Manchester City FC 4-0 Real Madrid CF: Noite histórica dita apuramento para a final da Champions

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A CRÓNICA: BANHO DE BOLA DO CITY COM PERFUME PORTUGUÊS (E GENIALIDADE DE GUARDIOLA, CLARO)

Tempo agradável, relvado impecável e muita agitação à volta do Etihad Stadium eram prenúncios de uma grande noite de futebol. E assim foi (mas só para um lado). Manchester City FC e Real Madrid CF entraram em campo com os olhos postos na final de Istambul.

O duelo prometia ser equilibrado, tal não fosse essa a regra nos jogos entre ingleses e espanhóis. Em nove jogos disputados, todos a contar para a Champions League, ninguém levava vantagem – três vitórias para os cityzens, outras três para os merengues e ainda três empates.

Antes do início do jogo, Carlo Ancelotti referiu, em estilo de aviso, que os seus jogadores teriam momentos de sofrimento. No entanto, o técnico italiano não esperaria, certamente, aquilo que acabou por acontecer no relvado do Etihad durante os primeiros 45 minutos.

Os homens de Guardiola entraram mais dinâmicos, mais intensos, mais astutos, mais inteligentes e foram muito superiores. Sem surpresas, não demorou muito até os cityzens causarem verdadeiro pânico na área madrilena. Primeiro aos 13’ e depois 21’, Haaland encontrou na baliza merengue um verdadeiro ‘gigante’ chamado Courtois.

O belga respondeu aos ameaços do norueguês com duas belas defesas (a última das quais candidata a ‘defesa do ano’). O sufoco era grande e o golo acabou mesmo por aparecer, e logo com toque português. Passe de De Bruyne e finalização certeira de Bernardo Silva.

O Real Madrid CF  ia-se aguentando, mas a tarefa parecia ser hercúlea, tal era o domínio dos de Manchester. Aos 35 minutos, lá conseguiram os blancos assustar os ingleses através de um potente remate de Toni Kroos à barra. Numa altura em que a equipa de Ancelotti poderia galvanizar-se, apareceu novamente o pequeno génio Bernardo Silva para atirar a contar. Desta vez, de cabeça.

O português aproveitou um ressalto dentro da grande área e colocou um bocado mais de justiça no resultado. Completamente perdidos em campo, os jogadores do Real Madrid ansiavam pelo intervalo.

No segundo tempo, o Manchester City FC adotou uma postura mais pragmática e tentou controlar o jogo correndo menos riscos. David Alaba ainda obrigou Ederson a intervir a partir de um livre direto, mas as melhores oportunidades foram mesmo para os cityzens.

Menos deslumbrantes e não tão intensos como nos primeiros 45 minutos, os homens de Guardiola souberam gerir o jogo como já tinham feito com toda a mestria na partida contra o Arsenal para a Premier League, também no Etihad.

No meio de um Real Madrid irreconhecível, salvou-se Courtois, que aos 73’ voltou a vencer o duelo particular com Haaland. Ainda assim, o belga foi incapaz de impedir o autogolo de Éder Militão, três minutos depois.

Do outro lado, Ederson também ia dando conta do recado, e aos 83’ impediu com uma dupla defesa o golo de honra dos merengues. Golo, esse, apareceria já para lá dos 90’ e novamente para o Manchester City. Com assistência de Phil Foden, Julián Álvarez, acabado de entrar, fez aquilo que o seu concorrente direto não conseguiu fazer em toda a eliminatória.

Vitória justa da melhor equipa, numa noite para recordar durante muitos e longos anos para os adeptos cityzens. Guardiola, um ano após o desastre no Bernabéu, voltou a banalizar o Real Madrid CF.

A FIGURA

Bernardo Silva – Fez dois golos, desequilibrou a partir da direita e voltou a fazer a delícia dos milhares de adeptos cityzens. Não sei se sairá no final da temporada, mas, se assim se for, certamente deixará saudades. Guardiola continua a não abdicar do génio português neste tipo de jogos. If you love football, you love Bernardo Silva!

O FORA DE JOGO

Camavinga – Estava a sair-se muitíssimo bem no Bernabéu até ao erro que permitiu o golo de Kevin De Bruyne. No Etihad, a história foi bem pior. O francês não teve vida fácil perante o endiabrado Bernardo Silva e viu-se muitas vezes em situações de inferioridade númerica no corredor esquerdo. Acabou por sair aos 80’.

Rescaldo da autoria de Carlos Pedro.

Redação BnR
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