Duelo morno no Emirates

- Advertisement -

Não foi o Arsenal que jogou mal. Foi o Chelsea que soube impor o jogo que queria. José Mourinho entrou no Emirates com uma única certeza: a de não querer perder o encontro. E isso percebeu-se, desde cedo.

Esperava-se muito deste jogo, que ia fechar a 17ª jornada da Premier League. O Arsenal é, provavelmente, a equipa que melhor futebol pratica em Inglaterra e o Chelsea… bom, o Chelsea é orientado por José Mourinho. E isso é um atestado à qualidade que se poderia esperar do encontro. Nada mais errado. O jogo foi mau, teve poucas oportunidades de golo e foi disputado no limiar da agressividade. Foi aquilo a que os mais entendidos no mundo da bola chamam um jogo “demasiado tático”. Ou, por outras palavras, que Mourinho foi ao estádio do Arsenal, montou um esquema para que a equipa de Arséne Wenger não soubesse o que fazer com a bola e reagir rapidamente em contra-ataque, de forma a conseguir um golo.

Um jogo fraco, mas muito agressivo e intenso Fonte: Marca.com
Um jogo fraco, mas muito agressivo e intenso
Fonte: Marca.com

Para isso, o treinador português lançou Obi Mikel nas costas de Ramires e Lampard, que ficavam encarregues da pressão ofensiva da equipa, ao nível do meio-campo. Relativamente ao resto do onze, voltou a preferir Azpilicueta e John Terry, em detrimento de David Luiz e Ashley Cole. Já deu para perceber que Mourinho não tem confiança em nenhum dos dois elementos para este tipo de jogos, com um grau de exigência maior. Com Cahill e Ivanovic seguros no onze e sem dar grandes hipóteses à concorrência, Mourinho começa a montar um esquema à sua medida. Entendo, claramente, a opção por Azpilicueta, que está em melhor forma e confere muito mais profundidade e segurança à faixa esquerda do Chelsea. Custa-me a perceber a escolha de Terry por David Luiz. O central brasileiro, em forma, é um dos melhores na sua posição e se for devidamente instruído para não sair tantas vezes a jogar, como por vezes o faz, é impecável na posição que desempenha. Terry, por seu lado, está muito lento e com várias dificuldades técnicas que apenas são compensadas com o seu excelente sentido posicional.

Contudo, no jogo de hoje, nenhum problema ficou visível. Isto porque o Chelsea foi mais competente, conseguiu até dominar na primeira parte (o lance de Lampard aos 32′ é a melhor oportunidade do jogo) e conseguiu controlar todas as movimentações dos jogadores mais desequilibradores da equipa do Arsenal. Özil, o tal número 10 que Mourinho idolatra, hoje esteve apagado. Aaron Ramsey foi desastroso e Walcott raramente conseguiu criar uma situação de desequilíbrio.

No segundo tempo, assistiu-se a um jogo mais agressivo e com muito poucos motivos de interesse. Ramires podia ter sido expulso, depois de uma entrada violenta sobre Arteta. O árbitro tentou ser amigo do espetáculo e não expulsou o jogador. Mas, nem por isso, as situações de golo aumentaram. Notou-se que nenhuma das equipas, na segunda parte, quis vencer. Quando a 3 minutos do fim, Mourinho retira o inexistente Fernando Torres (é urgente um avançado para o Chelsea!) para colocar em campo o defesa David Luiz, dá a resposta de que o empate chegava para a sua equipa. E o Arsenal, sem fazer qualquer alteração, também pouco mais procurou. E, por isso, o empate acabou se ajustar. Um jogo fraco e com poucas ideias, que apenas contribuiu para que aumentasse ainda mais a competitividade no topo da classificação da Premier League. Vão todos muito próximos na frente. Mas é o surpreendente Liverpool, comandado por Luís Suarez, que vai passar o Natal no topo da cadeia.

Subscreve!

Artigos Populares

André Villas-Boas confiante para o Mundial 2026: «É o momento decisivo de uma geração de ouro»

Numa entrevista à Marca, André Villas-Boas abordou as hipóteses de Portugal no Mundial 2026, destacando a qualidade da Seleção Nacional.

Imprensa espanhola avança que José Mourinho continua na lista do Real Madrid para 2026/27

O regresso de José Mourinho é uma das opções para o comando técnico do Real Madrid na próxima temporada, caso Álvaro Arbeloa abandone o cargo.

Marcel Desailly critica Rafael Leão e coloca Portugal como favorito ao Mundial: «Se a França não conseguir, diria que a surpresa pode vir de...

O lendário Marcel Desailly abordou as hipóteses de Portugal no Mundial 2026 e deixou fortes críticas ao extremo do AC Milan, Rafael Leão.

Morten Hjulmand deixa mensagem após eliminação na Champions League: «Uma derrota difícil. Grande campanha do Sporting»

Após ser eliminado pelo Arsenal na Champions League, Morten Hjulmand deixou uma mensagem aos adeptos do Sporting.

PUB

Mais Artigos Populares

Já são conhecidos os jogos do Campeonato do Mundo de Snooker

Já decorreu o sorteio dos encontros do Campeonato do Mundo de Snooker. A fase final decorreu entre 18 de abril e 4 de maio.

Sérgio Conceição aponta à vitória do Al Ittihad frente ao Mashida Zelvia: «Concentração e foco máximos no jogo»

Sérgio Conceição fez a antevisão do jogo do Al Ittihad frente ao Mashida Zelvia, referente aos quartos de final da Champions League Asiática.

Defesa do Athletic é alvo de dois clubes da Primeira Liga

Famalicão e Moreirense juntam-se a vários emblemas espanhóis na contratação do jovem defesa-central do Athletic, Jon De Luis.