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Chelsea FC 1-1 Manchester United FC: Varinha mágica de Potter quase fez tremer o “mundo encantado” de ten Hag

Bernardo Santos · 5 min

Chelsea FC x Manchester United FC
Foto: Manchester United FC

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A CRÓNICA: DUELO DE TITÃS NUM DOS MAIORES PALCOS DO FUTEBOL MUNDIAL

O Manchester United FC entrou com tudo neste jogo, pronto a pressionar uma equipa do Chelsea FC que está também ela em reconstrução.

Sem Ronaldo nas suas opções, Erik ten Hag visitou Stamford Bridge com o mesmo onze que derrotou, na jornada passada o Tottenham Hotspur FC, à exceção de Fred, que cedeu o seu lugar no onze inicial ao virtuoso Eriksen.

Nos blues, Graham Potter fez várias alterações, com Koulibaly, Gallagher Havertz e Broja a saírem da equipa inicial para darem lugar a nomes como Chilwell, Thiago Silva, Sterling e Aubameyang.

A primeira parte foi praticamente toda do Manchester United, com jogadas sucessivas de entendimento colectivo, e alguns “falhanços” na cara do golo, de levar qualquer adepto ao desespero.  A equipa do Chelsea FC entrou em jogo muito perdida, sem qualquer rumo, cedendo muita vez o controlo de jogo aos red devils, que podiam ter ido para o intervalo com uma vantagem confortável no marcador. No entanto, a ineficácia dos seus intérpretes foi gritante, o que permitiu a Potter encarar a segunda parte com bastante mais calma. Para mim, a entrada de Kovacic no jogo, ainda durante o primeiro tempo, foi crucial para dar os equilíbrios que a sua equipa necessitava. O médio croata esteve em quase todas as jogadas colectivas dos blues, com passes de qualidade elevadíssima, e muita solidariedade quer a atacar, quer a defender. Do lado do Manchester, quero destacar a exibição de Dalot, Casemiro e Eriksen, pela forma de como conseguiram empurrar os maiores focos de perigo dos blues para longe da baliza do espanhol David De Gea, permitindo ao United conseguir respirar com bola e gerir na perfeição os tempos de jogo.

O golo do Chelsea surgiu um pouco contra a tendência do jogo, com uma infantilidade de McTominay nas “barbas” do árbitro, que não hesitou em apontar para a marca dos 11 metros. Jorginho converteu a grande penalidade, num remate perfeito que enganou completamente De Gea, mas que não foi suficiente porque, já ao cair do pano, Casemiro fez a meias com Kepa, o golo do empate, que permitiu a divisão de pontos neste duelo quente da jornada em Inglaterra.

Acredito que Ronaldo poderia ser uma peça importante neste jogo porque não existe nenhuma referência no ataque dos red devils, alguém com a autoridade técnica e moral para decidir encontros grandes, algo que Cristiano tem na sua génese, e que poderia ser muito útil, perante um esquema tático que nunca permite muita liberdade aos atacantes contrários.

Numa perspetiva geral, foi um jogo muito agradável de ser ver, com lances perigosos de parte a parte, com muita qualidade e, claro, com alguns dos melhores intérpretes do mundo, naquele que é o melhor campeonato do mundo.

 

A FIGURA

Kepa Arrizabalaga – Dou este prémio ao “keeper” espanhol, não pela sua exibição, mas pela continuidade que tem dado à sua excelente forma nos blues.

Seguro, confiante nas suas capacidades, fortíssimo entre os postes, o jovem guardião renasceu sob o comando de Potter e, até este jogo, somou 5 clean sheets seguidas na Premier League, mantendo a sua baliza inviolável e contribuindo para os bons resultados da sua equipa

O exemplo de Kepa é prova de que o futebol dá muitas voltas, ao ponto de Mendy estar agora no banco de suplentes, depois de ser dono e senhor da baliza do Chelsea durante muito tempo.

 

O FORA DE JOGO

Jadon Sancho – Já se começam a esgotar as oportunidades para o jovem extremo inglês nos red devils.

Titularidade atrás de titularidade, o ex BVB Dortmund não tem confirmado as expetativas que foram criadas à sua volta, e tarda a justificar o elevado investimento realizado no seu passe. Com Ronaldo, Martial, Elanga, Pellistri e até o jovem Garnacho, acredito que Ten Hag comece a ficar cansado da atitude competitiva de Sancho, que simplesmente não tem o peso que deveria de ter no esquema tático do treinador dos red devils.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Potter não surpreendeu no seu esquema tático. Apresentou a habitual linha de três centrais, na qual saltou a vista a inclusão de Cucurella como central mais à esquerda. Chilwell teve o papel de dar muita largura no flanco esquerdo, “empurrando” muitas das vezes Sterling para terrenos mais interiores, o que permitiu ao inglês ter muito protagonismo no jogo dos azuis de Londres. A linha de meio campo esteve muito frágil durante maior parte da primeira parte mas, com a entrada de Kovacic, este problema foi corrigido e permitiu que o tridente ofensivo do Chelsea tivesse mais liberdade e espaço.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa (7)

Chalobah (7)

Silva (7)

Cucurella (5)

Azpilicueta (7)

Chilwell (8)

Jorginho (7)

Loftus-Cheek (6)

Mount (5)

Sterling (7)

Aubameyang (7)

SUBS UTILIZADOS

Kovacic (8)

Broja (4)

Chukwuemeka (4)

Pulisic (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Assim como o seu adversário nesta partida, ten Hag não mudou o seu esquema tático, mantendo uma linha de quatro centrais no United, com Casemiro a jogar imediatamente à frente desta linha. A consolidação do brasileiro no onze dos red devils tem permitindo a Eriksen soltar mais o seu jogo, pensar com pompa e circunstância o que vai fazer a seguir, e dar outro tipo de responsabilidades a Bruno Fernandes. No cômputo geral, a equipa esteve bem, com a exceção do tridente de ataque que, na minha opinião, deixa muitas vezes a desejar, não tanto por Antony, que é quase sempre dos melhores, mas essencialmente pelas exibições intermitentes dos dois jovens ingleses, Rashford e Sancho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

Dalot (7)

Varane (7)

Martínez (8)

Shaw (7)

Casemiro (8)

Eriksen (8)

Bruno Fernandes (7)

Antony (7)

Sancho (5)

Rashford (6)

SUBS UTILIZADOS

Fred (5)

Lindelof (4)

Elanga(-)

McTominay (3)

Bernardo Santos

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