Publicidade

Manchester City FC 0-2 Manchester United FC: “Manchester is Red”

Carlos Ribeiro · 4 min

Manchester City x Manchester United
Foto: Manchester United FC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: MANCHESTER UNITED FC DE GALA QUEBRA RECORDE DE GUARDIOLA

Segunda volta de um dos dérbis mais cativantes do futebol mundial: Machester City FC vs Manchester United FC. De que cor será Manchester? O jogo começou, claramente, em tons de vermelho, com Martial a ser derrubado na área por um imprudente Gabriel Jesus e, na sequência, Bruno Fernandes a converter a grande penalidade. Dois minutos de jogo e parecia que os “Sky Blue” estavam atarantados com esta entrada dos homens treinados por Ole. Tanto que, logo a seguir, perderam uma bola na área e, se calha a ser outro jogador a apanhar a bola – no caso foi Luke Shaw –, poderiam estar a perder 0-2 aos quatro minutos.

Depois deste início de partida frenético, o Manchester City FC acalmou o seu jogo, começou a circular a bola, manter a posse, conseguindo – a espaços – quebrar o “autocarro vermelho” que se posicionava à sua frente. Rashford era a principal seta apontada à sua baliza, sempre que o Manchester United FC recuperava. Até ao intervalo, o resultado não se alterou, mas a toada ofensiva dos homens da casa e o contra-ataque rápido dos “Red Devils” prometiam para a segunda-parte.

O contra-ataque acabou por reinar. Início da segunda metade do desafio e o Manchester United FC, numa excelente saída de bola de Henderson (parecia Ederson), teve Shaw a conduzir, combinou com Rashford e recebeu de volta, atirando para o 0-2. Merecidíssimo prémio para o melhor em campo até ao momento, estando agora a atingir o potencial que muitos lhe identificavam quando iniciou a carreira e foi contratado pelos gigantes ingleses.

O Manchester City FC sentiu o segundo golo, começou a errar mais no passe e consequentemente a dar mais espaço ao Manchester United FC, que o tentava aproveitar. O resultado que se fixava no marcador aos 60 minutos era totalmente justo. Aliás, a melhor oportunidade de golo até aos 70 minutos foi mesmo de Martial, que isolado não conseguiu desfeitear Ederson, que fez uma excelente defesa.

Até ao fim, com as entradas de Walker e sobretudo de Foden, o Manchester City FC conseguiu estar mais perto do golo, mas o desacerto a finalizar foi sempre superior.

Com este 0-2, os “Red Devils” assumem de vez que são candidatos a garantir mais cedo um lugar no “top four” e os “Citizens”, apesar de não terem o campeonato em risco – 11 pontos de vantagem ainda –, têm aqui um aviso de que não há impossíveis no futebol e que têm de continuar a trabalhar ao mesmo nível para vencerem esta Primeira Liga Inglesa.

 

A FIGURA

Manchester United FC – Confesso que não estava à espera desta exibição, não estavam numa fase particularmente fulgurante da época, mas os orientados por Solskjaer fizeram uma partida fantástica em casa do rival de Manchester. Muito sólidos do ponto de vista defensivo e muito inteligentes a interpretar as fraquezas do “City” sem bola.

Shaw foi o melhor em campo, juntamente com McTominay. Rashford também fez um excelente jogo, tal como Fred e Wan-Bissaka.

 

O FORA DE JOGO

Manchester City FC – Por oposição, esta foi a partida mais fraca dos “Citizens” nos últimos meses, com muito pouco acerto no passe (algo totalmente invulgar na turma de Guardiola), um processo defensivo muito tremido e um ofensivo que, apesar de ter gerado algumas oportunidades, não teve o nível que habitualmente tem.

Rúben Dias fez o pior jogo que me lembro desde que está no Manchester City FC (sofreu sobretudo com a velocidade de Rashford) e Cancelo também não se apresentou ao seu melhor nível. Gabriel Jesus foi, de longe, o pior em campo e Sterling esteve mal a decidir e a finalizar. Destacaram-se Zinchenko e Stones, bem como Mahrez (o que mais tentou remar contra a maré).

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

O líder – e futuro campeão da Primeira Liga Inglesa 2020/21 (digo eu) – entrou para este derby de Manchester com um 4-3-3, a tática que voltou a puxar os homens de Pep Guardiola para o comando do futebol inglês. Um onze que não apresenta qualquer novidade, com muita qualidade, dois portugueses a titulares e, se contarmos com Ederson, três “benfiquistas” no quinteto mais defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Cancelo (5)

Ruben Dias (5)

Stones (6)

Zinchenko (6)

Rodrigo (6)

Gundogan (7)

De Bruyne (6)

Sterling (5)

Gabriel Jesus (4)

Mahrez (6)

SUBS UTILIZADOS

Walker (6)

Foden (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Tal como optou por utilizar frente ao Chelsea FC há precisamente uma semana atrás, Ole Gunnar Solskjaer repetiu a tática (4-2-3-1) que, diga-se a verdade, não o tem submetido a derrotas, mas também não lhe tem trazido muitos triunfos. Com o duplo pivot Fred e McTominay, ao qual se junta Bruno Fernandes, muitas vezes consegue o domínio do meio-campo. Esse fator, na minha opinião, tem sido chave para as “clean sheets” que têm registado, disfarçando as debilidades de Maguire e Lindelof.

As principais novidades são a inclusão de Henderson na baliza e de Martial na frente de ataque, duas alterações que melhoram, do meu ponto de vista, a qualidade dos “Red Devils”.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Henderson (6)

Shaw (8)

Maguire (7)

Lindelof (6)

Wan-Bissaka (7)

Fred (6)

McTominay (7)

James (6)

Bruno Fernandes (6)

Rashford (7)

Martial (6)

SUBS UTILIZADOS

Greenwood (6)

Matic (-)

Carlos Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.