 90 minutos e mostrou novamente que não é preciso ser corpulento para se ser um dos melhores médios do mundo.

 

O FORA DE JOGO

Samuel Chukweze – É verdade que a equipa do Villarreal não transportou a bola para zonas avançadas, não permitindo que os homens da frente pudessem brilhar, mas também é verdade que o jogo do nigeriano foi um tanto ao quanto abaixo das expectativas. Outros nomes do Villarreal poderiam ter sido escolhidos, pelo fraco desempenho, salvaguardando-se jogadores como Giovani Lo Celso, Dani Parejo ou Gerónimo Rulli.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

O Liverpool FC não mudou o esquema que costuma apresentar e entrou em campo num já altamente rotinado 4-3-3, com um estilo já bem conhecido de Jürgen Klopp, o tão famoso gegenpress. Pressão muito alta e sem deixar a equipa adversária sair a jogar a partir de trás, reação rápida à perda da bola e linha defensiva muito subida, asfixiando por completo o submarino amarelo que defrontava esta noite.

Durante largos períodos da partida, o Liverpool não chegou mesmo a sair do seu meio-campo ofensivo, contabilizando nessa zona a totalidade dos seus dez jogadores de campo. Na chegada ao último terço, sublinham-se também as rápidas variações de flanco para as vertiginosas subidas dos laterais com o consequente aparecimento dos avançados em zonas interiores. Luis Díaz tentou desequilibrar de forma individual, enquanto Salah e Mané procuravam companheiros em boa posição para chegar à vantagem. A resistência espanhola durou 55 minutos, mas quando foi quebrada, parecia manteiga, como se costuma dizer na gíria futebolística. Parece impossível parar este rolo compressor!

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (6)

Andrew Robertson (7)

Ibrahima Konaté (6)

Virgil van Djik (7)

Trent Alexander-Arnold (7)

Fabinho (7)

Jordan Henderson (7)

Thiago Alcântara (9)

Luis Díaz (8)

Mohammed Salah (8)

Sadio Mané (8)

SUBS UTILIZADOS

Naby Keïta (6)

Diogo Jota (6)

Joe Gomez (-)

Divock Origi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VILLARREAL CF

O Villarreal de Unai Emery voltou a apresentou-se em 4-4-2, à imagem do que tinha acontecido na Allianz Arena, embora não arriscando tanto como dessa feita. A saída de bola, bastante condicionada numa primeira instância, não era tão frequente como na segunda ronda perante o Bayern Munique. Quando acontecia, era pelos pés de Pau Torres e Dani Parejo, os mais esclarecidos daquela zona.

Era, inclusive, a Dani Parejo a quem eram entregues as tímidas iniciativas dos espanhóis, claramente satisfeitos com o resultado que se verificava na primeira parte. Coquelin e Lo Celso juntavam-se numa linha de quatro médios a Parejo e Étiene Capoue, havendo pouco espaço entre as linhas ofensivas e defensivas para jogar para o Liverpool, que recorria às alas e variações de flanco para atacar o submarino. Os espanhóis retraíram-se durante toda a partida, tornando-se uma equipa compacta e a adiar ao máximo o golo dos reds. Ofensivamente, o submarino amarelo pouco ou nada se viu. Não pressionava os defesas-centrais do Liverpool na saída de bola e quando tentava atacar, era através de bolas nas costas dos adversários, sem grande perigo ou sucesso, diga-se.

Assim que a resistência foi quebrada, o Villarreal tremeu como varas verdes e só não houve mais golos assinalados, porque a bandeirola ia sendo constantemente levantada pelo auxiliar, ou porque Rulli se aplicava para a defesa. Ameaças a Alisson? Perto do fim, mas pouca coisa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gerónimo Rulli (6)

Raúl Albiol (6)

Pau Torres (7)

Pervis Estupiñán (5)

Juan Foyth (6)

Dani Parejo (7)

Étienne Capoue (5)

Samuel Chukweze (4)

Francis Coquelin (4)

Giovani Lo Celso (6)

Arnaut Danjuma (4)

SUBS UTILIZADOS

Alfonso Pedraza (5)

Serge Aurier (5)

Manu Trigueros (6)

Boulaye Dia (5)

Paco Alcácer (-)

Gabriel Henriques Reis
Gabriel Henriques Reishttp://www.bolanarede.pt
Criado no Interior e a estudar Ciências da Comunicação, em Lisboa, no ISCSP. Desde cedo que o futebol foi a sua maior paixão, desde as distritais à elite do desporto-rei. Depois de uma tentativa inglória de ter sucesso com os pés, dentro das quatro linhas, ambiciona agora seguir a vertente de jornalista desportivo.

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