Chelsea FC 0-1 Manchester City FC: A vingança é um prato que se serve frio

- Advertisement -

A CRÓNICA: UM GOLO, MUITO FUTEBOL

Depois da final da Liga dos Campeões, Chelsea FC e Manchester City FC reencontram-se na sexta jornada da Liga Inglesa. Hora da desforra ou segunda dose?

No primeiro tempo, a intensidade e a energia do jogo prendia os olhos de qualquer espetador ao ecrã. O conjunto de Pep Guardiola entrou a matar com uma pressão altíssima e uma chuva de ataques intensa, aprisionando o adversário no seu casulo sem quase respirar. Ainda assim, não dispuseram de nenhum remate enquadrado à baliza londrina em 45 minutos. Como é possível? Não é sorte, é trabalho. Um trabalho defensivo intratável por parte do Chelsea FC. Estavam reunidos todos os ingredientes para mais uma grande partida de futebol. Só faltava mesmo a cereja no topo do bolo: golos. E de preferência, muitos.

Que vibrante início de segunda parte. Acompanhada de mais energia, chegou também o primeiro e único golo da partida. Depois de uma confusão à entrada da área londrina, Gabriel Jesus, aos 53´, coloca a bola no fundo das redes com alguma felicidade e sorte à mistura (0-1). Mais à frente, ainda teve a oportunidade de marcar o segundo, mas o seu compatriota Thiago Silva não deixou e cortou o esférico na linha.

A resposta do Chelsea FC foi bem visível. Arriscaram um pouco, aumentaram as linhas e conseguiram-se libertar por vezes do domínio dos Citizens. Tentaram, tentaram e tentaram, mas nada. Acaba a partida e o Manchester City leva os três pontos justamente, ultrapassando o Chelsea FC na tabela classificativa. Termina a invencibilidade dos Blues e faz-se vingança da final da Liga dos Campeões num jogo com a sua importância.

 

A FIGURA

Coletivo do Manchester City FC – Mostraram uma equipa muito compacta e competente em todos as camadas. Durante a maior parte do tempo, atacaram e atacaram todos muito bem. O mesmo se sucedeu na defesa. Inclusive, vimos Bernardo Silva ganhar e cortar “bolas” inúmeras vezes. Jogaram e ganharam como uma equipa, num dos campos mais difíceis neste momento. Estão de parabéns!

 

O FORA DE JOGO

Dificuldades do Chelsea FC em dividir a partida – Defensivamente, estiveram impecáveis e dificultaram muito o trabalho do Manchester City FC. No entanto, os vencedores da Liga dos Campeões, em sua casa, deveriam ter sido capazes de encontrar um solução e dividir a partida com mais momentos de perigo, mostrando argumentos do mesmo nível que os rivais.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

O sistema tático utilizado por Thomas Tuchel foi um 3-5-2, porém jogou a maior parte do tempo com uma linha de cinco. Ora defendia num 5-3-2, ora defendia num 5-2-3 com Kovacic na ala direita junto aos avançados. Diria que o Chelsea FC foi surpreendido pela intensidade do Manchester City FC, tendo várias dificuldades iniciais em respirar e iniciar a transição ofensiva. Ainda assim, a sua organização defensiva foi glamorosa com muita entreajuda e agressividade dos centrais. Em contraste, pecaram no momento ofensivo e apresentaram uma grande dificuldade em ligar o jogo com os membros do ataque: Timo Werner e Romelu Lukaku.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (7)

Antonio Rudiger (8)

Andreas Christensen (7)

César Azpilicueta (7)

Marcos Alonso (6)

Mateo Kovacic (7)

Jorginho (7)

N´Golo Kanté (6)

Reece James (5)

Timo Werner (6)

Romelu Lukaku (6)

SUBS UTILIZADOS

Thiago Silva (7)

Ruben Loftus-Cheek (6)

Kai Havertz (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Na reedição da final da Liga dos Campeões, Pep Guardiola depositou confiança uma vez mais no seu 4-3-3. O seu plano de jogo ficou muito bem espelhado desde os primeiros minutos. Aproximar e colocar muitos homens no meio campo adversário, pressão intensa na saída de bola, manter a posse, atacar e destruir sem deixar quaisquer hipóteses. Marcaram no segundo tempo e agarraram os três pontos, em Stanford Bridge.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

João Cancelo (7)

Aymeric Laporte (7)

Rúben Dias (7)

Kyle Walker (7)

Kevin De Bruyne (7)

Rodri (7)

Bernardo Silva (7)

Jack Grealish (7)

Phil Foden (7)

Gabriel Jesus (8)

SUBS UTILIZADOS

Fernandinho (6)

Raheem Sterling (6)

Riyad Mahrez (6)

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

Subscreve!

Artigos Populares

Ex-Sporting trava ida de Hakim Ziyech para o Botafogo: Eis os detalhes

Hakim Ziyech desistiu de assinar pelo Botafogo após falar com Zakaria Labyad. O médio ex-sporting alertou o marroquino para a má qualidade dos relvados.

Al Ittihad fecha concorrência para Richard Ríos e trata-se de nome de peso

O Al Ittihad está muito perto de confirmar Georginio Wijnaldum, médio neerlandês que estava livre no mercado de transferências.

Alarme na Luz: Já é conhecida a gravidade da lesão de Alexander Bah

Alexander Bah sofreu um traumatismo no ombro direito. O defesa dinamarquês lesionou-se na vitória do Benfica frente ao Marítimo.

Santa Clara de Petit vence e sobe provisoriamente ao pódio da Primeira Liga

O Santa Clara recebeu e venceu o Rio Ave por quatro bolas a zero, num encontro da quinta jornada da Primeira Liga.

PUB

Mais Artigos Populares

Superbikes: Miguel Oliveira recupera sete posições em Magny-Cours, mas falha os pontos na Superpole

Miguel Oliveira recuperou sete lugares e terminou na décima segunda posição na corrida Superpole do Mundial de Superbikes em França.

Barcelona: Raphinha iguala registo de Lionel Messi na La Liga e confirma começo de época em grande

Raphinha é o segundo jogador este século na La Liga a chegar aos seis golos nas quatro primeiras jornadas da prova.

Kimi Antonelli faz história em Monza: Mercedes recupera de 19.º para vencer GP de Itália

O piloto Kimi Antonelli fez história ao vencer o Grande Prémio de Itália depois de arrancar da décima nona posição em Monza.