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Manchester United FC 0-1 Real Sociedad de Fútbol: Resultado histórico para os Bascos

Renato Alexandre Soares · 5 min

Real Sociedad de Fútbol
Foto: Real Sociedad de Fútbol

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A CRÓNICA: UNITED VOLTA ÀS DERROTAS E ENTRA COM O “PÉ ESQUERDO”

A jornada inaugural da Liga Europa trouxe-nos um confronto entre o Manchester United FC e a Real Sociedad de Fútbol. Duas equipas num bom momento de forma, os “Red Devils” que vêm de 4 vitórias nos últimos 4 jogos realizados, e os “Bascos” que, apesar da derrota caseira frente ao poderoso Barcelona na 2ª jornada do campeonato, têm 7 pontos conquistados em 12 possíveis (tendo sofrido apenas 1 golo nas restantes 3 jornadas da La Liga).

Este jogo ficou marcado pelo regresso de Cristiano Ronaldo à titularidade e pela sua estreia na “agora” Europa League, digo agora porque o português já tinha participado num encontro a contar para a Uefa Cup (antiga designação) ao serviço do Sporting CP.

Numa primeira parte muito disputada e equilibrada, interessa reforçar que, apesar das 6 alterações realizadas por Erik Ten Hag no 11 dos ingleses, a equipa da casa manteve-se muito igual a si própria, tentando criar desequilíbrios a partir das alas, e aproveitando os erros adversários (consequência da pressão alto que foi realizando). A Real Sociedad tentava assumir o controlo do jogo e da posse da bola, tentando encontrar espaços entre linhas no meio-campo adversário. Tirando o golo anulado por fora-de-jogo a Ronaldo aos 35 minutos, praticamente não houve lances de perigo.

 Na segunda parte, tivemos um jogo mais animado e com mais oportunidades. Do lado inglês, ETH fez entrar Lisandro Martínez e Bruno Fernandes, que deram mais agressividade ao jogo do United (criaram logo duas oportunidades que Cristiano não conseguiu concretizar), mas ao mesmo tempo, com a saída de Eriksen, a equipa perdeu capacidade na circulação e posse da bola. Quem aproveitou isto foram os espanhóis da Real Sociedad que começaram a mandar no jogo a mandar no jogo e rapidamente chegaram ao golo através de Brais Méndez (minuto 59), numa grande penalidade ganha por David Silva. Depois do golo sofrido, a equipa da casa foi ficando cada vez menos tranquila e o jogo ficou propício para os visitantes que iam aproveitando o facto dos “Red Devils” estarem tão balanceados na frente para causar perigo através de contra-ataques. O resultado manteve-se até ao final, acabando assim a série vitoriosa do Manchester United, que entra com o pé esquerdo nesta competição.

 

A FIGURA

David Silva – Aos 36 anos, El Mago voltou a Manchester e relembrou-nos a todos o porquê de ter uma estátua sua no exterior do estádio do outro “gigante” da cidade. David Silva é o diretor desta “orquestra basca”, pautando os tempos de jogo e descobrindo espaços entre as linhas defensivas adversárias. Ganhou o penálti e mostrou-nos que aos 36 anos ainda tem muito para oferecer ao mundo do futebol.

 

O FORA DE JOGO

Cristiano Ronaldo – Parece continuar esta espécie de maldição entre Cristiano Ronaldo e as balizas adversárias, nesta temporada. Segunda titularidade do craque português e, coincidência ou não, segunda derrota dos “Red Devils”. Nota-se que falta ritmo, e aquela pontinha de sorte e eficácia em alguns momentos do jogo e na cara do guarda-redes adversário. No entanto, é de valorizar a entrega e disponibilidade constantes para o jogo.

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

O United, com bastantes alterações, entrou em campo num 4-3-3, em que Fred e Eriksen jogavam um pouco mais adiantados em relação a Casemiro, mas os fundamentos foram os mesmos. Pressão alta até ao guarda-redes adversário, provocando o erro (aconteceu várias vezes na 1ª parte) e obrigando o guardião basco a esticar muitas bolas na frente. Os “Red Devils” iam criando algum perigo através destes erros da Real Sociedad, mas maioritariamente através dos espaços criados nas laterais, onde Elanga e Antony davam largura, e Malacia e Dalot apoiavam por dentro, criando situações de superioridade com bola. Reforçar ainda que era Eriksen quem ia controlando os tempos de jogo e ia permitindo, a espaços, que o United conseguisse assumir as rédeas do jogo e ter mais bola. Na 2ªa parte, a equipa de Ten Hag passou a jogar num 4-2-3-1 declarado, com Bruno a jogar à frente de Casemiro e de Fred. A equipa ganhou mais agressividade e verticalidade, mas perdeu o elemento-chave no controlo da bola, Eriksen, deixando assim que o jogo se fosse “partindo”, o que favoreceu sempre a equipa visitante.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea: (6)

D. Dalot: (6)

V. Lindelof: (5)

H. Maguire: (5)

Malacia: (6)

Casemiro: (5)

Fred: (5)

C. Eriksen: (6)

A. Elanga: (5)

Antony: (5)

C. Ronaldo: (4)

SUBS UTILIZADOS

Martínez: (6)

Fernandes: (6)

Sancho: (5)

Garnacho: (5)

McNeill: (-)

ANÁLISE TÁTICA – REAL SOCIEDAD DE FÚTBOL

A Real Sociedad jogou olhos nos olhos do gigante de manchester, e manteve-se sempre fiel aos seus princípios de jogo. A tentar sair a jogar desde trás, mesmo com a forte pressão do adversário (principalmente na 1ª parte), tentando encontrar sempre uma referência no meio-campo para saltar essa primeira fase de pressão e poder encarar os defesas do United. Os bascos conseguiram fazer isto muitas vezes, porque apesar de jogarem num 4-4-2 em que, no papel, Kubo “fazia” dupla com Sadiq e David Silva era mais um 10 do que médio de construção, estes dois craques jogaram praticamente sem posição definida e estavam constantemente a encontrar espaços entre as linhas defensivas dos “Red devils”. Kubo maioritariamente descaía para a esquerda, e Silva criava a superioridade no meio-campo, permitindo à Real Sociedad sair várias vezes da pressão adversária e chegando com muito perigo à baliza de De Gea.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

A. Ramiro: (6)

Andoni Gorosabel: (5)

Aritz Elustondo: (6)

Jon Pacheco: (6)

Aihen Muñoz: (6)

Martin Zubimendi: (6)

Mikel Merino: (6)

Brais Méndez: (6)

David Silva: (6)

Takefusa Kubo: (6)

Umar Sadiq: (4)

SUBS UTILIZADOS

A. Sorloth: (6)

M. Cho: (5)

Barrenetxea: (5)

Turrientes: (-)

Álex Sola: (-)

Renato Alexandre Soares

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