Publicidade

Arsenal FC 3-3 Liverpool FC: Gunners não conseguem segurar remontada supersónica

João Brandão · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Liga Inglesa

Arsenal e Liverpool encontraram-se no Emirates em jogo da décima nona jornada da Premier League. Estando em disputa o quarto lugar do campeonato (o Liverpool tinha um ponto de vantagem sobre os Gunners), as duas equipas proporcionaram um jogo muito aguerrido que, depois de uma primeira parte intensa mas pouco espetacular, animou e teve uma segunda parte de loucos.

O jogo começou praticamente com uma baixa nos visitantes: Henderson lesionou-se ainda dentro dos dez minutos iniciais e deu o seu lugar a Milner. Pouco incomodada com esta alteração, a turma de Klopp dominou o primeiro tempo, tendo as melhores oportunidades de golo. Aos 24 minutos, Firmino cabeceou a rasar o poste. No minuto seguinte, numa grande lição de como contra-atacar, Salah foi lançado em velocidade, entrou na área e serviu Coutinho, que aproveitando um desvio da bola em Koscielny, colocou a bola por cima de Cech, fazendo um improvável golo de cabeça. O Arsenal não se encontrava em campo e não conseguia incomodar Mignolet. Já o Liverpool não tirou o pé do acelerador e até ao intervalo podia ter ampliado a vantagem, tendo Firmino, Salah e Mane desperdiçado boas ocasiões.

Não marcou mais na primeira, marcou no início da segunda. O quarteto ofensivo do Liverpool continuava bem calibrado e em mais um contra-ataque bem desenhado, Salah fez o 2-0 para os visitantes. O Faraó de Merseyside continua imparável nesta Premier League, sendo o melhor artilheiro com quinze golos. No entanto, este segundo golo teve o condão de acordar o Arsenal que reagiu logo no minuto seguinte por Alexis Sanchez, num cabeceamento fulminante. Mais um golo de cabeça para uma das unidades de menor estatura em campo.

Mas o Arsenal não se ficou por aqui. Três minutos volvidos, aos 56, uma bomba de Xhaka fuzilou Mignolet, que não se livrou de culpas uma vez que o remate ia à figura. A remontada dos Gunners ficou completa com um golo de classe de Özil… aos 58 minutos! Inacreditável, vira de 0-2 para 3-2 em cinco minutos! Magia da Premier League em estado puro: quando o Liverpool vinha dominando o jogo e faz o 0-2, eis que o Arsenal do nada acorda e dá a volta em cinco minutos! Brutal!

O pontapé fortíssimo de Xhaka fez o 2-2, num lance em que contou com a contribuição de Mignolet Fonte: Arsenal FC
O pontapé fortíssimo de Xhaka fez o 2-2, num lance em que contou com a contribuição de Mignolet
Fonte: Arsenal FC

No melhor momento do Arsenal… eis que marca o Liverpool! Coutinho descobre Firmino isolado no meio da defensiva londrina e este remata para uma defesa pouco ortodoxa de Cech que não consegue evitar o golo do brasileiro. Estava feito o empate neste jogo de loucos!

Até final manteve-se a emoção mas não apareceram mais golos. Num jogo algo incaracterístico, emoção foi o prato principal. Depois de um relativo domínio dos Reds no primeiro tempo, materializado com o 0-2, eis que os Gunners renascem e fazem a reviravolta em cinco minutos. O Liverpool ainda conseguiu o empate e até pode sair satisfeito, já que empatou em casa de um rival e conseguiu, assim, manter o quarto lugar. Já o Arsenal demorou a encontrar-se, mas, quando o fez, foi a todo o gás. Tem que ser mais consistente se quer passar do rótulo de “eterno candidato” para o de “campeão”.

Num jogo nem sempre bem jogado, prevaleceu a emoção e o espetáculo. São estes os jogos que dão dores de cabeça aos treinadores, mas, ao mesmo tempo, o que os adeptos do futebol mais gostam. Acima de tudo, venceu o futebol.

A FIGURA

Fonte: Premier League
Fonte: Premier League

Mohamed Salah – A estrela egípcia continua a rubricar uma época de sonho neste seu regresso à Premier, sendo um jogador fundamental na estratégia de jogo dos Reds. Para além do seu décimo quinto golo no campeonato, o Faraó do Merseyside espalhou o terror na defesa londrina com as suas arrancadas, conseguindo conjugar a sua velocidade com uma grande leitura de jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Premier League
Fonte: Premier League

Simon Mignolet – O guardião belga nunca foi muito bem amado em Anfield e percebe-se porquê. As suas limitações são visíveis nos jogos mais exigentes e a prova disso mesmo é o “frango” que deu no segundo golo dos Gunners. Para além disso, não ficou muito bem na fotografia nos restantes. No entanto, alterna estas intervenções menos conseguidas com algumas de alto nível, deixando o sabor agridoce nos adeptos dos Reds.

Foto de Capa: Arsenal FC

João Brandão

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.