Publicidade

A nova vida de Luka Modric

Tomás da Cunha · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

José Mourinho é reconhecido pela capacidade de rentabilizar ao máximo os jogadores que orienta. No entanto, no que diz respeito a Luka Modric parece claro que o treinador português não explorou da melhor maneira a qualidade do croata. A cumprir a segunda época ao serviço dos merengues, o médio, contratado ao Tottenham por 35 milhões de euros, está finalmente a ter o protagonismo que merece. Com Ancelotti no comando técnico, o jogador de 28 anos beneficiou de um conjunto de factores para deixar o estatuto de suplente e para se assumir como o grande motor da equipa do Real Madrid.

Na última temporada, Modric não passou de um suplente de luxo. O médio era frequentemente utilizado por José Mourinho, tanto no duplo pivot como um pouco mais adiantado, mas a verdade é que nunca conquistou o estatuto de titular indiscutível nos merengues. Para esta época, a concorrência no meio campo era ainda mais apertada. Aos habituais titulares – Khedira, Xabi Alonso e Özil – juntaram-se Isco, o “Golden Boy” de 2012, e Asier Illarramendi, uma das grandes revelações do último campeonato, já para não falar de Casemiro, que esteve em bom plano na pré-temporada e ameaçou vir a ser uma opção regular de Ancelotti. Contudo, a venda de Özil ao Arsenal e, principalmente, a lesão de Khedira abriram espaço para a afirmação definitiva do croata no Bernabéu.

Luka Modric está a ser um dos melhores médios do futebol europeu, juntamente com Arturo Vidal e Yaya Touré. Apesar de não apresentar os números do chileno e do costa-marfinense, o croata está no auge da carreira e tem tido uma influência tremenda na equipa do Real. Está a exibir-se a um nível extraordinário e é, neste momento, um jogador indispensável para Ancelotti (é o sexto mais utilizado do plantel). É compreensível que José Mourinho não tenha abdicado dos titulares do meio campo, mas de facto é um crime ter um elemento como Modric sentado no banco. Dono de uma visão de jogo notável e de uma qualidade técnica muito acima da média, é a forma como sai de pressão – capítulo em que é claramente um dos melhores do Mundo – que o distingue dos demais.

Num plantel em que vários jogadores têm tido um rendimento muito intermitente – Isco começou em grande mas perdeu gás e Ronaldo está numa das piores fases da carreira -, Modric tem sido um dos elementos mais regulares. Para além da consistência do croata, há que destacar Jesé Rodríguez, que está a aparecer mais cedo do que o que se esperava e que tem mostrado um enorme potencial. Já marcou ao Barcelona, Atlético, Athletic e Valência, e tem dado nas vistas pela sua técnica e explosividade, para além do excelente sentido de baliza. Em termos colectivos, o Real Madrid tem vindo a evoluir com o decorrer da época e, na minha opinião, será o vencedor da liga espanhola. Os bons resultados obtidos nos últimos tempos são apenas uma consequência da melhoria do registo defensivo (oito jogos sem sofrer golos) e do aumento da qualidade exibicional. Numa época em que o Barça de Tata Martino está com mais dificuldades do que é habitual, os merengues – que, como se viu no encontro para a Taça do Rei, são claramente superiores ao Atlético – podem aproveitar para voltar a sagrar-se campeões. Se isso vier a acontecer, um dos principais responsáveis é Luka Modric, um dos jogadores com mais classe da actualidade.

Tomás da Cunha

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.