Barrigada de golos numa eliminatória emocionante

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Esta é, sem sombra de dúvidas, uma das mais fortes edições da Liga Europa. Da fase de grupos apuraram-se históricos como o AC Milan ou o Arsenal e da Liga dos Campeões caíram os fortíssimos Nápoles, Atlético de Madrid e Borussia Dortmund (estes dois últimos quarto-finalistas na edição passada da Liga dos Campeões e recentes finalistas da mesma, para terem bem a noção do seu poderio).

As estrelinhas alinharam-se e ditaram jogos, em perspetiva, bastante interessantes e equilibrados, nomeadamente os confrontos entre Lyon e Villareal, Borussia Dortmund e Atalanta e Nápoles e Leipzig. No entanto, o favoritismo fica só pelo papel e isso ficou provado hoje, uma vez mais.

Não faltou espetáculo nem emoção a esta primeira mão dos 16 avos-de-final e os golos só não apareceram no primeiro dos 16 jogos realizados. É precisamente por esse duelo entre Estrela Vermelha e CSKA que começamos a análise. Disputado excecionalmente a uma terça-feira (para não coincidir com o jogo do Partizan, também ele realizado em Belgrado), foi um jogo difícil devido às condições climatéricas e onde ficou mais uma vez demonstrado o fraco poder de fogo do ataque dos sérvios (marcaram apenas por três vezes em toda a fase de grupos). O 0-0 final leva a eliminatória para Moscovo, onde os russos têm tudo para garantir o acesso aos oitavos.

Nesta quinta-feira, realizaram-se os restantes quinze encontros. A meio da tarde, o Sporting conseguiu uma vitória robusta no difícil sintético do Astana, que praticamente garante a sua continuidade na prova. Menos sorte teve o outro representante português, o SC Braga que foi completamente vulgarizado por um impiedoso Marselha. Os 3-0 tornam a missão bracarense quase impossível, um resultado que até peca por escasso, tal foi o domínio e o volume de jogo dos franceses. As restantes equipas gaulesas tiveram sortes distintas: o Lyon triunfou convincentemente o sempre difícil Villareal e alimenta o objetivo de chegar à final, de que esteve tão perto na edição transata; já o Nice continua a defraudar as expectativas e, depois de estar a vencer por duas bolas a zero em casa, permitiu a reviravolta do Lokomotiv, com um hat-trick do português Manuel Fernandes.

Manuel Fernandes continua a realizar uma época memorável, que o deve levar ao Mundial 2018 Fonte: UEFA
Manuel Fernandes continua a realizar uma época memorável, que o deve levar ao Mundial 2018
Fonte: UEFA

No Signal Iduna Park, o Dortmund sentiu dificuldades perante a bem orientada Atalanta, conseguindo apenas o triunfo nos descontos pelo reforço de Inverno Michy Batshuayi. No entanto, o 3-2 apenas garante que vamos ter uma segunda mão emocionante. Outra equipa italiana que perdeu pela margem mínima foi a Lazio, que saiu de Bucareste com uma derrota algo inesperada. Também pela margem mínima, o Celtic levou de vencido o Zenit. Os empates a uma bola no AEK-Dínamo Kiev e no Partizan-Plzen e o empate a dois entre Real Sociedad e Salzburgo também prometem equilíbrio e muita emoção na segunda mão.

Estranhamente, ou talvez não, as vitórias mais expressivas foram obtidas por equipas que jogavam fora de portas. No terreno do estreante e surpreendente Ostersunds, o Arsenal aproveitou os erros defensivos dos suecos para carimbar o 0-3 no marcador. Pelo mesmo resultado, o irregular AC Milan triunfou no difícil campo do Ludogorets. Já em Copenhaga, a equipa da casa foi engolida pelo fortíssimo Atlético de Madrid (a meu ver, a equipa mais forte em competição), tendo os colchoneros goleado por 1-4. Outro Atlético, o de Bilbau, chegou ao intervalo a vencer por três golos sem resposta, tendo o Spartak ainda conseguido reduzir para 1-3 no segundo tempo. Ainda assim, estes quatro confrontos têm, praticamente, definidos os seus vencedores.

No jogo grande da noite, o Leipzig aproveitou as poupanças e o desacerto do Nápoles para triunfar no San Paolo por 1-3. Mesmo começando a perder, os alemães não desistiram e consumaram a remontada com golos de Bruma e Werner(2).

E foi assim mais uma semana europeia, mais concretamente uma quinta-feira de Liga Europa. Toda esta emoção e todo este espetáculo fazem desta uma competição em crescendo, sendo cada vez mais atraente para os clubes e, especialmente, para os adeptos.

Foto de Capa: UEFA

João Brandão
João Brandãohttp://www.bolanarede.pt
Desde cedo o avô lhe colocou o bichinho do futebol e não mais parou de crescer, expandindo-se para outras modalidades. Atento e perfecionista, gosta de analisar ao pormenor cada aspeto do jogo. Considera que o melhor que a vida nos pode dar é um bom jogo de futebol, para ver com um bom grupo de amigos.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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