Real Madrid CF 0-4 FC Barcelona: Vitória catalã confirma mudança de “Xavi”

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A CRÓNICA: FC BARCELONA OPERA UM JOGO TÁTICO PERFEITO E EXPÕE DEFICIÊNCIAS MERENGUES

Enquanto o El Clásico procura novos ídolos, alguns concorrentes projetam-se a escrever os nomes numa das principais rivalidades do mundo, entre Real Madrid CF e FC Barcelona. Os dribles em velocidade pelo lado esquerdo de Vinicius Júnior foram os primeiros concorrentes para destaque deste El Clásico, inicialmente, provocando dor de cabeça ao uruguaio Araújo. Este último teve a ingrata missão de parar um dos destaques merengues.

Por outro lado, o concorrente catalão apareceu em pouco mais de 15 minutos, com a resposta pelos pés de Ferrán Torres, que conseguiu passar pelos seus marcadores e fornecer assistências para o estreante Aubameyang, que num primeiro lance não soube aproveitar a incrível oportunidade, defendida por Courtois.

Ao passo que o Real tentava encontrar meios de jogo com uma formatação tática sem o seu grande jogador e ponta de lança, Benzema, o Barcelona ganhava confiança e controlava a maioridade das ações de jogo. Neste panorama, e com mais de 29 minutos, o Barcelona explorou os lados do campo e Dembelé passou em velocidade por Nacho, cruzou para Aubameyang e este antecipou-se e estreou-se da melhor maneira possível num El Clásico: com golo.

Apesar de termos 22 nomes espalhados pelo relvado que podem escrever o nome na idolatria do El Clásico, quem fez a grande diferença e teve uma noção específica sobre a análise do jogo foi aquele que já uma vez foi ídolo e vestiu a camisola número 6 do Barcelona: Xavi. Ao protagonizar uma mudança na entrada de Araújo, o uruguaio, que inicialmente sofreu para Vinicius Júnior, quando foi ao ataque soube aproveitar, após um pontapé de canto, a desatenção da defesa “merengue”, que não acompanhou a subida magistral do defesa uruguaio. De cabeça, Araújo cabeceou a bola com força para o fundo das redes e ampliou a vantagem catalã.

Apesar de um primeiro tempo quase perfeito, as surpresas e o massacre ainda não tinham acabado. Para completar e ajudar a vantagem catalã, Ancelotti balanceou a sua formação para o ataque e deixou imensos buracos na defesa “merengue”. Como consequência, em menos de um minuto, Ferrán Torres, teve uma incrível oportunidade apenas com o guarda-redes à sua frente. Porém, o jovem espanhol precipitou-se e jogou a bola para fora.

Como se não bastasse, com o espaço fornecido pelas alterações de Ancelotti, somados a uma equipa que retoma gradualmente o ADN tiki taka, a defesa do Real não foi capaz de parar a mortal troca de passes do Barcelona.

Seguiu-se novo golo catalão: Aubameyang ficou livre na última linha da defesa e, com habilidade, deu uma assistência para Ferrán, que rematou com precisão e colocou a bola no ângulo contrário de Courtois, sem oportunidade de defesa.

Em ritmo de treino, o pesadelo “merengue” não parecia ter fim: Ferrán recebeu um lançamento de Piqué e jogou para Aubameyang, que finalizou com tranquilidade por cima do guarda-redes. Após rever o lance, antes anulado com fora-de-jogo, o VAR confirmou o quarto golo do Barcelona em pleno Santiago Bernabéu.

Numa noite dividida em quatro atos, que serão escritos na história de um El Clássico memorável, o Barcelona não deu hipóteses a um Real Madrid que se mostrou sempre muito frágil.

A FIGURA

Xavi – Em pouco menos de quatro meses, o ídolo e campeão de tudo com a camisola azul e grená, aos poucos trouxe de volta a mentalidade, o jeito de jogar e a filosofia que está intrínseco no ADN do Barcelona. Depois de montar a equipa com total determinação e com inteligência, ao explorar os erros táticos do Real Madrid, o Barcelona fez história e construiu um resultado memorável na casa do seu maior rival.

 

O FORA DE JOGO

Carlo Ancelotti – Três Ligas dos Campeões, campeonato francês, campeonato italiano, Liga Inglesa, entre outros, são alguns dos destaques no vitorioso currículo de Carlo Ancelotti. Esta bagagem credencia-o como um treinador que sabe muito bem lidar com adversidades.

Porém, na noite de hoje, a ausência forçada do seu principal jogador no setor de ataque, Karim Benzema, fez com que o treinador italiano aplicasse mudanças que destruíram a atuação do Real Madrid. Após desconstruir a tática a que os jogadores “merengues” estão acostumados, ao experimentar Modric como falso nove e tirar Kross da sua posição usual, no início do segundo tempo, em jeito de desespero perante um resultado adverso, Ancelotti simplesmente libertou mais espaços na defesa do Real e deixou caminho livre para o Barcelona humilhar a sua equipa diante dos seus adeptos.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Sem ter à disposição, nada mais nada menos, do que o melhor marcador do campeonato, Karim Benzema, o mister italiano Ancelotti definiu uma formatação com maior povoamento no meio-campo, para deter e impedir as grandes criações no toque de bola do Barcelona.

Assim, o Real começou com um 4-4-2 sem a bola e num 4-3-3 com a posse de bola. Com a primeira linha de médios com Casemiro e Kroos, já pelos lados do setor de meio-campo, Vinícius Júnior e Rodrygo apareceram para também serem uma espécie de extremas enquanto mantêm a posse da bola. Para finalizar, Valverde fica mais adiante dos médios defensivos, ao mesmo tempo, em que Modric fez uma função de falso nove, por vezes recuando para o setor do meio-campo.

Depois de um desastroso primeiro tempo, Ancelotti voltou para o segundo tempo com um Real Madrid totalmente desfigurado, num 4-3-3, com Casemiro de defesa, enquanto, Alaba foi para a ala esquerda. No meio-campo, Camavinga entrou para dar mais pressão e empenho físico. Para o ataque, Mariano entrou como ponta de lança e desfez a ideia de Modric como falso nove. No final do jogo, Lucas Vázquez entrou na lateral direita, para acertar defensivamente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (5)

Carvajal (6)

Militão (5)

Alaba (5)

Nacho (6)

Kross (6)

Casemiro (5)

Valverde (7)

Modric (5)

Rodrygo (4)

Vinicius Júnior (8)

SUBS UTILIZADOS

Camavinga (6)

Mariano (6)

Lucas Vázquez (6)

Asensio (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

A equipa catalã projetou a mesma formação que trouxe de volta confiança, prestígio e vitórias para os comandados de Xavi. Num 4-3-3 ao atacar, Ferrán e Dembélé recebem apoio de Pedri e De Jong para triangular pelos lados do campo, em busca sempre da opção centralizada com Aubameyang. Na defesa, o Barça muda para um 4-1-4-1, com a principal diferença na entrada de Araújo como lateral direito, para deter a subida de Vinicius Júniorr.

Logo no início do segundo tempo, o ataque do Barcelona acabou por ficar no combate um contra um, quando o Real Madrid partia com a posse da bola com três defesas. Nesta ocasião, o Barcelona aproveitou este espaço e explorou lançamentos longos para buscar os extremos em velocidade, com pouca marcação “merengue”.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

ter Stegen (6)

Araújo (7)

Piqué (5)

Garcia (6)

Jordi Alba (5)

Busquets (6)

Pedri (7)

de Jong (7)

Dembélé (7)

Ferrán Torres (8)

Aubameyang (9)

SUBS UTILIZADOS

Depay (6)

Dani Alves (5)

Nico González (6)

Gavi (6)

Traoré (6)

Kayalu Castro da Silva
Kayalu Castro da Silvahttp://www.bolanarede.pt
Adepto incondicional de futebol, Kayalu apaixonou-se pelo desporto no momento em que sentiu pela primeira vez a vibração e paixão das claques. É este sentimento que ele projeta passar ao informar e apresentar tudo que o desporto mais popular do mundo traz. Além disso, os motores da Fórmula 1 e a competitividade do vólei enchem o resto da paixão deste brasileiro.

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