Liverpool FC 3-1 Manchester City FC: Lição de futebol “Kloppiano” e vantagem de nove pontos sobre o rival

- Advertisement -

A 12ª jornada da Premier League guardou-nos o melhor para o fim. O líder Liverpool recebeu e bateu o maior rival na luta pelo título, Manchester City, por três bolas a uma.

Duas excelentes equipas, dois enormes treinadores, mas com estilos completamente diferentes. Do lado dos reds, um estratega exímio na procura pela verticalidade, rapidez e simplicidade de processos da equipa. Nos sky blues, o mestre do tiki-taka, bicampeão de inglês, tentava contrariar a história e vencer em Anfield, feito que ainda não concretizou.

A partida começou como seria de esperar, com um ritmo frenético. Fabinho fez balançar as redes pela primeira vez, logo à passagem do minuto 6’. O brasileiro que já passou pelos relvados lusos, rematou de meia distância e inaugurou o marcador para o Liverpool. O City ainda esboçou protestos sobre um lance antecedente na área contrária, mas o VAR não decifou qualquer irregularidade.

E sabemos bem que Klopp não gosta de tirar o pé do acelerador. A pressão era estonteante, não deixava os citizens jogar. Após uma variação de jogo de Arnold para o lado esquerdo, Robertson cruzou para Mohamed Salah aumentar a vantagem para dois golos (13’). Se o Liverpool conseguir manter esta intensidade constante ao longo da época, nada nem ninguém os conseguirá parar.

O setor intermédio (Fabinho, Wijnaldum e Henderson) dos da casa, parecia um carrossel. Nunca ninguém estava parado. Ataca e defende em bloco. Dizem que os jogos se ganham no meio campo, e este encontro, foi a maior prova disso. A forma como saem de pressão e chegam ao ataque, não se ensina nos livros.

A melhor oportunidade do Manchester City surgiu apenas aos 29’. Uma boa investida de Angeliño pelo flanco esquerdo, que combinou com De Bruyne e já dentro de área, atirou ao poste. Ainda assim, os pupilos de Pep Guardiola souberam reagir aos golos sofridos, tendo acabado a primeira parte por cima.

Apesar da derrota, Bernardo foi um dos mais inconformados do lado do City
Fonte: Manchester City FC

No regresso dos balneários, o City voltou com vontade de mudar o rumo dos acontecimentos. Até estavam superiores ao adversário, quando sucedeu o impensável. Na sequência de um lançamento lateral (inofensivo), Jordan Henderson cruzou como mandam as regras e Sadio Mané, esquecido ao segundo poste, “só” teve de cabecear lá para dentro (50’).

Apesar da vantagem (3-0), era impressionante, a forma como o Liverpool não deixava de carregar. Há uma fome de títulos naquela casa. Jogadores, equipa técnica e adeptos, todos com o mesmo objetivo. Os citizens tentaram de tudo, mas parecia faltar um plano B. Uma surpresa, ou um “outsider” que fizesse a diferença.

E quando já ninguém acreditava no golo de honra do Manchester City, eis que Bernardo Silva atira a contar. Numa jogada algo fortuita, com vários ressaltos, Angeliño cruzou rasteiro para belo golo do internacional português.

A partida terminou com uma vitória clara e sem discussão do Liverpool, que foi a equipa que melhor futebol apresentou esta tarde. Perante um City algo desfalcado (que ainda assim, não serve de desculpa), o líder do campeonato justificou o porquê de estar “lá em cima”. Obrigou a formação de Guardiola a “jogar mal”, que perdeu por mérito dos reds e não por demérito próprio.

O futebol, tal como a vida, é feito de “ses”. Mas se a equipa de Jurgen Klopp, conseguir manter esta qualidade de forma constante ao longo da época, será bastante complicado pará-la. Só tenho “pena” daqueles que, por uma ou outra razão, não puderam acompanhar este jogo. Fantástico!

Após este encontro, o Liverpool é primeiro classificado com 34 pontos. O Manchester City, ocupa o quarto lugar (atrás de Chelsea e Leicester), com 25. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC: Alisson, Robertson, Van Djik, Lovren, Alexander-Arnold, Fabinho, Henderson (Milner 61’), Wijnaldum, Salah (Gomez, 87’), Mané e Firmino (Oxlade-Chamberlain,79’).

Manchester City FC: Bravo, Walker, Stones, Fernandinho, Angeliño, Rodri, Gundogan, De Bruyne, Bernardo Silva, Sterling e Aguero (Gabriel Jesus, 71’).

Filipe Carvalho
Filipe Carvalhohttp://www.bolanarede.pt
O Filipe é um adepto do futebol positivo, diretamente do Alentejo, deu o salto para a Beira Interior em busca do sonho: a formação em Comunicação que o leve à ribalta do jornalismo desportivo.                                                                                                                                                 O Filipe escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Título da Premier League pode ser decidido nos detalhes: Eis os critérios de desempate

A cinco jornadas do fim, Manchester City e Arsenal disputam o título da Premier League empatados a 70 pontos.

Imprensa inglesa mete Francesco Farioli nos 4 principais alvos do Chelsea que procura novo treinador

Francesco Farioli está na lista do Chelsea para suceder a Liam Rosenior. Técnico do FC Porto é um dos três nomes mais altos na lista dos blues.

Maxi Araújo admite: «Podíamos acabar o ano quase sem nada, mas merecemos isto»

Maxi Araújo analisou a passagem do Sporting à final da Taça de Portugal. Leões vão ao Jamor pelo terceiro ano consecutivo.

Alvo do Benfica elogiado: «Regula é promissor e foge ao estereótipo polaco»

Bruno Baltazar, treinador do Radomiak Radom, na Polónia, descreveu as qualidades e o potencial do alvo do Benfica, Marcel Regula.

PUB

Mais Artigos Populares

Rui Silva admite queixas físicas nos últimos minutos do FC Porto x Sporting: «Na coxa, no gémeo, no tornozelo…»

Rui Silva analisou a passagem do Sporting à final da Taça de Portugal. Leões vão ao Jamor pelo terceiro ano consecutivo.

Nicolás Otamendi, António Silva, Gonçalo Oliveira e Joshua Wynder: eis o ponto de situação sobre os defesas do Benfica

O Benfica tem no centro da defesa a prioridade para começar a delinear o plantel da próxima época. Há quatro nomes em análise.

Lenda do Chelsea deixa fortes críticas a Enzo Fernández: «Não é líder e não merece jogar no Chelsea»

Enzo Fernández foi alvo de duras críticas por parte de Frank Lebouef, após a quinta derrota consecutiva do Chelsea na Premier League.