Everton vê em Marco Silva o que não viu em 2017/18

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Não, Marco Silva não regressa a Portugal. A hipótese Benfica pôde ter sido do agrado dos adeptos encarnados, mas a vontade de Marco é confirmar todo o potencial que lhe é reconhecido por parte dos ingleses. Assinou pelo Everton, clube que em meados da época passada se interessou no português e influenciara, penso que de forma indireta, a rescisão que lhe foi imposta pelo Watford.

Após uma paragem de meia época, não creio que lhe tenham faltado propostas para assumir uma equipa. Penso, mesmo sem provas disso, que ambas as partes, Marco Silva e Everton, combinaram o vínculo desejado a ter início mais tarde. Se assim tiver acontecido, o português com certeza aproveitou para ir preparando esse projeto.

Mais tarde refere-se à atualidade. Pouco tempo após o término da época dos emblemas europeus, foi anunciada a contratação. Tal prova a ambição do vizinho do Liverpool em relação ao futuro próximo, mas também algum risco, já que o ex treinador do Sporting ainda não ganhou nada, embora já tenha dado bons indícios, no que se refere à apresentação de exibições assinaláveis da parte de equipas que orientou.

Após uma época falhada, no meu ponto de vista, tanto para Marco, como para o Everton, existe a vontade mútua de apagar esse registo. Mas vontade também eu tenho de muita coisa. O técnico vai assumir o terceiro clube desde que chegou a Inglaterra, e só se espera o melhor. Os seus métodos são do agrado da notoriedade inglesa: desde os seus pares, comentadores e/ou ex jogadores; a atletas. Não deve ter havido um único jogador a aprovar a saída “repentina” do então homólogo dos hornets.

Confiante, conhecedor e “atrevido” são algumas das suas características
Fonte: Everton FC

As suas ideias, o espírito incutido, a proximidade com os adeptos através de mensagens nas redes sociais, o notório conhecimento tático, enfim, a forma como encabeça o treino e a preparação da equipa é salientada. Tendo em conta a sua qualidade, situações como ambos os seus afastamentos, em que fatores externos se intrometeram no ambiente de trabalho e, embora se identifiquem diferenças entre os dois casos, o nível do seu papel como técnico sempre foi intocável. No Hull entrou forte e sólido, mas terminou relegado para a segunda; no Watford também começou a surpreender, mas nem houve final dessa vez.

Chega assim a uma equipa com maiores recursos. Na teoria, estão reunidas mais e melhores condições para obter mais sucesso. Encontra uma equipa que fechou as contas de 2017/18 muito longe de qualquer título. A equipa encerrou o campeonato com baixos níveis anímicos. Porém, na transição de temporadas tudo volta ao início, todos começam com os mesmos pontos. Us com mais por onde pegar, outros com menos, mas se por princípio tudo é possível no futebol, com um treinador jovem, “atrevido”, com uma filosofia onde reina a organização tática de todos os elementos e entre si, mais altas são as possibilidades. Chega a uma equipa em que os seus responsáveis o consideram especial. Mas isto é tudo teoria, falta complementá-la à prática e todas as variáveis em volta destes dois campos.

Foto de Capa: Everton FC

Diogo Fresco
Diogo Frescohttp://www.bolanarede.pt
Fã de um futebol que, julga, não voltará a ver, interessa-se por praticamente tudo o que envolve este desporto, dando larga preferência ao que ocorre dentro das quatro linhas. Vibra bastante com a Seleção Portuguesa de Futebol.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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