Publicidade

Luta londrina às portas da Europa: Tottenham Hotspur FC x Chelsea FC

Miguel Simões · 4 min

Tottenham x Chelsea
Foto: Premier League

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Premier League, Jornada 22: quinta-feira, 20h00, 4 de fevereiro de 2021

ANTEVISÃO: COMBOIO EUROPEU EM FUGA?

No duelo de encerramento da 22.ª jornada do principal escalão do futebol inglês, o dérbi londrino entre Tottenham Hotspur FC e Chelsea FC poderá decidir qual das equipas acompanha o comboio europeu. Quem ganhar fica a dois pontos do dono da última vaga europeia (o West Ham United FC, quinto classificado), quem perder fica a cinco e, em caso de empate, ambas ficam a quatro.

OS DOIS CLUBES LONDRINOS ESTÃO EM MÁ FORMA, MAS SERÁ QUE PODEM DAR A VOLTA AO MAU MOMENTO? SABES QUEM VAI VENCER? ENTÃO, APOSTA JÁ EM BET.PT!

Os dois rivais já estiveram no topo da Premier League esta época, mas uma série de maus resultados levou a que spurs e blues caíssem uns quantos degraus na tabela classificativa: curiosamente, o melhor período das duas equipas teve lugar entre Outubro e Dezembro, com o Tottenham na liderança e o Chelsea no último lugar do pódio. O português José Mourinho já não consegue vencer a ex-equipa, na competição, desde Fevereiro de 2018 (ainda nos tempos do Manchester United FC). Conseguirá agora?

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O último duelo entre as duas equipas realizou-se a 29 de Novembro de 2020 e terminou empatado 0-0, em Stamford Bridge.
  2. O Tottenham vem de duas derrotas consecutivas (1-3 na receção ao Liverpool FC e a última, por 1-0, na deslocação ao reduto do Brighton & Hove Albion FC).
  3. Em sentido inverso, o Chelsea pontuou nas duas últimas partidas (um nulo diante do Wolverhampton Wanderers FC e uma vitória por 2-0 frente ao Burnley FC) – curiosamente, os dois primeiros jogos de Thomas Tuchel na Premier League.
  4. O Tottenham teve um registo oscilante nas últimas cinco partidas em casa (2V + 1E + 2D).
  5. O Chelsea foi derrotado em quatro das últimas cinco deslocações em jogos da Premier League (4D + 1V).
  6. As equipas partem para a 22.ª jornada em igualdade pontual (33 pontos), embora os spurs tenham ainda uma jornada em atraso.
  7. Nos últimos dez duelos (em todas as competições), o conjunto de José Mourinho acumulou seis triunfos, dois empates e duas derrotas – as tais das últimas duas jornadas.
  8. No mesmo período, a equipa de Stamford Bridge (orientada inicialmente por Lampard e, agora, por Tuchel) somou cinco vitórias, dois empates e três derrotas.
  9. Os dois rivais londrinos registam 168 jogos entre si, com 72 triunfos dos blues, 54 vitórias dos spurs e 42 empates. Desses 168, o Tottenham recebeu o Chelsea por 82 ocasiões, verificando-se um maior equilíbrio, com 31 triunfos caseiros, 28 vitórias forasteiras e 23 igualdades.
  10. Son e Harry Kane (lesionado) são os melhores marcadores do Tottenham (12 golos) na Premier League, enquanto Tammy Abraham foi o jogador que mais vezes marcou pelo Chelsea na competição, com seis golos apontados.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Son (Tottenham Hotspur FC) – A par do lesionado Harry Kane, o avançado Son é uma das peças mais influentes da equipa de José Mourinho, um fator que se evidencia nos números alcançados: aos 16 golos apontados esta época, ainda juntou perto de uma dezena de assistências. O coreano de 28 anos revela uma tremenda capacidade de desmarcação e desequilíbrio, pelo que poderá causar dificuldades à sólida linha defensiva do adversário. Curiosamente, no último duelo diante do Chelsea (na altura, orientado por Lampard), Son viu todos os seus pontos fortes serem bem anulados no empate a zeros da décima jornada. Acontecerá agora o inverso?

Timo Werner (Chelsea FC) – Se é verdade que o ponta de lança alemão foi tendo presença regular no onze dos blues até Novembro, também não deixa de ser verdade que a partir desse mês desencontrou-se com o caminho dos golos e passou a oscilar entre a condição de titular e a de suplente utilizado. Apesar disso, é o jogador dos blues com um maior grau de envolvimento nos golos da equipa, com nove golos e meia dúzia de assistências. O alemão de 24 anos destacou-se no RB Leipzig na temporada passada e apenas precisa de mais oportunidades para fazer a diferença no registo ofensivo da equipa.

 

XI’S PROVÁVEIS

Tottenham HFC: Hugo Lloris; Matt Doherty, Toby Alderweireld, Eric Dier, Bem Davies; Pierre-Emile Hojbjerg, Harry Winks, Lucas Moura, Tanguy Ndombélé, Son; Carlos Vinícius.

Treinador: José Mourinho:

“O maior desafio para um treinador é trabalhar nas melhores ligas. Neste momento, a Premier League é a mais desafiante”.

 

Chelsea FC: Edouard Mendy; Antonio Rüdiger, Thiago Silva, César Azpilicueta; Ben Chilwell, Mateo Kovacic, Jorginho, Callum Hudson-Odoi; Mason Mount, Kai Havertz, Timo Werner.

Treinador: Thomas Tuchel:

“Não tenho dúvidas de que Mourinho é um dos melhores treinadores do Mundo e que criou um Tottenham competitivo e muito forte”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Tottenham HFC 1-1 Chelsea FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Miguel Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.