Real Madrid CF 3-1 Liverpool FC: Tricampeão com selo de Bale … e Karius

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O Estádio Olímpico de Kiev pintou-se de branco e vermelho e foi o palco da final da Liga dos Campeões desta época, colocando frente a frente Real Madrid e Liverpool. As duas equipas chegaram a Kiev em “paradigmas diferentes”, pois de um lado assistimos a um Liverpool que, além de ser a revelação desta edição, já não era finalista há 13 anos e, em oposição, um Real Madrid implacável que ia em busca da quarta conquista num espaço de 5 anos.

Não houve surpresas nos XI´s iniciais em nenhuma das equipas. Zidane, apesar dos rumores sobre a titularidade de Gareth Bale, colocou-o no banco, mantendo assim a aposta na dupla Ronaldo/Benzema e, curiosamente, acabou por apresentar exatamente o mesmo conjunto que iniciou a final de 2017, em Cardiff, conquistada pelos merengues frente à Juventus. Também Klopp fez alinhar uma equipa que já se fazia prever, sendo o único motivo de destaque a estreia de um jogador egípcio e senegalês naquele que é o jogo mais importante do futebol europeu: Mohamed Salah e Sadio Mané, respetivamente.

A história da primeira parte é relativamente curta e fácil de contar: O Liverpool entrou muito bem e, desde cedo, incutiu na partida uma toada rápida, ao pressionar os merengues de forma intensa logo no momento da construção. Até à meia hora de jogo, os reds demonstram a sua força e controlaram por completo e, aos 22 minutos, estiveram perto de se colocar na frente do marcador através de um poderoso remate de Arnold, ao qual navas correspondeu com uma bela defesa.

Esta tendência alterou-se quando Salah abandonou, em choro, o campo após lesão na zona do ombro. O Liverpool, não só pelo que Salah acrescenta ao jogo, mas também por ser o principal responsável da presença dos ingleses esta noite em Kiev, pareceu acusar a saída do egípcio e viu o Real Madrid instalar-se no seu meio campo defensivo até ao árbitro apitar para o intervalo. Nestes últimos 15 minutos, o Real esteve algumas vezes perto do golo e chegou mesmo a fazer abanar as redes da baliza de Karius, contudo o lance foi invalidado pelo árbitro assistente.

 

As equipas regressaram ao relvado e estava bem presente o sentimento de que tudo estava em aberto e era necessário marcar golos.  O Real entrou claramente melhor e logo aos 47 minutos, Isco, ao beneficiar de uma má intervenção de Lallana, rematou para golo, mas a bola embateu na barra. Escassos minutos depois, o marcador foi inaugurado num lance que, no mínimo, foi caricato: Karius, o guardião dos reds, com a bola nas mãos, tentou passar ao seu companheiro, mas acabou por acertar em Benzema, fazendo a bola ressaltar para a baliza.

O Liverpool reagiu da melhor forma possível ao golo consentido e, cinco minutos depois, após canto de Milner, Lovren ao segundo poste colocou em Mané e o senegalês fez o empate. E a senda de golos não ficou por aqui… Aos 64 minutos, no seguimento de um cruzamento de Marcelo, Bale, sem deixar a bola cair, rematou de bicicleta, relembrando o golo de Ronaldo diante da Juventus nas meias-finais, e devolveu a liderança ao Real Madrid.

Os ingleses tornaram a reagir bem ao golo sofrido e estiveram perto de restabelecer novamente a igualdade, mas o poste direito da baliza de Navas não quis coroar com golo a bela jogada individual que Mané protagonizou.

Foi, de resto, a última oportunidade que o Liverpool dispôs para reentrar na partida, visto que o Real Madrid controlou o jogo até ao fim e dilatou mesmo a vantagem por intermédio de Gareth Bale que bisou na partida num lance em que Karius volta a dar nas vistas, mas pela negativa dada a abordagem deficiente que fez à bola.

3-1, o Real Madrid conquista a 13ª Liga dos Campeões num jogo em que soube sofrer na primeira parte e mostrou todo o seu poder no segundo tempo, cimentado a sua hegemonia nesta prova.

Foto de capa: UEFA

Gonçalo Miguel Santos
Gonçalo Miguel Santoshttp://www.bolanarede.pt
Ainda era caracterizado com um diminutivo e sentado ao lado do seu pai, já vibrava com o futebol, entusiasmado e de olhos colados na televisão à espera dos golos. O menino cresceu e com o tamanho veio o gosto pela escrita e o seu sentido crítico.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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