Manchester City FC 4-3 Real Madrid CF: Vida Real no parque de Guardiola

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A CRÓNICA: O ESPETÁCULO DE KEVIN DE BRUYNE E BERNARDO SILVA EM QUE BENZEMA QUIS ENTRAR

Duelo emocionante na primeira mão das meias finais da Liga dos Campeões. Golos, espetáculo, pormenores técnicos deliciosos, erros, emoção, festa. Não faltou nada no duelo entre Manchester City FC e Real Madrid CF e, quem não o viu, ficará certamente arrependido. Os citizens ganham aqui ligeira vantagem, mas este Real tem muitas vidas e, certamente, não deixará cair a toalha ao chão.

Perante um Etihad praticamente lotado, o conjunto de Guardiola marcou antes de começar a jogar. Kevin de Bruyne abriu o ativo aos 2 minutos, após um passe açucarado de Mahrez, sendo que Gabriel Jesus fez o segundo pouco depois. O Real Madrid CF não se conseguia encontrar em campo e o Manchester City FC ia dominando a seu bel-prazer, perante um adversário que não conseguia pressionar nem fechar bem os espaços atrás.

Contudo, quem tem Benzema e Vinícius nunca pode ser descartado, e a dupla dos merengues apareceu para fazer a diferença. Primeiro, foi o francês a reduzir, aos 33’, num golo completamente contra a corrente. Depois, o extremo deixou igualmente a sua marca, num lance em que correu meio campo e bateu Ederson. Pelo meio, Foden marcou, como faria Bernardo Silva mais tarde, mas a turma de Ancelotti conseguiu mesmo sair de Inglaterra com uma diferença mínima no marcador. Um erro clamoroso de Laporte permitiu a Benzema bisar (foi o seu 14.º golo na prova milionária), com classe, numa resposta aos dois penáltis desperdiçados na última jornada do campeonato espanhol.

Em suma, foi um Manchester City FC a divertir-se no parque, como tem sido habitual, mas que teve momentos de desleixo defensivo e que, por isso, não conseguiu deixar já uma marca mais forte na eliminatória. Por outro lado, há sempre vida Real na Liga dos Campeões, e qualquer adepto do colosso espanhol estará com esperança numa reviravolta em Chamartín.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Kevin de Bruyne – Jogo impressionante do centrocampista belga. Marcou o primeiro golo do encontro, participou de forma decisiva no segundo e deu espetáculo com a sua intensidade, visão de jogo e qualidade no passe. Com metros para correr e espaço para executar, torna-se ainda mais mortífero, tendo sido claramente uma das estrelas à solta neste duelo milionário.

 

O FORA DE JOGO

Toni Kroos – O alemão é um dos melhores médios da última década, mas está já numa fase descendente da sua carreira, e sofreu muito nesta partida. Sem Casemiro, Ancelotti recuou Kroos para a posição de médio defensivo, mas a resposta não foi positiva. Dificuldade em pegar no jogo e, sobretudo, em anular espaços aos criativos do Manchester City FC, que entraram como quiseram no bloco defensivo contrário.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Guardiola não podia contar com Walker e João Cancelo, mas a equipa apresentou-se no habitual 4-3-3, com os habituais movimentos interiores do lateral esquerdo (Zinchenko, neste caso) e muita mobilidade no ataque. Desta vez, Gabriel Jesus apareceu como ponta de lança e fez mossa, causando muitos problemas à dupla Militão-Alaba.

Por outro lado, Bernardo Silva e Kevin de Bruyne recuavam à vez para pegar no jogo, enquanto Stones funcionou como lateral mais baixo. A particularidade da noite deu-se com os movimentos de Rúben Dias, que saiu algumas vezes da posição para pressionar Modric, algo que nem sempre resultou, como se comprova no segundo golo sofrido, onde Vinícius Junior encontrou uma imensidão de terreno para explorar depois de bater Fernandinho em drible.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

Stones (4)

Rúben Dias (4)

Laporte (4)

Zinchenko (6)

Rodri (7)

Bernardo Silva (8)

Kevin de Bruyne (8)

Mahrez (6)

Foden (7)

Gabriel Jesus (8)

SUBS UTILIZADOS

Fernandinho (6)

Sterling (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Os merengues surgiram num sistema muito semelhante ao do adversário (4-3-3), com Kroos a ocupar a vaga de Casemiro como ‘6’, e Modric a derivar para interior esquerdo, com Valverde a interior direito. Nos flancos, surgiram Rodrygo e Vinícius Jr., no apoio a Benzema.

Contudo, Valverde é um jogador muito versátil a nível tático e muitas vezes baixou para apoiar Kroos e, inclusivamente, os centrais, formando uma linha de cinco no setor defensivo ao juntar-se a Militão e Alaba no eixo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (5)

Carvajal (3)

Militão (3)

Alaba (3)

Mendy (4)

Kroos (3)

Valverde (5)

Modric (5)

Rodrygo (6)

Vinícius (7)

Benzema (8)

SUBS UTILIZADOS

Nacho (4)

Camavinga (6)

Ceballos (5)

Asensio (-)

 

Rescaldo da opinião de Rodrigo Ferreira

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Rodrigo Ferreira
Rodrigo Ferreirahttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo reside em Oliveira do Bairro, é licenciado e tem mestrado em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Desde muito cedo que o desporto e o futebol em particular fazem parte da sua vida, tendo também cultivado o gosto pela escrita e análise do fenómeno. Além do desporto-rei, interessa-se também por ciclismo, basquetebol, ténis ou futsal.

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