Manchester City FC 0-2 Wolverhampton Wanderers FC: Liderança ainda mais longe após duelo “muito português”

- Advertisement -

A “armada portuguesa” do Wolverhampton deslocou-se a casa do atual campeão inglês, o Manchester City, em jogo a contar para a oitava jornada da Premier League. Os comandados de Nuno Espírito Santo contaram com Rui Patrício, Rúben Vinagre, Rúben Neves e João Moutinho no onze inicial, enquanto que Diogo Jota ficou fora dos convocados, devido a lesão. Já do lado dos pupilos de Pep Guardiola, João Cancelo foi a grande surpresa entre os titulares, alinhando na esquerda da defesa, ficando Bernardo Silva no banco de suplentes (ele que aguarda a decisão da FA relativamente ao alegado caso de racismo).

A equipa de Manchester assumiu desde início o controlo da posse de bola, mas tardou em criar um lance de verdadeiro perigo. De facto, foi mesmo o Wolves quem criou as duas primeiras grandes chances para marcar: inicialmente, foi Patrick Cutrone que ficou no um para um com Ederson, mas enviou a bola muito ao lado da baliza; depois, foi a vez de Raúl Jiménez, que driblou Fernandinho e rematou para defesa do guardião brasileiro. Se o City tentava acalmar o jogo e construir lances rendilhados, os “lobos” optavam por manter-se na contenção e sair rapidamente para o contra-ataque.

Perante as ameaças da turma de Nuno Espírito Santo, os “citizens” começaram a perceber que era urgente “acordar” e incomodar também o adversário. O primeiro aviso foi de Sterling, com um remate à entrada da área para defesa de Rui Patrício; a partir daqui, sucederam-se alguns lances pela ala esquerda ofensiva do City, com David Silva a juntar-se a Cancelo e Sterling na lateral e a criar dificuldades a Adama Traoré, que estava sempre muito desapoiado. Apesar da constante colocação de bolas na área do Wolves, os pupilos de Guardiola apenas conseguiam finalizar jogadas com remates de fora da área, sem que criassem perigos de maior para o adversário.

O nulo manteve-se até ao intervalo e, dadas as oportunidades flagrantes que existiram até então, era um resultado aceitável. No entanto, o Manchester City tinha um controlo muito superior da posse de bola, podendo ferir o Wolverhampton no segundo tempo caso conseguisse materializar essa supremacia.

Fonte: Premier League

Com o reatar da partida veio também a primeira mexida no City, com Zinchenko a entrar para o lugar de Kyle Walker e a fazer com que João Cancelo transitasse para a lateral direita. No entanto, esta mudança não veio trazer nada de novo ao jogo, mantendo-se um ritmo baixo e continuando a ser um dos jogos menos conseguidos dos “citizens” desde que Guardiola assumiu o camando da equipa. Perante isto, o treinador espanhol decidiu introduzir Bernardo Silva na partida, com o objetivo de ter mais um homem na fase de construção da equipa e com uma qualidade de passe de nível superior à de Mahrez.

A pressão dos homens de Manchester intensificou-se bastante, começando a criar cada vez mais lances de perigo para a defesa do Wolves. Ainda assim, o mau dia no campo da finalização mantinha-se, ora por incapacidade, ora por azar. O maior exemplo disto foi um livre de David Silva, ao minuto 68, que foi cobrado de forma exímia, mas mesmo assim embateu na trave da baliza de Patrício, que estava completamente batido. O nulo parecia ser inquebrável e, assim continuando, favorecia muito mais os “lobos” do que os “citizens”.

Aos 76 minutos surgiu (finalmente) a primeira jogada de construção coletiva do City que originou um remate, tendo sido “desenhada” em português: Gabriel Jesus, acabado de entrar, lançou João Cancelo pela direita, tendo este colocado no meio para finalização de Bernardo Silva, mas o remate embateu em Aguero e acabou nas mãos de Rui Patrício. No entanto, e completamente contra a corrente de jogo, foi o Wolverhampton quem chegou ao golo, com Raúl Jiménez a deixar por terra Otamendi e a abrir para Adama Traoré, que finalizou com a frieza que se lhe pedia, perante a saída de Ederson. O campeão perdia em casa e com apenas dez minutos para jogar!

Como era de esperar, foram os “citizens” que continuaram a encostar os “lobos” ao seu meio-campo defensivo, na busca de pelo menos um golo que lhes permitisse salvar, no mínimo, um ponto. No entanto, foi Adama Traoré quem deu a “machadada final” no jogo, aproveitando novo passe letal de Jiménez e finalizando outra vez no um para um com Ederson. Logo a seguir ao golo, o jogo terminou, saindo o City derrotado por 0-2 e ficando assim a oito pontos do Liverpool. Ainda que a superioridade na posse de bola tenha sido totalmente do Manchester City, as grandes oportunidades pertenceram ao Wolverhampton, que aproveitou duas das quatro ou cinco que teve. Um grande resultado para Nuno Espírito Santo e os seus pupilos. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester City – Ederson; Kyle Walker (Zinchenko, 46’); Otamendi; Fernandinho; João Cancelo; Rodri; Gundogan; David Silva (Gabriel Jesus, 75’); Riyad Mahrez (Bernardo Silva, 60’); Raheem Sterling; Sergio Aguero.

Wolverhampton – Rui Patrício; Willy Boly; Coady; Saiss (Bennett, 13’); Adama Traoré; Rúben Neves; João Moutinho; Rúben Vinagre (Jonny, 74’); Dendoncker; Cutrone (Doherty, 68’); Raúl Jiménez.

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

Subscreve!

Artigos Populares

Se a Champions League é a Prova Milionária, o Benfica saiu de Madrid com outras notas

O Benfica competiu contra o Real Madrid, mas voltou a falhar onde e quando não o é possível. Mesmo na vitória na fase de liga, houve oportunidades encarnadas a lamentar que, numa fase a eliminar e diante de uma equipa com o histórico e o historial dos merengues na competição, se pagaram.

João Tralhão responde ao Bola na Rede: «Para qualquer jogador que entre neste tipo de jogos é sempre um ritmo difícil de acompanhar»

João Tralhão analisou a derrota do Benfica diante do Real Madrid. Treinador respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Samuel Dahl após a eliminação frente ao Real Madrid: «Eles jogaram bem, mas também estivemos bem em alguns momentos»

Samuel Dahl analisou o duelo entre o Real Madrid e o Benfica. Encontro marcou a 2.ª mão do playoff da Champions League.

José Mourinho com registo para esquecer nas últimas participações na Champions League

José Mourinho já não sabe o que é vencer um jogo numa eliminatória de Champions League desde 2014, quando orientava o Chelsea.

PUB

Mais Artigos Populares

Real Madrid com mão de ferro: já foi pedida a expulsão de sócio a adepto que fez a saudação nazi durante o jogo frente...

O Real Madrid decidiu que vai expulsar um sócio do clube, depois do mesmo ter feito a saudação nazi durante o jogo frente ao Benfica.

Eis o Ranking UEFA depois da eliminação do Benfica na Champions League

O Ranking UEFA já foi atualizado e Portugal não somou qualquer ponto, depois do Benfica ter sido eliminado da Champions League.

Sporting conhece a sua sorte: quando é o sorteio dos oitavos de final da Champions League?

O sorteio dos oitavos de final da Champions League realiza-se na sexta-feira, a partir das 11 horas, na Suíça.