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Messi no Paris Saint-Germain FC poderá marcar o início de uma nova era

Francisco Guerra · 3 min

Messi e os troféus conquistados em Barcelona
Foto: FC Barcelona

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Lionel Andrés Messi é o novo jogador do Paris Saint-Germain FC. Depois de 21 anos a representar as cores do seu clube de sempre, o FC Barcelona, está confirmada a mudança do astro argentino para Paris, onde fará trio de ataque com o ex-companheiro Neymar e com o excitante Mbappé. Será o início de uma nova era no futebol mundial?

Os últimos anos dos “Blaugrana” não foram, de todo, o que Messi esperaria para os últimos anos da carreira. As deceções no plano desportivo, nomeadamente as eliminações frustrantes na Liga dos Campeões (muitas delas humilhantes), aliadas aos graves problemas financeiros, acabaram por inviabilizar a permanência do principal jogador do clube catalão.

É certo que Messi já tem 34 anos de idade, mas ainda tem muito para dar. Em condições normais de temperatura e pressão, continua a ser o jogador que melhor trata a bola no futebol mundial. Chega para jogar numa equipa recheada de estrelas e terá de sair da sua zona de conforto – muito embora seja melhor que qualquer jogador do PSG, vai vivenciar toda uma nova realidade.

Com as contratações já confirmadas do PSG – Donnarumma, Hakimi, Sergio Ramos e Wijnaldum – antevê-se uma época de grandes expectativas para a equipa parisiense, que, depois da derrota na final da Champions de 2019/20 diante do Bayern, decidiu investir (ainda mais) à séria. Naturalmente, com a grande deceção da época passada, perdendo o campeonato para o modesto Lille, o clube da capital francesa vai querer vencer tudo o que houver para vencer.

Não só trouxe o melhor guarda-redes do último Campeonato da Europa, como o melhor lateral direito da época passada, para além daquele que é provavelmente o melhor defesa central da década e um dos jogadores mais importantes do Liverpool de Jürgen Klopp. Agora, a cereja no topo do bolo é Lionel Messi, um dos melhores jogadores de todos os tempos.


Fala-se ainda na possibilidade da chegada de jogadores de classe mundial como Theo Hernández, Eduardo Camavinga ou Paul Pogba. Por enquanto são apenas rumores, mas dado que a fonte de dinheiro do PSG é quase infinita e que, para além disso, não serão aplicadas sanções ao clube até 2023, podemos estar perante a formação de uma autêntica “Dream Team”.

O sonho de conquistar a Europa já vem de há vários anos, mas até agora nunca se consumou. Será uma questão de tempo até acontecer, assim como acontece com o multimilionário Manchester City. O futebol atual é dos novos ricos e muitos clubes “tradicionais”, como o próprio Barcelona, cada vez mais estão a definhar, tanto a nível financeiro como institucional.

Em julho de 1984, Diego Armando Maradona trocou o Barcelona pelo Napoli, um clube com uma grande massa adepta, assim como o PSG, mas que nunca havia vencido um troféu importante na sua história, nomeadamente o Scudetto ou um troféu europeu relevante – algo que também falta ao PSG. Foi uma loucura de um dos grandes rebeldes, na altura com 24 anos.

Ora, não tendo Leo a mesma rebeldia de Diego, até porque se vivem tempos bem diferentes, aceitou assinar por um clube, ainda em crescimento, já nos últimos anos da carreira, quando podia experimentar a tão aclamada Premier League. Preferiu jogar num campeonato menos competitivo, num clube que nunca venceu um troféu de expressão a nível europeu.

Trata-se de um desafio diferente, mas que não deixa de ser bastante interessante. Conseguirá Messi tornar a Ligue 1 num campeonato tão atrativo como La Liga? Conseguirá Messi ser o “click” para o Paris Saint-Germain se tornar finalmente um grande clube no espectro europeu? Se a contratação de Neymar e Mbappé formalizou a candidatura a esse estatuto, a vinda do argentino poderá ser a consumação dessa realidade. É esperar para ver…

Foto de Capa: FC Barcelona

Artigo revisto por Joana Mendes

Francisco Guerra

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