Arsenal 3-0 Man. City: Community Shield fica em Londres!

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O mítico Estádio de Wembley foi o palco do primeiro jogo oficial da época em Inglaterra. Arsenal e Manchester City, vencedor da Taça e da Premier League respectivamente, discutiam entre si a Community Shield. Num jogo marcado por muitas ausências (no Arsenal, os campeões do mundo Özil, Mertesacker e Podolski; no Manchester City, o lesionado Negredo, o recém-contratado Lampard, o ainda-não-contratado Mangala e também Zabaleta, Agüero, Demichelis, Sagna, Kompany e Fernandinho), destaques para as estreias oficiais de Caballero e Fernando do lado dos citizens e de Chambers, Debuchy e Alexis Sánchez do lado dos gunners.

O Arsenal entrou melhor no jogo e dominou claramente a primeira meia hora. Com superioridade numérica no meio-campo (Arteta-Ramsey-Wilshere contra Fernando-Touré), os londrinos tomaram conta da bola, trocaram-na com a mestria habitual e foram causando perigo, especialmente sobre o renovado corredor direito, composto pelo atrevido Debuchy e pelo explosivo Alexis Sanchéz. Com efeito, foi sem surpresa que Santi Cazorla inaugurou o marcador, com um colocadíssimo remate rasteiro à entrada da área, aos 22’. O City ia procurando esboçar uma reacção, mas a desinspiração dos homens mais criativos da equipa – Navas, Nasri e Jovetic – não permitiu aos campeões ingleses causar grande perigo. Aos 42’, um dos momentos-chave do encontro: a passe de Alexis, Sanogo, no seu estilo trapalhão, tirou Boyata da frente e entregou para Ramsey fazer o 2-0 com toda a facilidade. Neste lance ficaram patentes as fragilidades da dupla Boyata-Nastasic (recorde-se que Kompany e Mangala, assim como Demichelis, estavam de fora).

Santi Cazorla, de pé esquerdo, abriu o marcador em Wembley  Fonte: newstimes.com
Santi Cazorla, de pé esquerdo, abriu o marcador em Wembley
Fonte: newstimes.com

Para a segunda parte, algumas mexidas: Wenger lançou Nacho Monreal, Oxlade-Chamberlain e Olivier Giroud para os lugares de Koscielny, Alexis Sánchez e Yaya Sanogo e Pellegrini tirou de campo o sempre assobiado Nasri para fazer entrar o craque David Silva. O City até começou melhor e no primeiro quarto de hora Jovetic teve duas boas ocasiões para marcar (numa delas, cabeceou ao poste), mas haveria de ser o Arsenal a chegar ao golo. Imediatamente a seguir às saídas de Touré e Dzeko no City, Olivier Giroud disferiu um banana shot de fora da área com uma violência e uma colocação tais que o debutante Caballero nada pôde fazer para evitar o tento do francês. Com o placard a assinalar 3-0, o encontro ficou mais ou menos decidido e o ritmo de jogo baixou. Os treinadores esgotaram as seis substituições a que tinham direito e esperaram pelo apito final do árbitro.

O troféu ficou em Londres com toda a justiça e Arséne Wenger, que esteve nove anos sem conquistar nada até vencer a FA Cup no ano passado, até já pode dizer a Mourinho que tem mais títulos do que o português este ano. O Arsenal venceu o “escudo” pela 13ª vez e voltou a deixar boas indicações – agora vai tentar apurar-se para a fase de grupos da Champions (defronta o Beşiktaş na pré-eliminatória) e, com o regresso da armada germânica, vai procurar começar da melhor maneira a super-competitiva Premier League.

A Figura

Aaron Ramsey – É difícil nomear um só jogador dos gunners, mas o galês marcou um golo, espalhou classe a cada toque na redondinha e, como jogou mais tempo do que Wilshere e Alexis, os outros dois destaques, acaba por merecer a distinção.

O Fora-de-Jogo

Samir Nasri – Jogando sobre a meia esquerda, foi incapaz de causar os desequilíbrios que Silva, quando entrou, causou. Talvez tenha sido condicionado pelos assobios que vinham da bancada a cada intervenção sua…

Francisco Manuel Reis
Francisco Manuel Reishttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado pela escrita, o Francisco é um verdadeiro viciado em desporto. O seu passatempo favorito é ver e discutir futebol e adora vestir a pele de treinador de bancada.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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