Besiktas JK 1-1 Rio Ave FC (2-4 GP): Vilacondenses ainda sonham com nova presença na fase de grupos

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A CRÓNICA: OS VENTOS DE VILA DO CONDE SOPRAM NAS MARGENS DO BÓSFORO

O Besiktas JK recebeu no Vodafone Park, em Istambul, a equipa portuguesa do Rio Ave FC, em jogo a contar para a terceira pré-eliminatória da Liga Europa, num jogo marcado por várias condicionantes, nomeadamente mais um jogo à porta fechada, além de se tratar de uma eliminatória a ser decidida a um só jogo, neste caso com a equipa portuguesa a jogar fora de casa. O Rio Ave FC alimentava o sonho de poder jogar a próxima ronda de qualificação contra o todo poderoso AC Milan.

Apesar de se tratar de um adversário substancialmente mais forte que os anteriores, a verdade é que o Rio Ave parece ter entrado na partida um pouco “amorfo”, pouco agressivo e pressionante. A equipa portuguesa até acabou a primeira parte com maior posse de bola, mas a mesma foi pouco consequente, sendo que o domínio e as melhores oportunidades pertenceram à equipa da casa, que aos 15 minutos fez o primeiro golo por Guven Yalcin, com uma excelente assistência do lateral direito – Necip Uysal. Ao intervalo o Rio Ave perdia por 1-0, mas era uma boa notícia porque o Besiktas JK já tinha desperdiçado boas oportunidades de golo.

Numa partida que acabou por desiludir, dada a intensidade baixa com que foi disputada, o Rio Ave melhorou na segunda parte, criando algumas oportunidades que poderiam ter dado o empate à equipa de Vila do Conde.

A verdade é que só nos 15 minutos finais do tempo regulamentar, já com Mané a lateral direito e com Diego Lopes e Meshino em campo é que a equipa do Rio Ave foi pressionante e perigosa, o que culminou com o golo do empate aos 86 minutos. Destaque para a bola no poste, enviada pelo avançado do Besiktas JK, ao minuto 90, que poderia ter enviado a equipa portuguesa ao tapete.

No prolongamento, foi notória a fase da época em que as equipas se encontram. Ambas quebraram fisicamente o que provocou que o jogo ficasse partido e surgissem várias oportunidades para ambas as equipas. O golo podia ter caído para qualquer uma das equipas, principalmente para o Rio Ave FC aos 121 minutos, mas tal não aconteceu, o que empurrou a decisão para as grandes penalidades. O Rio Ave FC foi mais diligente e venceu por 4-2.

 

A FIGURA

Carlos Mané – O médio passou um pouco ao lado do jogo na primeira parte, mas foi crescendo ao longo do tempo e quando o Rio Ave FC começou a usar mais os flancos, Carlos Mané assumiu-se como a principal arma do clube vilacondense. A partir do minuto 75 passa para lateral direito e é já nessa posição que faz a assistência para o golo do empate, num cruzamento teleguiado para a cabeça de Bruno Moreira. O Besiktas JK não teve pernas para parar o extremo/lateral português.

O FORA DE JOGO

Lucas Piazon – Tendo em conta o currículo e a qualidade técnica que todos lhe reconhecem, esperava-se (e não só hoje…) um pouco mais deste jogador. Este é o ano em que o Rio Ave FC precisa que Lucas Piazon se assuma como o “playmaker” da equipa, algo que parece tardar em acontecer. Hoje, sempre que tinha a bola, foi muito marcado e pressionado, acabando por não conseguir ter grande influência no jogo. Acabou substituído aos 68 minutos, num jogo com muito pouco brilho por parte do brasileiro.

 

ANÁLISE TÁTICA – BESIKTAS JK

A equipa turca apostou no seu habitual 4x2x3x1, num plantel com muitas novidades em relação à época anterior. Acresce ao descrito, a necessidade de mexer no 11 inicial devido a algumas lesões e limitações no plantel.

Ao bom estilo das equipas turcas, o Besiktas JK entregou a iniciativa de jogo ao adversário e apostou na velocidade dos seus laterais e alas para criar desequilíbrios. O primeiro golo surge precisamente numa das incursões do lateral direito turco. Quando teve a bola, a equipa foi sempre mais objetiva que a equipa portuguesa na forma como encontrava a baliza adversária. Talvez por causa da conjuntura anormal em que o jogo decorreu, a equipa jogou com pouca intensidade e foi pouco assertiva nos passes a meio campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Utku Yuvakuran (5)

Necip Uysal (7)

Welinton (5)

Montero (5)

Ridvan Yilmaz (5)

Dorukhan Tokoz (5)

Ozyakup (6)

Jeremain Lens (5)

Ljajic (4)

Tyler Boyd (5)

Guven Yalcin (7)

SUBS UTILIZADOS

Cyle Larin (4)

Bernard Mensah (5)

Gokhan Tore (5)

Ajdin Hasic (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Também o Rio Ave FC apostou num 4x2x3x1, mas a equipa na primeira parte pareceu sempre mais preocupado em ter bola do que propriamente criar perigo ou colocar muita velocidade no jogo. À semelhança das sensações que já tinha deixado na pré-época e nos jogos oficiais anteriores, a equipa parece usar e abusar da posse de bola, por vezes com pouca velocidade e objetividade, o que faz a equipa “adormecer” um pouco no jogo.

A equipa ofensivamente vive demasiado dos rasgos individuais dos seus extremos e médios ofensivos, que neste jogo não resultaram, com exceção dos últimos 15 minutos e de alguns momentos do prolongamento. Aliás, neste jogo a equipa forçou demasiado o espaço central e o jogo interior e não utilizou tanto as alas como deveria ter feito, isto apesar dos laterais terem jogado praticamente no meio campo adversário. Foi quando começou a usar os flancos, que Mané apareceu no jogo e o Rio Ave FC conseguiu criar as melhores oportunidades.

A equipa melhorou substancialmente com a entrada de Diego Lopes e a passagem de Carlos Mané para lateral direito, funcionando quase como segundo extremo e criando problemas ao Besiktas JK. A equipa precisa de tempo para olear o sistema e tornar o seu jogo mais fluido e apelativo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pawel Kieszek (6)

Ivo Pinto (5)

Borevkovic (5)

Aderllan Santos (6)

Matheus (6)

Tarantini (5)

Filipe Augusto (5)

Lucas Piazon (3)

Chico Geraldes (4)

Carlos Mane (7)

Bruno Moreira (6)

SUBS UTILIZADOS

Diego Lopes (6)

Niko Jambor (3)

Ryotaro Meshino (5)

Gabrielzinho (4)

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