Liverpool FC 3–3 Arsenal FC: E no final, ganhou o futebol

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À 21ª jornada da Barclays Premier League, Liverpool FC e Arsenal FC defrontaram num dos maiores clássicos do futebol inglês. Este era um jogo que, tradicionalmente, costuma ter golos e, de facto, não desapontou. Perante mais de 44 mil nas bancadas e, certamente, muitos milhões de frente para os ecrãs, estas duas equipas proporcionaram um espetáculo eletrizante.

Grande primeira parte em Anfield, com o Liverpool a entrar muito pressionante (muito à imagem do que Klopp pretenderá), a aproveitar as linhas baixas do Arsenal e a chegar à vantagem logo aos nove minutos, por Roberto Firmino. O brasileiro aproveitou a sobra do remate de Emre Can e abriu a contagem. O golo não fez o jogo abrandar e, aos 14 minutos, Aaron Ramsey, depois de um bom lance dos Gunners, empatou a partida. Nota para o erro de Sakho, que falhou na marcação ao galês, e também para Mignolet, que ficou mal na fotografia. Mas os Reds não baixaram os braços e voltaram a pressionar. Bastaram mais cinco minutos para Firmino, novamente, repor a equipa da casa em vantagem. Lance atrapalhado de Joel Campbell, que por duas vezes coloca a bola em James Milner. O inglês, à segunda, entrega o esférico ao avançado brasileiro, que, de forma sensacional, remata para o fundo das redes de Petr Cech, que não teve qualquer hipótese.

No entanto, a equipa de Arséne Wenger reagiu, e, depois de mais um erro da defesa do Liverpool, ficou muito perto de igualar a partida, não fosse Sakho a tirar a bola na linha da baliza. No seguimento, de pontapé de canto, Giroud apontou o segundo da turma londrina. O francês desviou a bola ao primeiro poste e, o guarda redes belga voltou a abordar mal o lance e permitiu o empate. Em 25 minutos, quatro golos…

A partir daqui o Arsenal superiorizou-se ao adversário, subiu as linhas, juntou os setores e assumiu o controlo, relativo, do jogo. Até ao intervalo, destaque ainda para mais duas grandes chances de golo, uma para cada lado. Primeiro, aos 28 minutos, por Giroud. Após outro erro da defensiva do Liverpool, Theo Walcott cruzou rasteiro e o avançando francês, de baliza aberta, fez papel de defesa e atirou para trás. Mais tarde e para fechar uma primeira parte que foi um autêntico hino ao futebol, Firmino, com grande classe, recebeu de costas para a baliza, levantou ligeiramente a bola, rodou e, de forma magistral, atirou à trave da baliza de Cech.

Acabava assim uma enorme primeira parte, com as duas equipas a jogarem um futebol ofensivo e direto, constantemente em busca do golo e a deixaram tudo em aberto para o segundo tempo.

Após o reatar da partida, o Arsenal voltou a entrar dominante e chegou ao golo aos 55 minutos de jogo. Giroud recebeu de Bellerín, após uma aceleração estrondosa do espanhol, girou e, de pé esquerdo, finalizou de forma irrepreensível e bisou na partida. Os líderes do campeonato colocavam-se assim em vantagem, pela primeira vez na partida.

Giroud foi um dos destaques com dois golos. O segundo foi pura classe Fonte: Premier League
Giroud foi um dos destaques com dois golos. O segundo foi pura classe
Fonte: Premier League

A partir daqui a turma de Wenger recuou no terreno e atribuiu as despesas do jogo ao Liverpool. A equipa da casa partiu para cima dos visitantes em busca do golo, mas os londrinos mostraram-se muito compactos e iam travando as investidas da equipa comandada pelo treinador alemão. Laurent Koscielny e Per Mertesacker fizeram uns últimos trinta minutos fantásticos e iam sendo os principais responsáveis pelas dificuldades impostas aos atacantes da equipa contrária.

Mas quem procura sempre alcança, e foi isso que aconteceu. Aos 90 minutos, Henderson esticou na área, Christian Benteke cabeceou para Joe Allen e o galês bateu Petr Cech. Estava restabelecida a igualdade e feita justiça em Anfield Road, curiosamente, com intervenção de dois dos jogadores lançados por Klopp no segundo tempo.

O golo do empate foi mais do que merecido, uma vez que o Arsenal se limitou a defender a partir do momento que se viu em vantagem. Os jogadores do Liverpool não se resignaram e continuaram a insistir, a procurar as redes contrárias. Chegou tarde, mas chegou, e Klopp e companhia foram recompensados pelo esforço.

Falta no entanto destacar a terceira grande equipa que esteve em campo. Num momento em que tanto se comenta arbitragens em Portugal, a equipa liderada por Mike Jones ajudou à festa com uma exibição espetacular. Mais uma vez, a arbitragem inglesa a demonstrar que é a melhor do mundo.

Assim, foi o futebol que saiu a ganhar. As três grandes equipas que estiveram em campo demonstraram toda a magia da BPL e orquestraram um magnífico jogo de futebol que só pecou por terminar.

 

A Figura:

O Futebol – Depois de uma partida deste nível era muito difícil destacar um só jogador. Este jogo foi o futebol no seu estado puro. Jogadores, adeptos e a equipa de arbitragem ofereceram-nos mais de 90 minutos de puro prazer. Foi um daqueles que ficam que a história.

O Fora-de-jogo:

Mamadou Sakho – Alguém que diga a Sakho que ele não sabe sair a jogar! O central francês mete medo cada vez que tem a bola nos pés e treme que nem varas verdes quando pressionado. Apesar de não ter sido um dos piores jogos deste central (é capaz de muito pior) foi claramente o pior em campo. Que falta faz Martin Skrtel…

Foto de Capa: Premier League

Afonso Pais
Afonso Paishttp://www.bolanarede.pt
O interesse pelo futebol surgiu já tarde, por volta dos 11 anos, mas a paixão pelo desporto rei é enorme. Em Portugal, o seu clube do coração é o Sporting Clube de Portugal. Lá fora, e pelo enorme interesse que tem na Premier League, o Chelsea FC é a equipa que apoia, pela qual também sofre e rejubila.                                                                                                                                                 O Afonso escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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